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danilorf

Levantador Olímpico
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Histórico de Reputação

  1. Gostei
    danilorf recebeu reputação de »Neo em Como Ser Alpha?   
    O Almeida tá vendo essas manginage aqui, hem?
  2. Gostei
    danilorf recebeu reputação de »Neo em Como Ser Alpha?   
    A condição humana, tão bem descrita pelos hinduístas, pode ser dividida em 4 castas:
     
    - Os servos em geral. O dharma da vida deles é servir às castas superiores. A imensa maioria da população, obviamente, se encaixa aqui. E muito provavelmente um monte de gente que lê esse tópico também. A alma do sujeito é ordenada de forma que, quando ele serve a alguém, ela realiza o seu potencial e ele fica em paz. Esse sujeito não tá nem aí pra conhecer as coisas, ser probo, correto e gerar prosperidade, não liga para nobreza e nem nada do tipo. Ele só quer servir, e no fim do dia ir conversar sobre coisas mundanas enquanto toma lá sua cerveja.
     
    - Os comerciantes, empreendedores e afins. O dharma da vida destes não é estar sujeito às ordens de ninguém, mas está centrado na excelência da profissão que exerce, que, necessariamente, não pode ser subordinada ao mando de outra pessoa. O sujeito centra a vida na probidade e na correição. Quando ele é probo e correto, ele realiza plenamente o seu dharma, e consequentemente ele gerará riquezas para a sociedade em geral e para si próprio. Probidades e correição tem a ver com manter a palavra nos negócios, se excelente na tarefa que realiza e coisas assim.
     
    - Os nobres, guerreiros e etc. Esse o sujeito que vai para o pau quando a coisa fica feia. Ele escolhe algo ou uma coisa para defender fisicamente quando necessário. A nobreza dele gira em torno de, se necessário, dar a própria vida por algo ou alguém; gira em torno de fazer algo fisicamente em prol daquilo que é justo e correto, seja ajudar pessoas, defender o país e assim por diante.
     
    - Intelectuais ou sacerdotes. Esse busca o conhecimento, sabedoria. O dharma da vida dele gira em torno disso, de ampliar os horizontes do seu nível de consciência. Isso geralmente remete à busca de ordenar o mundo ou a sociedade de forma geral a partir dos conhecimentos obtidos.
     
    Bem, tem uma quinta casta que seria a dos santos e iluminados, que simplesmente aceitam o mundo como é, e cujos kharmas não mais pesam sobre a vida deles. Não sei explicar direito ainda, mas com certeza ninguém aqui vai se considerar um santo, e eu também tenho certeza de que ninguém nunca viu em vira um São Francisco de Assis ou um Padre Pio de Pietrelcina.
     
    Muita gente fica reclamando de gente que parece bicho pela vida que leva. Bem, meu filho, nem todo mundo é da casta de comerciantes, ou dos nobres ou dos intelectuais. Você também provavelmente tem uma visão muito inflada de si mesmo, e se encaixa na casta dos servos também. Só porque leu um livrinho do poder do agora, isso não te coloca na casta daqueles que buscam sabedoria - se a busca dessa sabedoria não for o centro ordenador de toda a sua vida. Se você estuda, mas estuda, faz faculdade, doutorado e os caraio, só porque é o único meio que você achou de sustentar a sua pança, isso não te faz um intelectual também; se o estudo é apenas um meio de servir e de encher a pança no fim do dia, você é um servo - e falo isso sem qualquer juízo de valor, apenas constatando um fato; se o estudo é um meio de atingir a excelência numa atividade não subordinada ao mando de ninguém, então você é um comerciante.
     
    Enfim, acho que nem tem muito a ver com isso. Mas é dazora pa carai.
     
    Falou.
     
     
  3. Gostei
    danilorf recebeu reputação de BUSY em Como Ser Alpha?   
    A condição humana, tão bem descrita pelos hinduístas, pode ser dividida em 4 castas:
     
    - Os servos em geral. O dharma da vida deles é servir às castas superiores. A imensa maioria da população, obviamente, se encaixa aqui. E muito provavelmente um monte de gente que lê esse tópico também. A alma do sujeito é ordenada de forma que, quando ele serve a alguém, ela realiza o seu potencial e ele fica em paz. Esse sujeito não tá nem aí pra conhecer as coisas, ser probo, correto e gerar prosperidade, não liga para nobreza e nem nada do tipo. Ele só quer servir, e no fim do dia ir conversar sobre coisas mundanas enquanto toma lá sua cerveja.
     
    - Os comerciantes, empreendedores e afins. O dharma da vida destes não é estar sujeito às ordens de ninguém, mas está centrado na excelência da profissão que exerce, que, necessariamente, não pode ser subordinada ao mando de outra pessoa. O sujeito centra a vida na probidade e na correição. Quando ele é probo e correto, ele realiza plenamente o seu dharma, e consequentemente ele gerará riquezas para a sociedade em geral e para si próprio. Probidades e correição tem a ver com manter a palavra nos negócios, se excelente na tarefa que realiza e coisas assim.
     
    - Os nobres, guerreiros e etc. Esse o sujeito que vai para o pau quando a coisa fica feia. Ele escolhe algo ou uma coisa para defender fisicamente quando necessário. A nobreza dele gira em torno de, se necessário, dar a própria vida por algo ou alguém; gira em torno de fazer algo fisicamente em prol daquilo que é justo e correto, seja ajudar pessoas, defender o país e assim por diante.
     
    - Intelectuais ou sacerdotes. Esse busca o conhecimento, sabedoria. O dharma da vida dele gira em torno disso, de ampliar os horizontes do seu nível de consciência. Isso geralmente remete à busca de ordenar o mundo ou a sociedade de forma geral a partir dos conhecimentos obtidos.
     
    Bem, tem uma quinta casta que seria a dos santos e iluminados, que simplesmente aceitam o mundo como é, e cujos kharmas não mais pesam sobre a vida deles. Não sei explicar direito ainda, mas com certeza ninguém aqui vai se considerar um santo, e eu também tenho certeza de que ninguém nunca viu em vira um São Francisco de Assis ou um Padre Pio de Pietrelcina.
     
    Muita gente fica reclamando de gente que parece bicho pela vida que leva. Bem, meu filho, nem todo mundo é da casta de comerciantes, ou dos nobres ou dos intelectuais. Você também provavelmente tem uma visão muito inflada de si mesmo, e se encaixa na casta dos servos também. Só porque leu um livrinho do poder do agora, isso não te coloca na casta daqueles que buscam sabedoria - se a busca dessa sabedoria não for o centro ordenador de toda a sua vida. Se você estuda, mas estuda, faz faculdade, doutorado e os caraio, só porque é o único meio que você achou de sustentar a sua pança, isso não te faz um intelectual também; se o estudo é apenas um meio de servir e de encher a pança no fim do dia, você é um servo - e falo isso sem qualquer juízo de valor, apenas constatando um fato; se o estudo é um meio de atingir a excelência numa atividade não subordinada ao mando de ninguém, então você é um comerciante.
     
    Enfim, acho que nem tem muito a ver com isso. Mas é dazora pa carai.
     
    Falou.
     
     
  4. Gostei
    danilorf recebeu reputação de Vergalhão em Como Ser Alpha?   
    Mystery está vendo esses overneg aí...
  5. Gostei
    danilorf recebeu reputação de Bitchslayer em Como Ser Alpha?   
    O Almeida tá vendo essas manginage aqui, hem?
  6. Gostei
    danilorf recebeu reputação de Vergalhão em Como Ser Alpha?   
    O Almeida tá vendo essas manginage aqui, hem?
  7. Gostei
    danilorf recebeu reputação de Aroma em Como Ser Alpha?   
    A condição humana, tão bem descrita pelos hinduístas, pode ser dividida em 4 castas:
     
    - Os servos em geral. O dharma da vida deles é servir às castas superiores. A imensa maioria da população, obviamente, se encaixa aqui. E muito provavelmente um monte de gente que lê esse tópico também. A alma do sujeito é ordenada de forma que, quando ele serve a alguém, ela realiza o seu potencial e ele fica em paz. Esse sujeito não tá nem aí pra conhecer as coisas, ser probo, correto e gerar prosperidade, não liga para nobreza e nem nada do tipo. Ele só quer servir, e no fim do dia ir conversar sobre coisas mundanas enquanto toma lá sua cerveja.
     
    - Os comerciantes, empreendedores e afins. O dharma da vida destes não é estar sujeito às ordens de ninguém, mas está centrado na excelência da profissão que exerce, que, necessariamente, não pode ser subordinada ao mando de outra pessoa. O sujeito centra a vida na probidade e na correição. Quando ele é probo e correto, ele realiza plenamente o seu dharma, e consequentemente ele gerará riquezas para a sociedade em geral e para si próprio. Probidades e correição tem a ver com manter a palavra nos negócios, se excelente na tarefa que realiza e coisas assim.
     
    - Os nobres, guerreiros e etc. Esse o sujeito que vai para o pau quando a coisa fica feia. Ele escolhe algo ou uma coisa para defender fisicamente quando necessário. A nobreza dele gira em torno de, se necessário, dar a própria vida por algo ou alguém; gira em torno de fazer algo fisicamente em prol daquilo que é justo e correto, seja ajudar pessoas, defender o país e assim por diante.
     
    - Intelectuais ou sacerdotes. Esse busca o conhecimento, sabedoria. O dharma da vida dele gira em torno disso, de ampliar os horizontes do seu nível de consciência. Isso geralmente remete à busca de ordenar o mundo ou a sociedade de forma geral a partir dos conhecimentos obtidos.
     
    Bem, tem uma quinta casta que seria a dos santos e iluminados, que simplesmente aceitam o mundo como é, e cujos kharmas não mais pesam sobre a vida deles. Não sei explicar direito ainda, mas com certeza ninguém aqui vai se considerar um santo, e eu também tenho certeza de que ninguém nunca viu em vira um São Francisco de Assis ou um Padre Pio de Pietrelcina.
     
    Muita gente fica reclamando de gente que parece bicho pela vida que leva. Bem, meu filho, nem todo mundo é da casta de comerciantes, ou dos nobres ou dos intelectuais. Você também provavelmente tem uma visão muito inflada de si mesmo, e se encaixa na casta dos servos também. Só porque leu um livrinho do poder do agora, isso não te coloca na casta daqueles que buscam sabedoria - se a busca dessa sabedoria não for o centro ordenador de toda a sua vida. Se você estuda, mas estuda, faz faculdade, doutorado e os caraio, só porque é o único meio que você achou de sustentar a sua pança, isso não te faz um intelectual também; se o estudo é apenas um meio de servir e de encher a pança no fim do dia, você é um servo - e falo isso sem qualquer juízo de valor, apenas constatando um fato; se o estudo é um meio de atingir a excelência numa atividade não subordinada ao mando de ninguém, então você é um comerciante.
     
    Enfim, acho que nem tem muito a ver com isso. Mas é dazora pa carai.
     
    Falou.
     
     
  8. Gostei
    danilorf recebeu reputação de cotozin em Legalização Do Aborto No Brasil   
    Só pra lembrar uma coisa. Quando falam que, em países onde o aborto foi descriminalizado, houve a redução nessa prática, isso é mentira pura e simples: 
     
    "O primeiro equívoco é afirmar que, no Brasil, há um milhão de abortos, um milhão e quinhentos mil de abortos. De onde saiu essa estimativa?
     
    [Mostrando estatísticas na tela:
    - Como se chegou ao número de 1.000.000?
    - Instituto Alan Guttmacher [IPFF]: número de internações hospitalares x 5
    - IPAS: número de internações hospitalares x 6
    - Qual a explicação para este cálculo? Nunca houve.]
     
