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Todas As Calorias Säo Iguais?


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Andei reparando que em vários tópicos estamos debatendo se todas as calorias säo iguais para o nosso corpo ou se tem alguma diferenca dependendo da origem dela. Baseado nisso criei esse tópico para c

Leonardo, assim como você fica com essa indignação por causa do que é falado sobre o carboidrato (e não é bem assim, mas já falo sobre isso), eu como outros tambem ficamos quando a gordura era tratada

Que baixou peso eu não duvido, come duas trakinas só por dia e seu peso vai cair drasticamente. Tem muito ex gordinho que como primeira iniciativa começaram por cortar calorias e somente isso, deixara

Carboidrato vilão!!!!!!!! Carboidrato engorda!!!!!!!!!!!!! Fujam desse macro do mal!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Eu não aguento mais essa insistencia recente do fórum de endeusar a vida low-carb e querer provar que as calorias não são iguais. Nunca vou acreditar nisso, ainda mais eu que perdi 112kg enchendo o cu de carboidrato durante todo meu emagrecimento.

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Tópicos em que foram discutidas as questöes das calorias vazias e calorias negativas:

A Dieta Das Calorias Vazias

Teoria Das Calorias Negativas Vs IIFYM


Calorias Erradas

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Uma das principais causas da obesidade actual e crescente será a teoria calórica publicamente difundida e geralmente aceite por nutricionistas, dietistas e profissionais de saúde em geral.

Esta teoria calórica está errada. Porquê?

1- “Uma caloria é uma caloria”. Este princípio tornou-se na maior armadilha. O impacto de uma caloria proveniente de hidratos de carbono (açúcares de forma geral), ou de proteína ou de gordura é diferente. O corpo humano metaboliza estes três macronutrientes de forma diferente. Tudo se resume à quantidade de glicose que cada um destes macronutrientes consegue induzir na corrente sanguínea.

Ao contrário do que julgamos, a gordura não engorda, são os hidratos de carbono que depois de digeridos que induzem glicose na corrente sanguínea, e o excesso de glicose tem de ser armazenado no tecido gordo. (veja a página neste site sobre a insulina).

Se tivermos 1000 calorias em gordura, por exemplo azeite, 1000 calorias em carne, e 1000 calorias em farinha, o impacto no aumento de peso será igual? Não. As 1000 calorias de farinha provocarão mais aumento de peso, mesmo sendo farinha integral.

2- Como se determinam as calorias de um alimento? Por exemplo, como se determina que um queque tem 400 calorias? Coloca-se um pouco de um comburente no queque, para este pegar fogo e a seguir arde-se o mesmo. Enquanto o queque queima mede-se o calor libertado. Se comermos um queque também o queimamos no processo digestivo? Não. As reacções bioquímicas envolvidas na digestão de uma queque são diferentes da queima do mesmo e não libertam 400 calorias. Não podemos assumir que o corpo humano é uma máquina termodinâmica e que rege pelas leis da termodinâmica. Entram calorias pela boca, e produz-se energia, como se fossemos um motor combustão interna, ou a caldeira lá de casa.

3- A teoria calórica usa a seguinte equação para justificar o aumento de peso:

δ E = E in – E out

Temos um delta de energia que é igual à energia de input menos a energia de output. Qual é o problema desta fórmula? É que só é verdade se as variáveis forem independentes, ou seja, posso aumentar “E in“ sem que “E out“ se altere. Se fizermos exercício físico, por exemplo, aumentamos o output, ganhamos apetite e muito dificilmente vamos conseguir manter o input. Se o fizermos, vamos ter um aumento da irritabilidade, uma adaptação forçada do metabolismo à nova realidade calórica. Este é um dos motivos porque as dietas de redução calórica são difíceis de manter e são pouco eficazes, pois ao fim de algum tempo o corpo aprende a funcionar com menos energia, nem que para isso tenha que diminuir alguma actividade.

Outro problema da fórmula está no facto de não explicar a causa da obesidade. É como olhássemos para o estádio de futebol na final da liga dos campeões. O estádio está cheio. Porquê? Porque entrou muita gente e não saiu ninguém. Mas porque é que não saiu ninguém? Porque o jogo ainda não terminou, esta parte da causa não é dada E porque é que entrou muita gente? Porque é um jogo muito procurado, esta outra parte da causa também não é dada. Portanto dizermos que o estádio está cheio e não saiu ninguém não explica a causa do estádio estar cheio.

4- Nos anos 70 um investigador americano chamado George Wade da “University of Massachusetts” conduziu experiências muito elucidativas com ratos fêmeas.

Na primeira experiência retirou os ovários às ratas, e deixou-as comer livremente sem restrições. O apetite das mesmas aumentou e estas comeram vorazmente. No resultado tornaram-se obesas. Até aqui, cumpre-se a teoria calórica. Aumentaram o input de energia comendo vorazmente e consequentemente tornaram-se obesas.