    O instituto Alan Guttmacher é um braço da IPFF. A IPFF - eu acredito que vários dos senhores já ouviram falar dela - é a grande multinacional do aborto. Ela é proprietária de clínicas de aborto não só nos EUA, mas no mundo todo. E esse instituto (Alan Guttmacher) é um braço da IPFF que faz as análises estatísticas. O outro instituto é o IPAS. Ele foi fundado na década de 70 na Carolina do Norte. E qual foi o papel do IPAS? Foi substituir o papel que a Alzeid (não sei se é a grafia correta) fazia. A alzeid era uma agência norte-americana pro desenvolvimento internacional. Fato é que, quando a fundação Rockfeller começou a trabalhar para diminuir o crescimento populacional do mundo, ela dividiu o início dos seus trabalhos em três fases: a primeira em relação a estudos demográficos, pra mostrar que estava tendo um aumento da população mundial; o segundo foi colocar institutos, centros de planejamento familiar no mundo todo, incentivando a inserção de DIU, esterilização forçada nas mulheres, enfim, isso pode ficar pra uma outra audiência; o terceiro período do conselho populacional que é ligado à fundação Rockfeller pra diminuir o crescimento populacional no mundo foi um lobby junto ao governo norte-americano, na época o presidente era o Nixon, pra dizer que, o aumento da população, principalmente nos países em desenvolvimento, trazia sérios riscos para a segurança interna dos EUA. E aí, o que o presidente faz? Dentro da Alzeid, que é essa agência norte-americana pro desenvolvimento internacional, ele cria um departamento para assuntos populacionais. E esse departamento recebe, aproximadamente em 15 anos, 1,7 bilhões de dólares pra frear o crescimento populacional no mundo todo. Esse plano só perdeu pro plano Marshall, que foi a maior ação da Alzeid que reconstruiu o continente Europeu no pós-guerra.
     
    [...]
     
    E aí a Alzeid começou os seus trabalhos. Mas, com a troca da presidência, veio o Carter e ele proibiu que fosse usado dinheiro público para financiar aborto fora dos EUA. E aí a Alzeid vê o seu recurso secar. Bom, não tem problema. Com 0,5 milhões de dólares da fundação Scaff (diz-se squêifi, não sei se a grafia está correta), eles criam o IPAS, que passa então a fazer tudo o que a Alzeid fazia, agora com dinheiro privado. É esse instituto que nos dá essa estatística, certo?
     
    O instituto Allan Guttmacher fala que precisamos pegar pra estimaro número de abortos, o número de internações hospitalares e multiplicar por 5. E o IPAS vai dizer que a gente precisa multiplicar por 6. Agora, a pergunta que não quer calar: De onde eles tiraram esse fator de multiplicação? Jamais houve uma explicação. Nunca eles explicaram. Eles ensinam que é assim e todo mundo fica fazendo. Aí dá uns números absurdos que é o que a gente vê aqui no Brasil.
     
    [...]
     
    Vamos ver se a gente consegue estimar o número de abortos. A gente de fato estima o número de abortos por internações hospitalares, obviamente, pois é o indicador que nos chega. Em 2013, e isso são dados do DATA-SUS, aconteceram 206.270 internações hospitalares por aborto - mas aqui, aborto considerando-se tanto espontâneo como o provocado.
     
    [Mostrando na tela:
    - Em 2013 -> 206.270 internações hospitalares devidas a aborto (espontâneo e provocado)
    -Em 2010 foi realizada a Pesquisa Nacional do Aborto (UNB com a ONG ANIS) -> 1 a cada 2 mulheres que abortam precisam de internação
    - 20~25% das internações hospitalares são por aborto provacado]
     
    Essa pesquisa de 2010 foi citada várias vezes e eu vou usá-la como fundamentação dessa estimativa de abortos. O que ela percebeu, gente? Que pra cada duas mulheres que cometem aborto, uma precisa de internação hospitalar. E a gente sabe - isso também a Dr. Elizabeth Kipman que nos trouxe - que todas as internações hospitalares por aborto, de 20 a no máximo 25% são por aborto provocado. Então, a gente vai fazer o cálculo aqui.
     
    [Mostrando na tela:
    - 206.270 x 0,25 = 51.567
    - 51.567 x 2 = 103.134 
    - No Brasil, são realizados, aproximadamente, 100.000 abortos/ano]
     
    Se a gente pegar as internações hospitalares, mais ou menos 206.270, e multiplicar por 0,25 - pois 25% das internações hospitalares são por aborto provacado - a gente tem mais ou menos 50 mil. E aí a gente precisa multiplicar por 2, porque a pesquisa nos mostra que pra cada duas mulheres que faze aborto, uma precisa de internação. Então a gente multiplica por 2 e chega na seguinte estimativa que é a mais fundamentada pra saber o número de abortos no país, que é 100 mil abortos por anos. 1 milhão e 1,5 milhão não encontra uma explicação dessas. Não é verdade, é um equívoco.
     
    [Mostrando na tela:
    Exemplo dos Estados Unidos
    - Antes da legalização do aborto em todo o território nacional, estimava-se:
    . 200~300 mortes de mulheres por ano.
    . 200.000 abortos ilegais
    - Os que militavam a favor da legalização do aborto afirmavam:
    . 5.000 a 10.000 mortes de mulheres por ano
    . 1.000.000 de abortos ilegais eram realizados]
     
    Vamos ver nos Estados Unidos. Será que é só aqui no Brasil que as pessoas usam dessa estratégia de colocar o número de abortos lá em cima pra sensibilizar a opinião pública, pra que o aborto seja legalizado? A gente vai ver que não. Nos Estados Unidos, o aborto foi legalizado no começo da década de 70. E a gente sabia que existia lá, de 200 a 300 mortes de mulheres por ano por aborto provocado, e mais ou menos uns 200 mil abortos. Os que militavam pela legalização do aborto, eles diziam que de 5 mil a 10 mil mulheres morriam por ano. E que havia 1 milhão de abortos. Detalhe: nessa época, a população dos EUA era semelhante à nossa - 200 milhões de habitantes. Qualquer coincidência... Né? E eu vou mostrar pros senhores a confissão do Dr. Bernard Nathanson que, no começo da década de 70 e na década de 60, ele já militava ferozmente pela legalização do aborto. Ele foi um dos fundadores da associação nacional pela revogação das leis do aborto. Olha o que ele diz. Eu vou ler na íntegra com os senhores [mostrando na tela e a Isabela lendo]:
     
    'Eu confesso que sabia que os números eram totalmente falsos e suponho que os outros, se parassem pra pensar sobre isso, também sabiam. Mas, na moralidade da nossa revolução, eram número úteis, amplamente aceitos, então por que não usá-los da nossa forma, por que corrigi-los com estatísticas honestas? A principal preocupação era eliminar as leis [contra o aborto], e qualquer coisa que pudesse ser feita para isso era permitida.
    - Extraído do livro América que aborta.'
     
    [...]
     
    Vamos lá pro segundo equívoco, que eu tenho 5 pra falar pros senhores. O segundo é afirmar que, com a legalização do aborto, o número de abortos diminui. E aqui a gente vai direto pros dados. Vamos lá. Nos Estados Unidos eu falei pros senhores que o aborto foi legalizado no início da década de 70. Tinha 193 mil abortos para uma população de de 205 milhões.
     
    [Mostrando na tela:
    -Vamos analisar os números de alguns países:
    -EUA
    -1970 -> 193.494 abortos -> 205.052.000 população
    -1975 -> 1.054.170 abortos -> 225.973.000 população
    -1980 -> 1.553. 890 abortos -> 227.225.000 população
    -1989 -> 1.566.870 abortos -> 246.829.000 população
    -1998 -> 1.319.000 abortos -> 275.854.000 população
    -2000 -> 1.313.000 abortos -> 282.262.411 população
    -2008 -> 1.212.350 abortos -> 304.093.966 população]
    5 anos mais tarde chegou no 1 milhão de abortos e a população nem aumentou tanto assim. 10 anos depois, 1.5 milhão - estamos falando de um aumento de 626%.
     
    [...]
     
    [Mostrando na tela um gráfico com a proporção de abortos pela quantidade da população]
    Todo mundo percebe que a curva de abortos está aumentando. Vamos ver um outro país. A Suécia.
    [Mostrando na tela:
    1929 - 439 abortos - sem dados da população
    1949 - 5.503 abortos - sem dados da população
    1969 - 13.735 abortos - 7.968.072 população
    1999 - 30.712 abortos - 8.857.824 população
    2010 - 37.698 abortos - 9.378.126 população
    Mostrando na tela a curva ascendente do número de abortos realizados proporcionalmente com o número da população, utilizando somente os dados de 1969 até 2010.]
     
    [...]
     
    [Mostrando na tela as estatísticas da Espanha, que legalizou o aborto em 1985:
    1987 - 16.766 abortos - 38.630.820
    1990 - 37.231 abortos - 38.850.435
    1997 - 49.578 abortos (+190%) - 39.582.413 população
    2002 - 77.825 abortos - 41.431.558 população
    2007 - 112.158 abortos - 45.226.803 população
    2011 - 118.359 (+488%) - 46.742.697
    Mostrando na tela a curva ascendente do número de abortos realizados proporcionalmente com o número da população.]
     
    [...]
     
    [Mostrando na tela:
    -Inglaterra, desde a legalização em 1967, o número de abortos só aumenta.
    -2007, aumento de 4% em relação a 2006.
    -Grupo que apresenta um aumento mais rápido durante os anos - adolescentes.
    -Lord Steel
    -Ann Furedi (Serviço Britânico de assistência à gravidez)]
     
    [...] 40 anos depois [da legalização na Inglaterra], um senhor chamado Lord Steel, que era um militante pela legalização do aborto, ele se assusta quando vê o número de abortos, de como tinha aumentado. E ele fica tão assustado, que vai à imprensa. Saíram várias reportagens que ele falava assim, 'Olha, era inimaginável que o número de abortos chegaria a essa proporção. Quando a gente militava pela legalização, a gente não tinha noção de que isso pudesse acontecer. As mulheres estão recorrendo ao aborto quando seus métodos contraceptivos falham'. E é isso que acontece em uma sociedade que legaliza o aborto. Ele passa a ser mais um método contraceptivo. Eu engravido, eu aborto. É isso o que acontece. O aborto se enraiza na cultura da sociedade, tanto que - isso não sou eu que estou falando, são os dados, é a gente olhar pra realidade - lá na Inglaterra, o grupo que apresentou o maior número na prática do aborto foram as adolescentes, porque elas não participaram da discussão. Elas nasceram num mundo onde se mata crianças. Elas nasceram num país que se habituou a assassinar crianças dentro do ventre das mães. Então elas fazem isso.
     
    [...]
     
    Um exemplo bem perto da gente é a questão do Uruguai. Lá, eles usaram dessa artimanha de colocar o número de abortos lá em cima pra conseguir sensibilizar a opinião pública e legalizar. Pros senhores terem uma noção, eles chegaram a afirmar que, no Uruguai, tinha 150 mil abortos. Daí eles tiveram que se retratar, porque daí eles faziam a conta, e pelo número de mulheres em idade fértil não dava certo, não casava. Daí eles se retrataram, falaram em 50 mil, 33 mil, e chegaram no consenso de 33 mil. Bom, fato é que, em 2012, em dezembro, o aborto foi legalizado no Uruguai, e em 2013, quantos abortos? 4.500. Onde estão os outros 29 mil abortos? E aí, gente, olha, eu vou falar. É verdade. Isso está nos jornais uruguaios. Os senhores procurem, que teve um senhor do Ministério da Saúde que teve a capacidade de ir na imprensa fazer a seguinte afirmação: "Os senhores estão vendo como a legalização do aborto diminui a sua prática?" Como se ninguém tivesse capacidade de raciocinar e de pensar que esses 29.000 abortos não existiam.
     
    [...]
     
    Bom, o terceiro equívoco é: o Brasil tem maior número de aborto que os países que o legalizaram. Vamos direto para os dados:
     
    [Mostrando na tela:
    -Brasil: 100 mil abortos/ano - população de 200 milhões
    -França: 200.000 abortos/anos (10x mais que o Brasil) - população 50 milhões
    -Suécia: 40 mil abortos (8x mais proporcionalmente) - população 10 milhões
    -Inglaterra: 100.000 abortos (4x mais proporcionalmente) - população 50 milhões
    -Japão: 200.000 abortos (4x mais proporcionalmente) - população 100 milhões]
     
    Portanto, vocês percebem como essa informação é arquitetada, deliberada? E eu esqueci de contar uma coisa pros senhores. Bernard Nathanson dizia que o importante era envolver a mídia, porque daí, em todos os espaços, em todos os jornais, iam aparecer os números deles. E ele fala que nenhum jornalista nunca chegou pra ele e falou: "Olha, então o sr. me mostra por favor aonde é que tem 1 milhão de abortos aqui nos Estados Unidos?" Não! Nunca ninguém perguntou pra ele. E aí as pessoas passavam a reproduzir o discurso. E uma mentira contada mil vezes? Tem a credibilidade de uma verdade.
     
     
     
    [Mostrando na tela:
     
    - O número de abortos está diminuindo no Brasil
    - O número de curetagens diminui ano após ano, chegando a 12% de queda de 2008 para 2009.]
     
    O quarto equívoco é falar que o número de abortos está aumentando no Brasil. Isso não é verdade, por quê? A gente não calcula o número de abortos pelo número de internações hospitalares? Sim, então aí o que a gente vê? Que o número de internações hospitalares vem em queda ano após ano, né? E o número de curetagens também. E aí, gente, isso é coerente com os dados da opinião pública, que mostra...
     
    [Mostrando na tela:
     
    -IBOPE: 2003 - 90% da população era contra o aborto.
    -IBOPE: 2005 - a aprovação do aborto de 2003 para 2005 diminui de 10 para 3%
    - Data Folha: 2007 - o percentual dos que achavam a prática do aborto muito grave foi de 61% em 1998, para 71% em 2007. Só 3% consideravam moralmente aceitável fazer um aborto]
     
    Depois disso não apareceu mais resultado de pesquisas. Eu não vou falar que ninguém está fazendo, está bom? Eu só posso afirmar que ninguém está mostrando. O que eu posso dizer é que Sonia Corrêa, em 2009, disse num congresso de direitos reprodutivos na assembléia legislativa do Estado de São Paulo que, "a rejeição ao aborto está aumentando ano após ano no Brasil".
     
    E o quinto equívoco - e o último - é o seguinte. Essa afirmativa de que legalizar o aborto diminui a mortalidade materna. E aí eu vou dizer pros senhores, com toda a experiência que eu tenho em saúde pública e saúde coletiva, com todos os estudos que eu já fiz - já tenho duas especializações na área e estou fazendo o mestrado.
     
    [Mostrando na tela:
    - Não há relação entre a legalização do aborto e a diminuição da mortalidade materna.
    - Há países com leis extremamente restritas em relação ao aborto, como o Chile, com a mortalidade baixa. Diminuiu de 275 mortes maternas por 100 mil nascidos vivos em 1960 para 18.7 em 2000, a maior redução da América Latina.]
     
    Há países onde o aborto é legal e a mortalidade materna é extremamente alta, como é o caso da Índia.
     
    [Mostrando na tela:
    - Há países onde o aborto é legal e a mortalidade materna é alta, como a Índia. 200 mortes em 2010.
    - Há países onde o aborto era legalizado, foi proibido (com restrições) e a mortalidade materna diminuiu, como a Polônia, 11 em 1993 para 2 em 2010.
    - Os dados mostram que não há relação entre legalização do aborto e diminuição da mortalidade materna.]
     
    [...]
     
    Agora, eu vou ser honesta com os senhores, eu não vou usar isso aqui e falar pra vocês que legalizar o aborto aumenta a mortalidade materna. Tem gente que usaria, viu? Então, os dados mostram que não há relação entre legalização do aborto e a diminuição do número de mortes maternas. O que diminui a mortalidade materna? E aí o dr. Henrique trouxe - 92% das causas de morte materna são previníveis. O que diminui é o investimento na assistência ao pré-natal."
  9. Gostei
    danilorf recebeu reputação de RoxySux em Como Ser Alpha?   
    Mystery está vendo esses overneg aí...
  10. Gostei
    danilorf recebeu reputação de A_Almeida em Como Ser Alpha?   
    O Almeida tá vendo essas manginage aqui, hem?
  11. Gostei
    danilorf recebeu reputação de NewbieTrack em Legalização Do Aborto No Brasil   
    Eu negritei o pedaço que interessa.
     
    -
     
    Quanto ao tópico, hoje sou totalmente contra o aborto, mesmo nos casos de estupro. A criança gestada não tem culpa de nada, e querer permitir o aborto nesses casos é ignorar completamente o princípio da pessoalidade da pena. Eu acredito que, sem dúvidas, a mãe não deveria ser obrigada a exercer o poder familiar quando a criança nascer, e que nesses casos o Estado deveria dar assistência completa e irrestrita para ela (na forma de vouchers a serem usados com profissionais que ela desejar) durante toda a gravidez. Caso a mãe opte por não ficar com a criança, ela deveria entrar na fila de adoção com prioridade sobre as outras crianças.
  12. Gostei
    danilorf recebeu reputação de {..mAthEUs..} em Legalização Do Aborto No Brasil   
    Eu negritei o pedaço que interessa.
     
    -
     
    Quanto ao tópico, hoje sou totalmente contra o aborto, mesmo nos casos de estupro. A criança gestada não tem culpa de nada, e querer permitir o aborto nesses casos é ignorar completamente o princípio da pessoalidade da pena. Eu acredito que, sem dúvidas, a mãe não deveria ser obrigada a exercer o poder familiar quando a criança nascer, e que nesses casos o Estado deveria dar assistência completa e irrestrita para ela (na forma de vouchers a serem usados com profissionais que ela desejar) durante toda a gravidez. Caso a mãe opte por não ficar com a criança, ela deveria entrar na fila de adoção com prioridade sobre as outras crianças.
  13. Gostei
    danilorf recebeu reputação de BUSY em Legalização Do Aborto No Brasil   
    Eu negritei o pedaço que interessa.
     
    -
     
    Quanto ao tópico, hoje sou totalmente contra o aborto, mesmo nos casos de estupro. A criança gestada não tem culpa de nada, e querer permitir o aborto nesses casos é ignorar completamente o princípio da pessoalidade da pena. Eu acredito que, sem dúvidas, a mãe não deveria ser obrigada a exercer o poder familiar quando a criança nascer, e que nesses casos o Estado deveria dar assistência completa e irrestrita para ela (na forma de vouchers a serem usados com profissionais que ela desejar) durante toda a gravidez. Caso a mãe opte por não ficar com a criança, ela deveria entrar na fila de adoção com prioridade sobre as outras crianças.
  14. Gostei
    danilorf recebeu reputação de RoxySux em Legalização Do Aborto No Brasil   
    Eu negritei o pedaço que interessa.
     
    -
     
    Quanto ao tópico, hoje sou totalmente contra o aborto, mesmo nos casos de estupro. A criança gestada não tem culpa de nada, e querer permitir o aborto nesses casos é ignorar completamente o princípio da pessoalidade da pena. Eu acredito que, sem dúvidas, a mãe não deveria ser obrigada a exercer o poder familiar quando a criança nascer, e que nesses casos o Estado deveria dar assistência completa e irrestrita para ela (na forma de vouchers a serem usados com profissionais que ela desejar) durante toda a gravidez. Caso a mãe opte por não ficar com a criança, ela deveria entrar na fila de adoção com prioridade sobre as outras crianças.
  15. Gostei
    danilorf recebeu reputação de Crespo1978 em Legalização Do Aborto No Brasil   
    Eu negritei o pedaço que interessa.
     
    -
     
    Quanto ao tópico, hoje sou totalmente contra o aborto, mesmo nos casos de estupro. A criança gestada não tem culpa de nada, e querer permitir o aborto nesses casos é ignorar completamente o princípio da pessoalidade da pena. Eu acredito que, sem dúvidas, a mãe não deveria ser obrigada a exercer o poder familiar quando a criança nascer, e que nesses casos o Estado deveria dar assistência completa e irrestrita para ela (na forma de vouchers a serem usados com profissionais que ela desejar) durante toda a gravidez. Caso a mãe opte por não ficar com a criança, ela deveria entrar na fila de adoção com prioridade sobre as outras crianças.
  16. Gostei
    danilorf recebeu reputação de Pablo79 em Legalização Do Aborto No Brasil   
    Só pra lembrar uma coisa. Quando falam que, em países onde o aborto foi descriminalizado, houve a redução nessa prática, isso é mentira pura e simples: 
     
    "O primeiro equívoco é afirmar que, no Brasil, há um milhão de abortos, um milhão e quinhentos mil de abortos. De onde saiu essa estimativa?
     
    [Mostrando estatísticas na tela:
    - Como se chegou ao número de 1.000.000?
    - Instituto Alan Guttmacher [IPFF]: número de internações hospitalares x 5
    - IPAS: número de internações hospitalares x 6
    - Qual a explicação para este cálculo? Nunca houve.]
     
    O instituto Alan Guttmacher é um braço da IPFF. A IPFF - eu acredito que vários dos senhores já ouviram falar dela - é a grande multinacional do aborto. Ela é proprietária de clínicas de aborto não só nos EUA, mas no mundo todo. E esse instituto (Alan Guttmacher) é um braço da IPFF que faz as análises estatísticas. O outro instituto é o IPAS. Ele foi fundado na década de 70 na Carolina do Norte. E qual foi o papel do IPAS? Foi substituir o papel que a Alzeid (não sei se é a grafia correta) fazia. A alzeid era uma agência norte-americana pro desenvolvimento internacional. Fato é que, quando a fundação Rockfeller começou a trabalhar para diminuir o crescimento populacional do mundo, ela dividiu o início dos seus trabalhos em três fases: a primeira em relação a estudos demográficos, pra mostrar que estava tendo um aumento da população mundial; o segundo foi colocar institutos, centros de planejamento familiar no mundo todo, incentivando a inserção de DIU, esterilização forçada nas mulheres, enfim, isso pode ficar pra uma outra audiência; o terceiro período do conselho populacional que é ligado à fundação Rockfeller pra diminuir o crescimento populacional no mundo foi um lobby junto ao governo norte-americano, na época o presidente era o Nixon, pra dizer que, o aumento da população, principalmente nos países em desenvolvimento, trazia sérios riscos para a segurança interna dos EUA. E aí, o que o presidente faz? Dentro da Alzeid, que é essa agência norte-americana pro desenvolvimento internacional, ele cria um departamento para assuntos populacionais. E esse departamento recebe, aproximadamente em 15 anos, 1,7 bilhões de dólares pra frear o crescimento populacional no mundo todo. Esse plano só perdeu pro plano Marshall, que foi a maior ação da Alzeid que reconstruiu o continente Europeu no pós-guerra.
     
    [...]
     
    E aí a Alzeid começou os seus trabalhos. Mas, com a troca da presidência, veio o Carter e ele proibiu que fosse usado dinheiro público para financiar aborto fora dos EUA. E aí a Alzeid vê o seu recurso secar. Bom, não tem problema. Com 0,5 milhões de dólares da fundação Scaff (diz-se squêifi, não sei se a grafia está correta), eles criam o IPAS, que passa então a fazer tudo o que a Alzeid fazia, agora com dinheiro privado. É esse instituto que nos dá essa estatística, certo?
     
    O instituto Allan Guttmacher fala que precisamos pegar pra estimaro número de abortos, o número de internações hospitalares e multiplicar por 5. E o IPAS vai dizer que a gente precisa multiplicar por 6. Agora, a pergunta que não quer calar: De onde eles tiraram esse fator de multiplicação? Jamais houve uma explicação. Nunca eles explicaram. Eles ensinam que é assim e todo mundo fica fazendo. Aí dá uns números absurdos que é o que a gente vê aqui no Brasil.
     