Porém houve uma segunda experiência, na qual o investigador retirou igualmente os ovários a ratas, mas não as deixou comer sem restrições. A quantidade de comida dda era igual à que tinham disponível antes de serem retirados os ovários. Aconteceu que as ratas engordaram igualmente mesmo sem aumento da energia de input e para compensar a falta de energia de input relativamente ao acumular de tecido gordo desregulado, as ratas passaram a ser mais sedentárias. Reduziram a actividade, tornaram-se preguiçosas, para garantir o acumular de gordura por parte do tecido gordo desregulado.

Olhando para equação de equilíbrio de energia, que reproduz a primeira lei da termodinâmica, lei da conservação de energia, ao fixarmos “E in“, a segunda variável “Eout“ teve que mexer também. Ou seja, as duas variáveis não são independentes.

Analisando as duas experiências em conjunto, chegamos à conclusão que a remoção dos ovários causa uma desregulação no tecido, de modo que este extrai energia de aonde puder, deixando o organismo em deficit. Para compensar, se puder comer mais, comerá, senão diminuirá a actividade física.

As ratas não engordaram por comerem mais. Comeram mais por engordarem. Primeiro existiu uma desregulação que provocou a acumulação de gordura e de seguida passaram a comer mais. A gula e a preguiça não são as causas, mas sim, as consequências de um distúrbio/desregulação.

O estrogénio nos ratos e também nos humanos influencia uma enzina chamada “lipoprotein lípase” ou LPL. Esta muito simplesmente retira a gordura da corrente sanguínea para dentro de qualquer célula que exprima/contenha esta LPL. Se a LPL estiver ligada a um músculo esta retirará gordura da corrente sanguínea para dentro da célula do músculo, para a gordura ser usada como combustível. O estrogénio suprime ou inibe a actividade da LPL. Quanto mais estrogénio existir menos LPL retirará da corrente sanguínea para o tecido gordo. Ao retirar os ovários, a consequente ausência de estrogénio fará com que a LPL cumpra os seu papel, retirar a gordura da corrente sanguínea para dentro das células do tecido adiposo. Quanto mais gordura for retirada da corrente sanguínea, mais falta de combustível existirá e para compensar, porque não há aumento no input (ingestão de alimentos), então há diminuição da actividade física.

Neste caso desregulação do tecido gordo foi causada pela ausência dos ovários que produzem estrogénio. Outras causas existem para a desregulação do tecido gordo, a mais comum está nos níveis altos de insulina resultantes da ingestão de hidratos de carbono.

Fonte : Gary Taubes, livro: Why we get fat and what to do about it.


Carboidrato vilão!!!!!!!! Carboidrato engorda!!!!!!!!!!!!! Fujam desse macro do mal!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Eu não aguento mais essa insistencia recente do fórum de endeusar a vida low-carb e querer provar que as calorias não são iguais. Nunca vou acreditar nisso, ainda mais eu que perdi 112kg enchendo o cu de carboidrato durante todo meu emagrecimento.

Leonardo, eu gosto muito do que você escreve. Na maioria das vezes concordo com o que você fala.

O tópico foi feito näo para endeusar a low-carb e sim para discutir essa questäo da reacäo do corpo às calorias advindas de diferentes fontes.

Se você puder e quiser colocar algum artigo, matéria, texto, análise, estudo, relato, etc, que vai suportar sua opiniäo sobre esse assunto, eu vou agradecer bastante pois vai estar ajudando a mim e ao fórum a revermos conceitos, debatermos e aprendermos. =)

Editado por Torf
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Sou usuário de iifym já fazem 2 anos, acompanho uma galera que tbm segue e tem ótimos resultados, inclusive ex-obesos. Mas nada deve ser levado ao pé da letra, sempre com controle.

Mas tenho que concordar que uma dieta limpa é melhor, segui por 3 meses e parei, mas não cheguei a ter uma conclusão 100% concreta pelo pouco tempo de dieta. Eu não faço mais porque tenho preguiça e não gosto. Me sinto bem comendo meus danete, meus bolinhos do bob esponja, tomando meu capuccino, meu litrinho de leite, meu feijão, omelete monstro com peito de peru e queijo, etc.

Meu BF mais baixo foi ~7% comendo o que bem queria seguindo os macros no olho, mas nego vai falar que foi o uso exógeno de andrógenos, pode ser, ou não, sei la. Mas eu não me sinto bem com carbo baixo, me da deprê e stress, e eu odeio ficar sem docinhos.

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Calorias são todas iguais?