    [...]
     
    Vamos ver se a gente consegue estimar o número de abortos. A gente de fato estima o número de abortos por internações hospitalares, obviamente, pois é o indicador que nos chega. Em 2013, e isso são dados do DATA-SUS, aconteceram 206.270 internações hospitalares por aborto - mas aqui, aborto considerando-se tanto espontâneo como o provocado.
     
    [Mostrando na tela:
    - Em 2013 -> 206.270 internações hospitalares devidas a aborto (espontâneo e provocado)
    -Em 2010 foi realizada a Pesquisa Nacional do Aborto (UNB com a ONG ANIS) -> 1 a cada 2 mulheres que abortam precisam de internação
    - 20~25% das internações hospitalares são por aborto provacado]
     
    Essa pesquisa de 2010 foi citada várias vezes e eu vou usá-la como fundamentação dessa estimativa de abortos. O que ela percebeu, gente? Que pra cada duas mulheres que cometem aborto, uma precisa de internação hospitalar. E a gente sabe - isso também a Dr. Elizabeth Kipman que nos trouxe - que todas as internações hospitalares por aborto, de 20 a no máximo 25% são por aborto provocado. Então, a gente vai fazer o cálculo aqui.
     
    [Mostrando na tela:
    - 206.270 x 0,25 = 51.567
    - 51.567 x 2 = 103.134 
    - No Brasil, são realizados, aproximadamente, 100.000 abortos/ano]
     
    Se a gente pegar as internações hospitalares, mais ou menos 206.270, e multiplicar por 0,25 - pois 25% das internações hospitalares são por aborto provacado - a gente tem mais ou menos 50 mil. E aí a gente precisa multiplicar por 2, porque a pesquisa nos mostra que pra cada duas mulheres que faze aborto, uma precisa de internação. Então a gente multiplica por 2 e chega na seguinte estimativa que é a mais fundamentada pra saber o número de abortos no país, que é 100 mil abortos por anos. 1 milhão e 1,5 milhão não encontra uma explicação dessas. Não é verdade, é um equívoco.
     
    [Mostrando na tela:
    Exemplo dos Estados Unidos
    - Antes da legalização do aborto em todo o território nacional, estimava-se:
    . 200~300 mortes de mulheres por ano.
    . 200.000 abortos ilegais
    - Os que militavam a favor da legalização do aborto afirmavam:
    . 5.000 a 10.000 mortes de mulheres por ano
    . 1.000.000 de abortos ilegais eram realizados]
     
    Vamos ver nos Estados Unidos. Será que é só aqui no Brasil que as pessoas usam dessa estratégia de colocar o número de abortos lá em cima pra sensibilizar a opinião pública, pra que o aborto seja legalizado? A gente vai ver que não. Nos Estados Unidos, o aborto foi legalizado no começo da década de 70. E a gente sabia que existia lá, de 200 a 300 mortes de mulheres por ano por aborto provocado, e mais ou menos uns 200 mil abortos. Os que militavam pela legalização do aborto, eles diziam que de 5 mil a 10 mil mulheres morriam por ano. E que havia 1 milhão de abortos. Detalhe: nessa época, a população dos EUA era semelhante à nossa - 200 milhões de habitantes. Qualquer coincidência... Né? E eu vou mostrar pros senhores a confissão do Dr. Bernard Nathanson que, no começo da década de 70 e na década de 60, ele já militava ferozmente pela legalização do aborto. Ele foi um dos fundadores da associação nacional pela revogação das leis do aborto. Olha o que ele diz. Eu vou ler na íntegra com os senhores [mostrando na tela e a Isabela lendo]:
     
    'Eu confesso que sabia que os números eram totalmente falsos e suponho que os outros, se parassem pra pensar sobre isso, também sabiam. Mas, na moralidade da nossa revolução, eram número úteis, amplamente aceitos, então por que não usá-los da nossa forma, por que corrigi-los com estatísticas honestas? A principal preocupação era eliminar as leis [contra o aborto], e qualquer coisa que pudesse ser feita para isso era permitida.
    - Extraído do livro América que aborta.'
     
    [...]
     
    Vamos lá pro segundo equívoco, que eu tenho 5 pra falar pros senhores. O segundo é afirmar que, com a legalização do aborto, o número de abortos diminui. E aqui a gente vai direto pros dados. Vamos lá. Nos Estados Unidos eu falei pros senhores que o aborto foi legalizado no início da década de 70. Tinha 193 mil abortos para uma população de de 205 milhões.
     
    [Mostrando na tela:
    -Vamos analisar os números de alguns países:
    -EUA
    -1970 -> 193.494 abortos -> 205.052.000 população
    -1975 -> 1.054.170 abortos -> 225.973.000 população
    -1980 -> 1.553. 890 abortos -> 227.225.000 população
    -1989 -> 1.566.870 abortos -> 246.829.000 população
    -1998 -> 1.319.000 abortos -> 275.854.000 população
    -2000 -> 1.313.000 abortos -> 282.262.411 população
    -2008 -> 1.212.350 abortos -> 304.093.966 população]
    5 anos mais tarde chegou no 1 milhão de abortos e a população nem aumentou tanto assim. 10 anos depois, 1.5 milhão - estamos falando de um aumento de 626%.
     
    [...]
     
    [Mostrando na tela um gráfico com a proporção de abortos pela quantidade da população]
    Todo mundo percebe que a curva de abortos está aumentando. Vamos ver um outro país. A Suécia.
    [Mostrando na tela:
    1929 - 439 abortos - sem dados da população
    1949 - 5.503 abortos - sem dados da população
    1969 - 13.735 abortos - 7.968.072 população
    1999 - 30.712 abortos - 8.857.824 população
    2010 - 37.698 abortos - 9.378.126 população
    Mostrando na tela a curva ascendente do número de abortos realizados proporcionalmente com o número da população, utilizando somente os dados de 1969 até 2010.]
     
    [...]
     
    [Mostrando na tela as estatísticas da Espanha, que legalizou o aborto em 1985:
    1987 - 16.766 abortos - 38.630.820
    1990 - 37.231 abortos - 38.850.435
    1997 - 49.578 abortos (+190%) - 39.582.413 população
    2002 - 77.825 abortos - 41.431.558 população
    2007 - 112.158 abortos - 45.226.803 população
    2011 - 118.359 (+488%) - 46.742.697
    Mostrando na tela a curva ascendente do número de abortos realizados proporcionalmente com o número da população.]
     
    [...]
     
    [Mostrando na tela:
    -Inglaterra, desde a legalização em 1967, o número de abortos só aumenta.
    -2007, aumento de 4% em relação a 2006.
    -Grupo que apresenta um aumento mais rápido durante os anos - adolescentes.
    -Lord Steel
    -Ann Furedi (Serviço Britânico de assistência à gravidez)]
     
    [...] 40 anos depois [da legalização na Inglaterra], um senhor chamado Lord Steel, que era um militante pela legalização do aborto, ele se assusta quando vê o número de abortos, de como tinha aumentado. E ele fica tão assustado, que vai à imprensa. Saíram várias reportagens que ele falava assim, 'Olha, era inimaginável que o número de abortos chegaria a essa proporção. Quando a gente militava pela legalização, a gente não tinha noção de que isso pudesse acontecer. As mulheres estão recorrendo ao aborto quando seus métodos contraceptivos falham'. E é isso que acontece em uma sociedade que legaliza o aborto. Ele passa a ser mais um método contraceptivo. Eu engravido, eu aborto. É isso o que acontece. O aborto se enraiza na cultura da sociedade, tanto que - isso não sou eu que estou falando, são os dados, é a gente olhar pra realidade - lá na Inglaterra, o grupo que apresentou o maior número na prática do aborto foram as adolescentes, porque elas não participaram da discussão. Elas nasceram num mundo onde se mata crianças. Elas nasceram num país que se habituou a assassinar crianças dentro do ventre das mães. Então elas fazem isso.
     
    [...]
     
    Um exemplo bem perto da gente é a questão do Uruguai. Lá, eles usaram dessa artimanha de colocar o número de abortos lá em cima pra conseguir sensibilizar a opinião pública e legalizar. Pros senhores terem uma noção, eles chegaram a afirmar que, no Uruguai, tinha 150 mil abortos. Daí eles tiveram que se retratar, porque daí eles faziam a conta, e pelo número de mulheres em idade fértil não dava certo, não casava. Daí eles se retrataram, falaram em 50 mil, 33 mil, e chegaram no consenso de 33 mil. Bom, fato é que, em 2012, em dezembro, o aborto foi legalizado no Uruguai, e em 2013, quantos abortos? 4.500. Onde estão os outros 29 mil abortos? E aí, gente, olha, eu vou falar. É verdade. Isso está nos jornais uruguaios. Os senhores procurem, que teve um senhor do Ministério da Saúde que teve a capacidade de ir na imprensa fazer a seguinte afirmação: "Os senhores estão vendo como a legalização do aborto diminui a sua prática?" Como se ninguém tivesse capacidade de raciocinar e de pensar que esses 29.000 abortos não existiam.
     
    [...]
     
    Bom, o terceiro equívoco é: o Brasil tem maior número de aborto que os países que o legalizaram. Vamos direto para os dados:
     
    [Mostrando na tela:
    -Brasil: 100 mil abortos/ano - população de 200 milhões
    -França: 200.000 abortos/anos (10x mais que o Brasil) - população 50 milhões
    -Suécia: 40 mil abortos (8x mais proporcionalmente) - população 10 milhões
    -Inglaterra: 100.000 abortos (4x mais proporcionalmente) - população 50 milhões
    -Japão: 200.000 abortos (4x mais proporcionalmente) - população 100 milhões]
     
    Portanto, vocês percebem como essa informação é arquitetada, deliberada? E eu esqueci de contar uma coisa pros senhores. Bernard Nathanson dizia que o importante era envolver a mídia, porque daí, em todos os espaços, em todos os jornais, iam aparecer os números deles. E ele fala que nenhum jornalista nunca chegou pra ele e falou: "Olha, então o sr. me mostra por favor aonde é que tem 1 milhão de abortos aqui nos Estados Unidos?" Não! Nunca ninguém perguntou pra ele. E aí as pessoas passavam a reproduzir o discurso. E uma mentira contada mil vezes? Tem a credibilidade de uma verdade.
     
     
     
    [Mostrando na tela:
     
    - O número de abortos está diminuindo no Brasil
    - O número de curetagens diminui ano após ano, chegando a 12% de queda de 2008 para 2009.]
     
    O quarto equívoco é falar que o número de abortos está aumentando no Brasil. Isso não é verdade, por quê? A gente não calcula o número de abortos pelo número de internações hospitalares? Sim, então aí o que a gente vê? Que o número de internações hospitalares vem em queda ano após ano, né? E o número de curetagens também. E aí, gente, isso é coerente com os dados da opinião pública, que mostra...
     
    [Mostrando na tela:
     
    -IBOPE: 2003 - 90% da população era contra o aborto.
    -IBOPE: 2005 - a aprovação do aborto de 2003 para 2005 diminui de 10 para 3%
    - Data Folha: 2007 - o percentual dos que achavam a prática do aborto muito grave foi de 61% em 1998, para 71% em 2007. Só 3% consideravam moralmente aceitável fazer um aborto]
     
    Depois disso não apareceu mais resultado de pesquisas. Eu não vou falar que ninguém está fazendo, está bom? Eu só posso afirmar que ninguém está mostrando. O que eu posso dizer é que Sonia Corrêa, em 2009, disse num congresso de direitos reprodutivos na assembléia legislativa do Estado de São Paulo que, "a rejeição ao aborto está aumentando ano após ano no Brasil".
     
    E o quinto equívoco - e o último - é o seguinte. Essa afirmativa de que legalizar o aborto diminui a mortalidade materna. E aí eu vou dizer pros senhores, com toda a experiência que eu tenho em saúde pública e saúde coletiva, com todos os estudos que eu já fiz - já tenho duas especializações na área e estou fazendo o mestrado.
     
    [Mostrando na tela:
    - Não há relação entre a legalização do aborto e a diminuição da mortalidade materna.
    - Há países com leis extremamente restritas em relação ao aborto, como o Chile, com a mortalidade baixa. Diminuiu de 275 mortes maternas por 100 mil nascidos vivos em 1960 para 18.7 em 2000, a maior redução da América Latina.]
     
    Há países onde o aborto é legal e a mortalidade materna é extremamente alta, como é o caso da Índia.
     
    [Mostrando na tela:
    - Há países onde o aborto é legal e a mortalidade materna é alta, como a Índia. 200 mortes em 2010.
    - Há países onde o aborto era legalizado, foi proibido (com restrições) e a mortalidade materna diminuiu, como a Polônia, 11 em 1993 para 2 em 2010.
    - Os dados mostram que não há relação entre legalização do aborto e diminuição da mortalidade materna.]
     
    [...]
     
    Agora, eu vou ser honesta com os senhores, eu não vou usar isso aqui e falar pra vocês que legalizar o aborto aumenta a mortalidade materna. Tem gente que usaria, viu? Então, os dados mostram que não há relação entre legalização do aborto e a diminuição do número de mortes maternas. O que diminui a mortalidade materna? E aí o dr. Henrique trouxe - 92% das causas de morte materna são previníveis. O que diminui é o investimento na assistência ao pré-natal."
  17. Gostei
    danilorf recebeu reputação de whey12 em Legalização Do Aborto No Brasil   
    Só pra lembrar uma coisa. Quando falam que, em países onde o aborto foi descriminalizado, houve a redução nessa prática, isso é mentira pura e simples: 
     
    "O primeiro equívoco é afirmar que, no Brasil, há um milhão de abortos, um milhão e quinhentos mil de abortos. De onde saiu essa estimativa?
     
    [Mostrando estatísticas na tela:
    - Como se chegou ao número de 1.000.000?
    - Instituto Alan Guttmacher [IPFF]: número de internações hospitalares x 5
    - IPAS: número de internações hospitalares x 6
    - Qual a explicação para este cálculo? Nunca houve.]
     
    O instituto Alan Guttmacher é um braço da IPFF. A IPFF - eu acredito que vários dos senhores já ouviram falar dela - é a grande multinacional do aborto. Ela é proprietária de clínicas de aborto não só nos EUA, mas no mundo todo. E esse instituto (Alan Guttmacher) é um braço da IPFF que faz as análises estatísticas. O outro instituto é o IPAS. Ele foi fundado na década de 70 na Carolina do Norte. E qual foi o papel do IPAS? Foi substituir o papel que a Alzeid (não sei se é a grafia correta) fazia. A alzeid era uma agência norte-americana pro desenvolvimento internacional. Fato é que, quando a fundação Rockfeller começou a trabalhar para diminuir o crescimento populacional do mundo, ela dividiu o início dos seus trabalhos em três fases: a primeira em relação a estudos demográficos, pra mostrar que estava tendo um aumento da população mundial; o segundo foi colocar institutos, centros de planejamento familiar no mundo todo, incentivando a inserção de DIU, esterilização forçada nas mulheres, enfim, isso pode ficar pra uma outra audiência; o terceiro período do conselho populacional que é ligado à fundação Rockfeller pra diminuir o crescimento populacional no mundo foi um lobby junto ao governo norte-americano, na época o presidente era o Nixon, pra dizer que, o aumento da população, principalmente nos países em desenvolvimento, trazia sérios riscos para a segurança interna dos EUA. E aí, o que o presidente faz? Dentro da Alzeid, que é essa agência norte-americana pro desenvolvimento internacional, ele cria um departamento para assuntos populacionais. E esse departamento recebe, aproximadamente em 15 anos, 1,7 bilhões de dólares pra frear o crescimento populacional no mundo todo. Esse plano só perdeu pro plano Marshall, que foi a maior ação da Alzeid que reconstruiu o continente Europeu no pós-guerra.
     
    [...]
     
    E aí a Alzeid começou os seus trabalhos. Mas, com a troca da presidência, veio o Carter e ele proibiu que fosse usado dinheiro público para financiar aborto fora dos EUA. E aí a Alzeid vê o seu recurso secar. Bom, não tem problema. Com 0,5 milhões de dólares da fundação Scaff (diz-se squêifi, não sei se a grafia está correta), eles criam o IPAS, que passa então a fazer tudo o que a Alzeid fazia, agora com dinheiro privado. É esse instituto que nos dá essa estatística, certo?
     
    O instituto Allan Guttmacher fala que precisamos pegar pra estimaro número de abortos, o número de internações hospitalares e multiplicar por 5. E o IPAS vai dizer que a gente precisa multiplicar por 6. Agora, a pergunta que não quer calar: De onde eles tiraram esse fator de multiplicação? Jamais houve uma explicação. Nunca eles explicaram. Eles ensinam que é assim e todo mundo fica fazendo. Aí dá uns números absurdos que é o que a gente vê aqui no Brasil.
     
    [...]
     
    Vamos ver se a gente consegue estimar o número de abortos. A gente de fato estima o número de abortos por internações hospitalares, obviamente, pois é o indicador que nos chega. Em 2013, e isso são dados do DATA-SUS, aconteceram 206.270 internações hospitalares por aborto - mas aqui, aborto considerando-se tanto espontâneo como o provocado.
     
    [Mostrando na tela:
    - Em 2013 -> 206.270 internações hospitalares devidas a aborto (espontâneo e provocado)
    -Em 2010 foi realizada a Pesquisa Nacional do Aborto (UNB com a ONG ANIS) -> 1 a cada 2 mulheres que abortam precisam de internação
    - 20~25% das internações hospitalares são por aborto provacado]
     
    Essa pesquisa de 2010 foi citada várias vezes e eu vou usá-la como fundamentação dessa estimativa de abortos. O que ela percebeu, gente? Que pra cada duas mulheres que cometem aborto, uma precisa de internação hospitalar. E a gente sabe - isso também a Dr. Elizabeth Kipman que nos trouxe - que todas as internações hospitalares por aborto, de 20 a no máximo 25% são por aborto provocado. Então, a gente vai fazer o cálculo aqui.
     
    [Mostrando na tela:
    - 206.270 x 0,25 = 51.567
    - 51.567 x 2 = 103.134 
    - No Brasil, são realizados, aproximadamente, 100.000 abortos/ano]
     
    Se a gente pegar as internações hospitalares, mais ou menos 206.270, e multiplicar por 0,25 - pois 25% das internações hospitalares são por aborto provacado - a gente tem mais ou menos 50 mil. E aí a gente precisa multiplicar por 2, porque a pesquisa nos mostra que pra cada duas mulheres que faze aborto, uma precisa de internação. Então a gente multiplica por 2 e chega na seguinte estimativa que é a mais fundamentada pra saber o número de abortos no país, que é 100 mil abortos por anos. 1 milhão e 1,5 milhão não encontra uma explicação dessas. Não é verdade, é um equívoco.
     
    [Mostrando na tela:
    Exemplo dos Estados Unidos
    - Antes da legalização do aborto em todo o território nacional, estimava-se:
    . 200~300 mortes de mulheres por ano.
    . 200.000 abortos ilegais
    - Os que militavam a favor da legalização do aborto afirmavam:
    . 5.000 a 10.000 mortes de mulheres por ano
    . 1.000.000 de abortos ilegais eram realizados]
     
    Vamos ver nos Estados Unidos. Será que é só aqui no Brasil que as pessoas usam dessa estratégia de colocar o número de abortos lá em cima pra sensibilizar a opinião pública, pra que o aborto seja legalizado? A gente vai ver que não. Nos Estados Unidos, o aborto foi legalizado no começo da década de 70. E a gente sabia que existia lá, de 200 a 300 mortes de mulheres por ano por aborto provocado, e mais ou menos uns 200 mil abortos. Os que militavam pela legalização do aborto, eles diziam que de 5 mil a 10 mil mulheres morriam por ano. E que havia 1 milhão de abortos. Detalhe: nessa época, a população dos EUA era semelhante à nossa - 200 milhões de habitantes. Qualquer coincidência... Né? E eu vou mostrar pros senhores a confissão do Dr. Bernard Nathanson que, no começo da década de 70 e na década de 60, ele já militava ferozmente pela legalização do aborto. Ele foi um dos fundadores da associação nacional pela revogação das leis do aborto. Olha o que ele diz. Eu vou ler na íntegra com os senhores [mostrando na tela e a Isabela lendo]:
     
    'Eu confesso que sabia que os números eram totalmente falsos e suponho que os outros, se parassem pra pensar sobre isso, também sabiam. Mas, na moralidade da nossa revolução, eram número úteis, amplamente aceitos, então por que não usá-los da nossa forma, por que corrigi-los com estatísticas honestas? A principal preocupação era eliminar as leis [contra o aborto], e qualquer coisa que pudesse ser feita para isso era permitida.
    - Extraído do livro América que aborta.'
     
    [...]
     
    Vamos lá pro segundo equívoco, que eu tenho 5 pra falar pros senhores. O segundo é afirmar que, com a legalização do aborto, o número de abortos diminui. E aqui a gente vai direto pros dados. Vamos lá. Nos Estados Unidos eu falei pros senhores que o aborto foi legalizado no início da década de 70. Tinha 193 mil abortos para uma população de de 205 milhões.
     
    [Mostrando na tela:
    -Vamos analisar os números de alguns países:
    -EUA
    -1970 -> 193.494 abortos -> 205.052.000 população
    -1975 -> 1.054.170 abortos -> 225.973.000 população
    -1980 -> 1.553. 890 abortos -> 227.225.000 população
    -1989 -> 1.566.870 abortos -> 246.829.000 população
    -1998 -> 1.319.000 abortos -> 275.854.000 população
    -2000 -> 1.313.000 abortos -> 282.262.411 população
    -2008 -> 1.212.350 abortos -> 304.093.966 população]
    5 anos mais tarde chegou no 1 milhão de abortos e a população nem aumentou tanto assim. 10 anos depois, 1.5 milhão - estamos falando de um aumento de 626%.
     
    [...]
     
    [Mostrando na tela um gráfico com a proporção de abortos pela quantidade da população]
    Todo mundo percebe que a curva de abortos está aumentando. Vamos ver um outro país. A Suécia.
    [Mostrando na tela:
    1929 - 439 abortos - sem dados da população
    1949 - 5.503 abortos - sem dados da população
    1969 - 13.735 abortos - 7.968.072 população
    1999 - 30.712 abortos - 8.857.824 população
    2010 - 37.698 abortos - 9.378.126 população
    Mostrando na tela a curva ascendente do número de abortos realizados proporcionalmente com o número da população, utilizando somente os dados de 1969 até 2010.]
     
    [...]
     
    [Mostrando na tela as estatísticas da Espanha, que legalizou o aborto em 1985:
    1987 - 16.766 abortos - 38.630.820
    1990 - 37.231 abortos - 38.850.435
    1997 - 49.578 abortos (+190%) - 39.582.413 população
    2002 - 77.825 abortos - 41.431.558 população
    2007 - 112.158 abortos - 45.226.803 população
    2011 - 118.359 (+488%) - 46.742.697
    Mostrando na tela a curva ascendente do número de abortos realizados proporcionalmente com o número da população.]
     
    [...]
     