Primeiramente vamos à definição de caloria. Este conceito inicialmente pertence à física, e corresponde a quantidade de calor necessária para elevar em 1º Celsius 1 grama de água. O termo só entrou para medicina no inicio do século passado, quando cientistas, para medirem as calorias dos alimentos, jogavam estes no fogo, e mediam quanto determinada quantidade de água era aquecida, quanto mais quente ficasse, mais calórico era o alimento. O conceito foi evoluindo, e hoje sabemos que 1 kcal equivale a quantidade de energia necessária para elevar 1Kg de água de 14,5º a 15,5º.

Mas falar em calorias é falar em metabolismo, mas exatamente em mitocôndrias, que nossas microusinas de energia. Quanto maior a eficiência das mitocôndrias em gerar energia, mais ativo vai ser nosso metabolismo e menos calorias serão estocadas em forma de gordura.

Nós temos basicamente três fontes de energia que são provenientes dos três macronutrientes – proteínas, carboidratos e gorduras – as fibras pertencem ao grupo dos carboidratos, mas como não são absorvidas pelo organismo, não têm valor calórico. Cada grama de proteína ou carboidrato geram 4 Kcal e cada grama de gordura gera 9 kcal e cada grama de álcool, que não é nutriente, gera 7 Kcal. Porem esta matemática calórica não é tão simples, ela depende muito de como o corpo vai processar estes nutrientes. Para processar 100 gramas de carboidratos, o corpo gasta entre 5 e 10 Kcal, para 100 gramas de gordura de 3 a 5 Kcal e para 100 gramas de proteínas fica entre 20 e 30 Kcal. Então das calorias que ingerimos, uma parte delas vai ser usada para a metabolização do próprio alimento, o efeito prático deste conceito pode fazer a diferença entre estar no peso adequado ou estar acima dele.

Agora vamos entender um pouco da absorção dos alimentos ao nível da mucosa intestinal. Se a mucosa intestinal estiver integra, parte da gordura ingerida não será absorvida e se alimentação tiver quantidade adequada de fibras, estas absorverão parte desta gordura, que será eliminada pelas fezes. As fibras também reduzem a absorção dos carboidratos.

Com relação às proteínas, nós absorvemos melhor as de origem animal, as vegetais além de serem incompletas, são absorvidas com mais dificuldade. A quebra das proteínas em aminoácidos e seu transporte através da mucosa intestinal para circulação é um processo ativo o qual consome energia, como dito acima.

Nosso problema maior são os carboidratos, principalmente os simples, que logo são convertidos em glicose, e esta tem passagem passiva da mucosa intestinal para circulação, isto é não gasta energia para ser absorvida. Pior que isso, é a elevação dos níveis de insulina, que esta glicose vai produzir. Já os carboidratos complexos, que tem cadeias maiores de açucares, tem uma absorção mais lenta, sem repercussões mais intensas sobre os níveis de insulina.

As fibras como já vimos, funcionam como um carreador, eliminando do organismo não só excessos de carboidratos, gorduras e proteínas, e com isso também ajudam a reduzir as calorias que ingerimos, além de ter algum efeito sacietógeno. Mais um motivo para não nos esquecermos das frutas, verduras e legumes.


Quando falamos de calorias, é difícil não falar de exercícios físicos. Nosso gasto calórico total é composto basicamente por três variáveis: nossa TMR (taxa metabólica de repouso), pelo gasto energético ligado à digestão dos alimentos e pelos exercícios. Nossa TMR é ditada basicamente pelo tecido muscular e gira em torno de 65 a 75% da nossa energia gasta em repouso. O gasto termogênico dos alimentos varia entre 5% a 10%. Os exercícios físicos podem gastar de 15% a 30% das nossas calorias.

Como disse no inicio, na matemática das calorias, 2 e2 raramente vai ser igual a 4.

Dr Fabio Pisani

Editado por Torf
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Sou usuário de iifym a um bom tempo também... não vi diferença nenhuma em comer limpo ou sujo, a diferença mesmo seria na quantidade de alimentos... Ser flex é a melhor coisa. Mas cada um com seu rabo.

Pois é, o problema de levar ao pé da letra é o cara se encher de pão e sorvete e depois falar que iifym é lixo.

Cada um no seu extremo, ngm pensa em ser "flex".

Mesma coisa do high x low reps. Seguem como se fosse uma religião absoluta.

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Como citei no outro tópico... esteroides mudam o rumo das kcals... conheço gente que usa e faz iifym e o shape ta bem legal. Agora pega o individuo natural e com uma genetica ruim, dai o buraco é mais em baixo. Já fiz cagada de bulking com "2g prot 1g fat o resto em carbo" e me fudi. Ganhei peso sim, 60% banha.

@topic

Acompanhando o topic!

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Um vídeo bem superfícial de um médico português tentando explicar a questäo da diferenca de calorias:

Já nesse vídeo, um vlogger de portugal defende, de uma forma bem sucinta e divertida, que contar calorias pode näo ser a solucäo para perder peso:

E esse terceiro vídeo é uma sátira acerca da questäo de que todas as calorias säo iguais:

Editado por Torf
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