    [Mostrando na tela:
    -Inglaterra, desde a legalização em 1967, o número de abortos só aumenta.
    -2007, aumento de 4% em relação a 2006.
    -Grupo que apresenta um aumento mais rápido durante os anos - adolescentes.
    -Lord Steel
    -Ann Furedi (Serviço Britânico de assistência à gravidez)]
     
    [...] 40 anos depois [da legalização na Inglaterra], um senhor chamado Lord Steel, que era um militante pela legalização do aborto, ele se assusta quando vê o número de abortos, de como tinha aumentado. E ele fica tão assustado, que vai à imprensa. Saíram várias reportagens que ele falava assim, 'Olha, era inimaginável que o número de abortos chegaria a essa proporção. Quando a gente militava pela legalização, a gente não tinha noção de que isso pudesse acontecer. As mulheres estão recorrendo ao aborto quando seus métodos contraceptivos falham'. E é isso que acontece em uma sociedade que legaliza o aborto. Ele passa a ser mais um método contraceptivo. Eu engravido, eu aborto. É isso o que acontece. O aborto se enraiza na cultura da sociedade, tanto que - isso não sou eu que estou falando, são os dados, é a gente olhar pra realidade - lá na Inglaterra, o grupo que apresentou o maior número na prática do aborto foram as adolescentes, porque elas não participaram da discussão. Elas nasceram num mundo onde se mata crianças. Elas nasceram num país que se habituou a assassinar crianças dentro do ventre das mães. Então elas fazem isso.
     
    [...]
     
    Um exemplo bem perto da gente é a questão do Uruguai. Lá, eles usaram dessa artimanha de colocar o número de abortos lá em cima pra conseguir sensibilizar a opinião pública e legalizar. Pros senhores terem uma noção, eles chegaram a afirmar que, no Uruguai, tinha 150 mil abortos. Daí eles tiveram que se retratar, porque daí eles faziam a conta, e pelo número de mulheres em idade fértil não dava certo, não casava. Daí eles se retrataram, falaram em 50 mil, 33 mil, e chegaram no consenso de 33 mil. Bom, fato é que, em 2012, em dezembro, o aborto foi legalizado no Uruguai, e em 2013, quantos abortos? 4.500. Onde estão os outros 29 mil abortos? E aí, gente, olha, eu vou falar. É verdade. Isso está nos jornais uruguaios. Os senhores procurem, que teve um senhor do Ministério da Saúde que teve a capacidade de ir na imprensa fazer a seguinte afirmação: "Os senhores estão vendo como a legalização do aborto diminui a sua prática?" Como se ninguém tivesse capacidade de raciocinar e de pensar que esses 29.000 abortos não existiam.
     
    [...]
     
    Bom, o terceiro equívoco é: o Brasil tem maior número de aborto que os países que o legalizaram. Vamos direto para os dados:
     
    [Mostrando na tela:
    -Brasil: 100 mil abortos/ano - população de 200 milhões
    -França: 200.000 abortos/anos (10x mais que o Brasil) - população 50 milhões
    -Suécia: 40 mil abortos (8x mais proporcionalmente) - população 10 milhões
    -Inglaterra: 100.000 abortos (4x mais proporcionalmente) - população 50 milhões
    -Japão: 200.000 abortos (4x mais proporcionalmente) - população 100 milhões]
     
    Portanto, vocês percebem como essa informação é arquitetada, deliberada? E eu esqueci de contar uma coisa pros senhores. Bernard Nathanson dizia que o importante era envolver a mídia, porque daí, em todos os espaços, em todos os jornais, iam aparecer os números deles. E ele fala que nenhum jornalista nunca chegou pra ele e falou: "Olha, então o sr. me mostra por favor aonde é que tem 1 milhão de abortos aqui nos Estados Unidos?" Não! Nunca ninguém perguntou pra ele. E aí as pessoas passavam a reproduzir o discurso. E uma mentira contada mil vezes? Tem a credibilidade de uma verdade.
     
     
     
    [Mostrando na tela:
     
    - O número de abortos está diminuindo no Brasil
    - O número de curetagens diminui ano após ano, chegando a 12% de queda de 2008 para 2009.]
     
    O quarto equívoco é falar que o número de abortos está aumentando no Brasil. Isso não é verdade, por quê? A gente não calcula o número de abortos pelo número de internações hospitalares? Sim, então aí o que a gente vê? Que o número de internações hospitalares vem em queda ano após ano, né? E o número de curetagens também. E aí, gente, isso é coerente com os dados da opinião pública, que mostra...
     
    [Mostrando na tela:
     
    -IBOPE: 2003 - 90% da população era contra o aborto.
    -IBOPE: 2005 - a aprovação do aborto de 2003 para 2005 diminui de 10 para 3%
    - Data Folha: 2007 - o percentual dos que achavam a prática do aborto muito grave foi de 61% em 1998, para 71% em 2007. Só 3% consideravam moralmente aceitável fazer um aborto]
     
    Depois disso não apareceu mais resultado de pesquisas. Eu não vou falar que ninguém está fazendo, está bom? Eu só posso afirmar que ninguém está mostrando. O que eu posso dizer é que Sonia Corrêa, em 2009, disse num congresso de direitos reprodutivos na assembléia legislativa do Estado de São Paulo que, "a rejeição ao aborto está aumentando ano após ano no Brasil".
     
    E o quinto equívoco - e o último - é o seguinte. Essa afirmativa de que legalizar o aborto diminui a mortalidade materna. E aí eu vou dizer pros senhores, com toda a experiência que eu tenho em saúde pública e saúde coletiva, com todos os estudos que eu já fiz - já tenho duas especializações na área e estou fazendo o mestrado.
     
    [Mostrando na tela:
    - Não há relação entre a legalização do aborto e a diminuição da mortalidade materna.
    - Há países com leis extremamente restritas em relação ao aborto, como o Chile, com a mortalidade baixa. Diminuiu de 275 mortes maternas por 100 mil nascidos vivos em 1960 para 18.7 em 2000, a maior redução da América Latina.]
     
    Há países onde o aborto é legal e a mortalidade materna é extremamente alta, como é o caso da Índia.
     
    [Mostrando na tela:
    - Há países onde o aborto é legal e a mortalidade materna é alta, como a Índia. 200 mortes em 2010.
    - Há países onde o aborto era legalizado, foi proibido (com restrições) e a mortalidade materna diminuiu, como a Polônia, 11 em 1993 para 2 em 2010.
    - Os dados mostram que não há relação entre legalização do aborto e diminuição da mortalidade materna.]
     
    [...]
     
    Agora, eu vou ser honesta com os senhores, eu não vou usar isso aqui e falar pra vocês que legalizar o aborto aumenta a mortalidade materna. Tem gente que usaria, viu? Então, os dados mostram que não há relação entre legalização do aborto e a diminuição do número de mortes maternas. O que diminui a mortalidade materna? E aí o dr. Henrique trouxe - 92% das causas de morte materna são previníveis. O que diminui é o investimento na assistência ao pré-natal."
  18. Gostei
    danilorf recebeu reputação de Pedro Mares em Legalização Do Aborto No Brasil   
    Só pra lembrar uma coisa. Quando falam que, em países onde o aborto foi descriminalizado, houve a redução nessa prática, isso é mentira pura e simples: 
     
    "O primeiro equívoco é afirmar que, no Brasil, há um milhão de abortos, um milhão e quinhentos mil de abortos. De onde saiu essa estimativa?
     
    [Mostrando estatísticas na tela:
    - Como se chegou ao número de 1.000.000?
    - Instituto Alan Guttmacher [IPFF]: número de internações hospitalares x 5
    - IPAS: número de internações hospitalares x 6
    - Qual a explicação para este cálculo? Nunca houve.]
     
    O instituto Alan Guttmacher é um braço da IPFF. A IPFF - eu acredito que vários dos senhores já ouviram falar dela - é a grande multinacional do aborto. Ela é proprietária de clínicas de aborto não só nos EUA, mas no mundo todo. E esse instituto (Alan Guttmacher) é um braço da IPFF que faz as análises estatísticas. O outro instituto é o IPAS. Ele foi fundado na década de 70 na Carolina do Norte. E qual foi o papel do IPAS? Foi substituir o papel que a Alzeid (não sei se é a grafia correta) fazia. A alzeid era uma agência norte-americana pro desenvolvimento internacional. Fato é que, quando a fundação Rockfeller começou a trabalhar para diminuir o crescimento populacional do mundo, ela dividiu o início dos seus trabalhos em três fases: a primeira em relação a estudos demográficos, pra mostrar que estava tendo um aumento da população mundial; o segundo foi colocar institutos, centros de planejamento familiar no mundo todo, incentivando a inserção de DIU, esterilização forçada nas mulheres, enfim, isso pode ficar pra uma outra audiência; o terceiro período do conselho populacional que é ligado à fundação Rockfeller pra diminuir o crescimento populacional no mundo foi um lobby junto ao governo norte-americano, na época o presidente era o Nixon, pra dizer que, o aumento da população, principalmente nos países em desenvolvimento, trazia sérios riscos para a segurança interna dos EUA. E aí, o que o presidente faz? Dentro da Alzeid, que é essa agência norte-americana pro desenvolvimento internacional, ele cria um departamento para assuntos populacionais. E esse departamento recebe, aproximadamente em 15 anos, 1,7 bilhões de dólares pra frear o crescimento populacional no mundo todo. Esse plano só perdeu pro plano Marshall, que foi a maior ação da Alzeid que reconstruiu o continente Europeu no pós-guerra.
     
    [...]
     
    E aí a Alzeid começou os seus trabalhos. Mas, com a troca da presidência, veio o Carter e ele proibiu que fosse usado dinheiro público para financiar aborto fora dos EUA. E aí a Alzeid vê o seu recurso secar. Bom, não tem problema. Com 0,5 milhões de dólares da fundação Scaff (diz-se squêifi, não sei se a grafia está correta), eles criam o IPAS, que passa então a fazer tudo o que a Alzeid fazia, agora com dinheiro privado. É esse instituto que nos dá essa estatística, certo?
     
    O instituto Allan Guttmacher fala que precisamos pegar pra estimaro número de abortos, o número de internações hospitalares e multiplicar por 5. E o IPAS vai dizer que a gente precisa multiplicar por 6. Agora, a pergunta que não quer calar: De onde eles tiraram esse fator de multiplicação? Jamais houve uma explicação. Nunca eles explicaram. Eles ensinam que é assim e todo mundo fica fazendo. Aí dá uns números absurdos que é o que a gente vê aqui no Brasil.
     
    [...]
     
    Vamos ver se a gente consegue estimar o número de abortos. A gente de fato estima o número de abortos por internações hospitalares, obviamente, pois é o indicador que nos chega. Em 2013, e isso são dados do DATA-SUS, aconteceram 206.270 internações hospitalares por aborto - mas aqui, aborto considerando-se tanto espontâneo como o provocado.
     
    [Mostrando na tela:
    - Em 2013 -> 206.270 internações hospitalares devidas a aborto (espontâneo e provocado)
    -Em 2010 foi realizada a Pesquisa Nacional do Aborto (UNB com a ONG ANIS) -> 1 a cada 2 mulheres que abortam precisam de internação
    - 20~25% das internações hospitalares são por aborto provacado]
     
    Essa pesquisa de 2010 foi citada várias vezes e eu vou usá-la como fundamentação dessa estimativa de abortos. O que ela percebeu, gente? Que pra cada duas mulheres que cometem aborto, uma precisa de internação hospitalar. E a gente sabe - isso também a Dr. Elizabeth Kipman que nos trouxe - que todas as internações hospitalares por aborto, de 20 a no máximo 25% são por aborto provocado. Então, a gente vai fazer o cálculo aqui.
     
    [Mostrando na tela:
    - 206.270 x 0,25 = 51.567
    - 51.567 x 2 = 103.134 
    - No Brasil, são realizados, aproximadamente, 100.000 abortos/ano]
     
    Se a gente pegar as internações hospitalares, mais ou menos 206.270, e multiplicar por 0,25 - pois 25% das internações hospitalares são por aborto provacado - a gente tem mais ou menos 50 mil. E aí a gente precisa multiplicar por 2, porque a pesquisa nos mostra que pra cada duas mulheres que faze aborto, uma precisa de internação. Então a gente multiplica por 2 e chega na seguinte estimativa que é a mais fundamentada pra saber o número de abortos no país, que é 100 mil abortos por anos. 1 milhão e 1,5 milhão não encontra uma explicação dessas. Não é verdade, é um equívoco.
     
    [Mostrando na tela:
    Exemplo dos Estados Unidos
    - Antes da legalização do aborto em todo o território nacional, estimava-se:
    . 200~300 mortes de mulheres por ano.
    . 200.000 abortos ilegais
    - Os que militavam a favor da legalização do aborto afirmavam:
    . 5.000 a 10.000 mortes de mulheres por ano
    . 1.000.000 de abortos ilegais eram realizados]
     
    Vamos ver nos Estados Unidos. Será que é só aqui no Brasil que as pessoas usam dessa estratégia de colocar o número de abortos lá em cima pra sensibilizar a opinião pública, pra que o aborto seja legalizado? A gente vai ver que não. Nos Estados Unidos, o aborto foi legalizado no começo da década de 70. E a gente sabia que existia lá, de 200 a 300 mortes de mulheres por ano por aborto provocado, e mais ou menos uns 200 mil abortos. Os que militavam pela legalização do aborto, eles diziam que de 5 mil a 10 mil mulheres morriam por ano. E que havia 1 milhão de abortos. Detalhe: nessa época, a população dos EUA era semelhante à nossa - 200 milhões de habitantes. Qualquer coincidência... Né? E eu vou mostrar pros senhores a confissão do Dr. Bernard Nathanson que, no começo da década de 70 e na década de 60, ele já militava ferozmente pela legalização do aborto. Ele foi um dos fundadores da associação nacional pela revogação das leis do aborto. Olha o que ele diz. Eu vou ler na íntegra com os senhores [mostrando na tela e a Isabela lendo]:
     
    'Eu confesso que sabia que os números eram totalmente falsos e suponho que os outros, se parassem pra pensar sobre isso, também sabiam. Mas, na moralidade da nossa revolução, eram número úteis, amplamente aceitos, então por que não usá-los da nossa forma, por que corrigi-los com estatísticas honestas? A principal preocupação era eliminar as leis [contra o aborto], e qualquer coisa que pudesse ser feita para isso era permitida.
    - Extraído do livro América que aborta.'
     
    [...]
     
    Vamos lá pro segundo equívoco, que eu tenho 5 pra falar pros senhores. O segundo é afirmar que, com a legalização do aborto, o número de abortos diminui. E aqui a gente vai direto pros dados. Vamos lá. Nos Estados Unidos eu falei pros senhores que o aborto foi legalizado no início da década de 70. Tinha 193 mil abortos para uma população de de 205 milhões.
     
    [Mostrando na tela:
    -Vamos analisar os números de alguns países:
    -EUA
    -1970 -> 193.494 abortos -> 205.052.000 população
    -1975 -> 1.054.170 abortos -> 225.973.000 população
    -1980 -> 1.553. 890 abortos -> 227.225.000 população
    -1989 -> 1.566.870 abortos -> 246.829.000 população
    -1998 -> 1.319.000 abortos -> 275.854.000 população
    -2000 -> 1.313.000 abortos -> 282.262.411 população
    -2008 -> 1.212.350 abortos -> 304.093.966 população]
    5 anos mais tarde chegou no 1 milhão de abortos e a população nem aumentou tanto assim. 10 anos depois, 1.5 milhão - estamos falando de um aumento de 626%.
     
    [...]
     
    [Mostrando na tela um gráfico com a proporção de abortos pela quantidade da população]
    Todo mundo percebe que a curva de abortos está aumentando. Vamos ver um outro país. A Suécia.
    [Mostrando na tela:
    1929 - 439 abortos - sem dados da população
    1949 - 5.503 abortos - sem dados da população
    1969 - 13.735 abortos - 7.968.072 população
    1999 - 30.712 abortos - 8.857.824 população
    2010 - 37.698 abortos - 9.378.126 população
    Mostrando na tela a curva ascendente do número de abortos realizados proporcionalmente com o número da população, utilizando somente os dados de 1969 até 2010.]
     
    [...]
     
    [Mostrando na tela as estatísticas da Espanha, que legalizou o aborto em 1985:
    1987 - 16.766 abortos - 38.630.820
    1990 - 37.231 abortos - 38.850.435
    1997 - 49.578 abortos (+190%) - 39.582.413 população
    2002 - 77.825 abortos - 41.431.558 população
    2007 - 112.158 abortos - 45.226.803 população
    2011 - 118.359 (+488%) - 46.742.697
    Mostrando na tela a curva ascendente do número de abortos realizados proporcionalmente com o número da população.]
     
    [...]
     
    [Mostrando na tela:
    -Inglaterra, desde a legalização em 1967, o número de abortos só aumenta.
    -2007, aumento de 4% em relação a 2006.
    -Grupo que apresenta um aumento mais rápido durante os anos - adolescentes.
    -Lord Steel
    -Ann Furedi (Serviço Britânico de assistência à gravidez)]
     
    [...] 40 anos depois [da legalização na Inglaterra], um senhor chamado Lord Steel, que era um militante pela legalização do aborto, ele se assusta quando vê o número de abortos, de como tinha aumentado. E ele fica tão assustado, que vai à imprensa. Saíram várias reportagens que ele falava assim, 'Olha, era inimaginável que o número de abortos chegaria a essa proporção. Quando a gente militava pela legalização, a gente não tinha noção de que isso pudesse acontecer. As mulheres estão recorrendo ao aborto quando seus métodos contraceptivos falham'. E é isso que acontece em uma sociedade que legaliza o aborto. Ele passa a ser mais um método contraceptivo. Eu engravido, eu aborto. É isso o que acontece. O aborto se enraiza na cultura da sociedade, tanto que - isso não sou eu que estou falando, são os dados, é a gente olhar pra realidade - lá na Inglaterra, o grupo que apresentou o maior número na prática do aborto foram as adolescentes, porque elas não participaram da discussão. Elas nasceram num mundo onde se mata crianças. Elas nasceram num país que se habituou a assassinar crianças dentro do ventre das mães. Então elas fazem isso.
     
    [...]
     
    Um exemplo bem perto da gente é a questão do Uruguai. Lá, eles usaram dessa artimanha de colocar o número de abortos lá em cima pra conseguir sensibilizar a opinião pública e legalizar. Pros senhores terem uma noção, eles chegaram a afirmar que, no Uruguai, tinha 150 mil abortos. Daí eles tiveram que se retratar, porque daí eles faziam a conta, e pelo número de mulheres em idade fértil não dava certo, não casava. Daí eles se retrataram, falaram em 50 mil, 33 mil, e chegaram no consenso de 33 mil. Bom, fato é que, em 2012, em dezembro, o aborto foi legalizado no Uruguai, e em 2013, quantos abortos? 4.500. Onde estão os outros 29 mil abortos? E aí, gente, olha, eu vou falar. É verdade. Isso está nos jornais uruguaios. Os senhores procurem, que teve um senhor do Ministério da Saúde que teve a capacidade de ir na imprensa fazer a seguinte afirmação: "Os senhores estão vendo como a legalização do aborto diminui a sua prática?" Como se ninguém tivesse capacidade de raciocinar e de pensar que esses 29.000 abortos não existiam.
     
    [...]
     
    Bom, o terceiro equívoco é: o Brasil tem maior número de aborto que os países que o legalizaram. Vamos direto para os dados:
     
    [Mostrando na tela:
    -Brasil: 100 mil abortos/ano - população de 200 milhões
    -França: 200.000 abortos/anos (10x mais que o Brasil) - população 50 milhões
    -Suécia: 40 mil abortos (8x mais proporcionalmente) - população 10 milhões
    -Inglaterra: 100.000 abortos (4x mais proporcionalmente) - população 50 milhões
    -Japão: 200.000 abortos (4x mais proporcionalmente) - população 100 milhões]
     
    Portanto, vocês percebem como essa informação é arquitetada, deliberada? E eu esqueci de contar uma coisa pros senhores. Bernard Nathanson dizia que o importante era envolver a mídia, porque daí, em todos os espaços, em todos os jornais, iam aparecer os números deles. E ele fala que nenhum jornalista nunca chegou pra ele e falou: "Olha, então o sr. me mostra por favor aonde é que tem 1 milhão de abortos aqui nos Estados Unidos?" Não! Nunca ninguém perguntou pra ele. E aí as pessoas passavam a reproduzir o discurso. E uma mentira contada mil vezes? Tem a credibilidade de uma verdade.
     
     
     
    [Mostrando na tela:
     
    - O número de abortos está diminuindo no Brasil
    - O número de curetagens diminui ano após ano, chegando a 12% de queda de 2008 para 2009.]
     
    O quarto equívoco é falar que o número de abortos está aumentando no Brasil. Isso não é verdade, por quê? A gente não calcula o número de abortos pelo número de internações hospitalares? Sim, então aí o que a gente vê? Que o número de internações hospitalares vem em queda ano após ano, né? E o número de curetagens também. E aí, gente, isso é coerente com os dados da opinião pública, que mostra...
     
    [Mostrando na tela:
     
    -IBOPE: 2003 - 90% da população era contra o aborto.
    -IBOPE: 2005 - a aprovação do aborto de 2003 para 2005 diminui de 10 para 3%
    - Data Folha: 2007 - o percentual dos que achavam a prática do aborto muito grave foi de 61% em 1998, para 71% em 2007. Só 3% consideravam moralmente aceitável fazer um aborto]
     
    Depois disso não apareceu mais resultado de pesquisas. Eu não vou falar que ninguém está fazendo, está bom? Eu só posso afirmar que ninguém está mostrando. O que eu posso dizer é que Sonia Corrêa, em 2009, disse num congresso de direitos reprodutivos na assembléia legislativa do Estado de São Paulo que, "a rejeição ao aborto está aumentando ano após ano no Brasil".
     
    E o quinto equívoco - e o último - é o seguinte. Essa afirmativa de que legalizar o aborto diminui a mortalidade materna. E aí eu vou dizer pros senhores, com toda a experiência que eu tenho em saúde pública e saúde coletiva, com todos os estudos que eu já fiz - já tenho duas especializações na área e estou fazendo o mestrado.
     
    [Mostrando na tela:
    - Não há relação entre a legalização do aborto e a diminuição da mortalidade materna.
    - Há países com leis extremamente restritas em relação ao aborto, como o Chile, com a mortalidade baixa. Diminuiu de 275 mortes maternas por 100 mil nascidos vivos em 1960 para 18.7 em 2000, a maior redução da América Latina.]
     
    Há países onde o aborto é legal e a mortalidade materna é extremamente alta, como é o caso da Índia.
     
    [Mostrando na tela:
    - Há países onde o aborto é legal e a mortalidade materna é alta, como a Índia. 200 mortes em 2010.
    - Há países onde o aborto era legalizado, foi proibido (com restrições) e a mortalidade materna diminuiu, como a Polônia, 11 em 1993 para 2 em 2010.
    - Os dados mostram que não há relação entre legalização do aborto e diminuição da mortalidade materna.]
     
    [...]
     
    Agora, eu vou ser honesta com os senhores, eu não vou usar isso aqui e falar pra vocês que legalizar o aborto aumenta a mortalidade materna. Tem gente que usaria, viu? Então, os dados mostram que não há relação entre legalização do aborto e a diminuição do número de mortes maternas. O que diminui a mortalidade materna? E aí o dr. Henrique trouxe - 92% das causas de morte materna são previníveis. O que diminui é o investimento na assistência ao pré-natal."
  19. Gostei
    danilorf deu reputação a ProLife em tópico do desafio   
    Não conhecia nem nunca coloquei nada aqui no fórum, mas acompanho esse tópico há dois meses.
     
    Faço 38 dias no hard-mode hoje.
     
    Eu nunca tive nenhum problema de excessos. Ao contrário da maioria, eu nem fapava diariamente. Eram umas duas ou três vezes na semana. E só.
     
    Também nunca pensei ter um problema aparente quanto ao ato. Não me sentia escravo, não achava errado nem via malefícios.
     
    Conheci o movimento pelo r/nofap, pelo yourbrainonporn e primariamente pelo Pe. Paulo Ricardo, que já acompanhava há anos, mesmo não sendo religioso.
     
    A minha primeira reação quando soube algo fundamentado além do padrão Laura Müller de bobagens acadêmicas foi de espanto. Eu nunca imaginaria que a pornografia fosse algo além de um estimulante qualquer para satisfazer um prazer temporário. Para mim, era como um prato de comida bonito e saboroso para que eu não sentisse fome e, ao mesmo tempo, tivesse um momento aprazível.
     
    Quando esse meu conceito caiu por terra, meu primeiro sentimento foi de culpa. Eu tentei colocar na minha mente que tudo aquilo era uma conspiração e que não estava fazendo nada de errado mesmo. Eram só fundamentalistas querendo restringir meu "direito à felicidade".
     
    Eu não conseguia, no entanto, configurar isso para além de um wishful thinking. Naquele início de setembro eu dei uma meta prioritária à minha vida: seguir rigorosamente o que a comunidade nofap pregava.
     
    Como o meu corpo ainda não condizia plenamente com a minha mente, eu busquei no início uma "política" de redução de danos.
     
    Descartei imediatamente qualquer possibilidade de buscar material pornográfico que não fosse uma simples foto estimulante, ainda que eu nunca tenha consumido material hardcore ou que envolvesse coisas incomuns e doentias.
     
    A segunda medida foi anotar cada dia em que eu fapava. Eu queria sempre dar um intervalo igual ao anterior mais um dia. Não foi com precisão cirúrgica e tive alguns momentos de chegar a fapar dias consecutivos (algo que não fazia) sem motivo aparente.
     
    Iniciado o mês de outubro, fi-lo apenas duas vezes após a primeira semana, até que do dia 26 em diante iniciei meu ciclo que espero ser eterno.
     
    Durante esse processo do início de setembro ao fim de outubro, eu dei uma regredida ainda maior no grau de material pornográfico, até considerar como algo sem graça e perder o interesse. Parece ter dado certo.
     
    A cada dia que passava, eu sentia mais desgosto por PMO e ficava desmotivado só de ter vontade de fazê-lo. Eu sentia uma vontade crescente de acabar com tudo aquilo.
     
    Iniciado o processo, a minha primeira semana foi parecida com a dos relatos. Um bocado de vontade, constante excitação e, concomitantemente, uma motivação enorme para continuar.
     
    A segunda e a terceira semanas foram bem fáceis, ainda que eu tenha ficado um pouco abatido.
     
    Durante a quarta semana, no entanto, quase pus tudo a perder. Tive excitações constantes e pensei em parar. Felizmente continuei.
     
    Foi nessa semana também meu único sonho sexualizado, seguido de uma polução bem desagradável e de duas pequenas poluções durante um cochilo no mesmo dia (não cheguei a produzir muito nem a pôr para fora, mas saiu claramente quando fui ao banheiro).
     
    Após essa turbulenta semana, era já impossível abandonar. Eu nunca havia conseguido ficar um mês sem e sabia que, se eu tivesse qualquer recaída, tudo o que eu havia progredido durante quase três meses acabaria em meia hora.
     
    A partir de semana passada eu comecei a constatar uma consolidação de pensamento e isso, para mim, é o mais importante. Apesar de ser sempre levemente conservador em todos os assuntos, eu estou apenas agora completamente liberto de qualquer relativismo que seja.
     
    Pensamentos reducionistas e inconsequentes, geralmente individualizando a moral e a consequência de um ato simplesmente sumiram da minha mente. Eu sou incapaz de dizer de cabeça erguida que sexualidade é algo totalmente individual, sem moralidade universal e que deve ser vivida conforme cada um bem entender. Estaria mentindo para mim mesmo. Estaria negando a minha experiência.
     
    Eu passei a ver as coisas do cotidiano buscando valores acima de tudo. Se antes eu via um morador de rua e pensava inconscientemente que ele era um encosto, um imundo, alguém cuja vida deveria pelo próprio bem ser terminada, hoje não consigo não sentir compaixão. Se antes eu via alguém falando sobre "libertação sexual" e pensava que era uma pessoa defendendo o direito de viver como a faz feliz, hoje tenho pena por ela não ver nada acima de um desejo primitivo, que pode, nesse caso, ser uma ferramenta de escravidão.
     
    Por mais que eu seja uma pessoa de exatas e tenha economia como foco, não consigo mais basear a realidade com base em estatísticas ou cifras monetárias.
     
    Mantenho a minha vocação, mas não a emprego como método de ver o mundo, apenas uma parte dele, a materialista.
     
    Assim como o relato do usuário acima, estou cada vez mais religiosamente convicto. O meu agnosticismo, que vinha sendo enfraquecido gradualmente, praticamente acabou.
     
    A aproximação com Ele não é mais uma ideia metafísica para mim. É uma realidade que eu vinha vivendo e agora estou no auge.
     
    Não consigo mais ver o mundo por uma perspectiva materialista. O desejo sexual desordenado tem agora meu repúdio. O individualismo não é mais para mim sinônimo de liberdade, mas de egoísmo e destruição.
     
    Tenho um anseio cada vez maior de aprofundar minha vida intelectual. Compreender a Fé, o Belo, o Ético e ver o que a Civilização nos deixou me agradam mais do que um prazer material temporário, como até mesmo coisas boas do tipo viagens, reuniões e etc.
     
    A ansiedade tem sido o maior side effect da minha experiência. Tenho transtorno e sempre lutei contra usar qualquer tarja preta ou fumar. Eu penso que seja temporário, pela experiência ser nova e ainda um pouco imatura.
     
    Nofap para mim começou sem objetivo nenhum. Não queria melhorar desempenho sexual, não queria ter um corpo melhor, não queria nada além de ver o que era de fato essa comunidade virtual na prática.
     
    Por acidente (ou não), tem sido a melhor experiência possível. Eu tenho cada vez mais autoconfiança em quem sou e no que penso e defendo. Vejo propósito e despropósito nas ações que eu tomo.
     
    Eu espero que esse sentimento maravilhoso continue em mim e que eu nunca mais volte aos velhos hábitos.
     
    Nofap para mim não signficiou nenhuma mudança física, mas me deixou mentalmente mais convicto e coerente. Isso está acima de qualquer coisa.
     
    Espero que o meu relato tenha alguma utilidade para alguém que busque o caminho. Não pretendo participar ativamente do fórum, mas torço para que todos consigam se libertar e ter um horizonte limpo de nuvens cinzentas.
  20. Gostei
    danilorf recebeu reputação de C.Golden em [Oficial] Imagens Engraçadas/Memes   
    So true...
  21. Gostei
    danilorf recebeu reputação de whey12 em Escola sem Partido   
    Cite aí os grandes intelectuais da esquerda atuais... Márcia Tiburi? Safatle? Marilena Chauí?
     
     
    Inteligentão é o gordinho lá do vídeo da Física que falou um monte de merda achando que tava certo + os caras que compartilham pra falar que "Olavo não é deus"?
     
     
    O que a esquerda conseguiu no âmbito educacional até agora: 
     
    "Conforme dados de 2005 do IBOPE [1][2], no Brasil o analfabetismo funcional atinge cerca de 68% da população (30% no nível 1 e 38% no nível 2). Somados esses 68% de analfabetos funcionais com os 7% da população que é totalmente analfabeta, resulta que 75% da população não possui o domínio pleno da leitura, da escrita e das operações matemáticas, ou seja, apenas 1 de cada 4 brasileiros (25% da população) é plenamente alfabetizado, isto é, está no nível 3 de alfabetização funcional.
    O censo 2010 mostrou que um entre cinco pessoas são analfabetas funcionais. A porcentagem é de 20,3% de analfabetos funcionais. O problema maior está naregião Nordeste, onde a taxa de analfabetismo funcional chega a 30,8%.[3]
    Em 2012, o Instituto Paulo Montenegro e a ONG Ação Educativa divulgaram o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) entre estudantes universitários do Brasil e este chega a 38%[4], refletindo o expressivo crescimento de universidades de baixa qualidade durante a última década.
    Esses índices tão altos de analfabetismo funcional no Brasil devem-se à baixa qualidade dos sistemas de ensino público, à falta de infraestrutura das instituições de ensino (principalmente as públicas) e à falta de hábito e interesse de leitura do brasileiro. Em alguns países desenvolvidos e/ou com um sistema educacional mais eficiente, esse índice é inferior a 10%, como na Suécia, por exemplo.[5]"
     
    "Pesquisador conclui que mais de 50% dos universitários são analfabetos funcionais
     
    O pesquisador da Universidade Católica entrevistou 800 universitários para chegar à conclusão. O analfabeto funcional não é capaz de entender o que lê. O estudo avaliou tempo de dedicação, características sócio-culturais e formação.
     
    https://globoplay.globo.com/v/2262537/"
  22. Gostei
    danilorf recebeu reputação de HeadShot em Como Ser Alpha?   
    Quer ser alpha? Nelson Rodrigues explica:
     
    "⁠Quando eu morava em Aldeia Campista (teria meus sete, oito anos) mudou-se para nossa rua uma mocinha que, já no segundo dia, era o escândalo de todo o bairro. Jeitosa de corpo e de rosto, tinha um gênio que Deus te livre. E nunca vi ninguém mudar tanto de namorado. Dois, três, por semana.
     
    Era como se namorasse para brigar. Xingava os rapazes, batia-lhes com o salto do sapato, um caso sério. Quando passava havia o cochicho pânico: “Namora de navalha na liga.” Certa vez, o pai, alto funcionário da Casa da Moeda, passou-lhe um sermão: “Minha filha, não se humilha um homem.” Desta vez, a menina chorou. Respondeu assoando-se no lencinho: “É esse meu gênio, papai. Sou uma fera.”
     
    Ora, quando a própria mulher se reconhece uma fera, está tudo liquidado. O velho pai lavou as mãos; suspirou para a mulher: “Nenhum homem pode suportar minha filha por mais de três dias.” Pois bem. E, súbito, a menina começa um outro namoro. A rua inteira vaticinou: “Vai durar três dias.” O rapaz tinha uma singularidade: bebia café pelo pires. Eis o que eu queria dizer: da noite para o dia a menina mudou.
     
    Quando o namorado despontava, lá adiante, ela começava a tiritar de humilde. Em vez de se esganiçar, como das outras vezes, falava baixo e doce. Era de uma docilidade absurda e inédita. O pai abria os braços para o céu: “O que é que há com a minha filha?” E, de fato, ninguém entendia que a mesma mulher pudesse ser uma víbora, uma lacraia para todo mundo e uma santa para aquele rapaz.
     
    Só muitos anos depois, vi tudo. É o homem certo que faz a grande mulher.
     
    A mulher tem diluído em seu sangue milênios de submissão, e quando o homem não a domina, ela passa a desprezá-lo. Não entro na minúcia de dizer em que lugar a mulher deve apanhar, mas sei que ela sente a nostalgia do homem das cavernas. Ai do homem que, no momento certo, não reage como um Brucutu."
  23. Gostei
    danilorf recebeu reputação de BUSY em Como Ser Alpha?   
    Quer ser alpha? Nelson Rodrigues explica:
     
    "⁠Quando eu morava em Aldeia Campista (teria meus sete, oito anos) mudou-se para nossa rua uma mocinha que, já no segundo dia, era o escândalo de todo o bairro. Jeitosa de corpo e de rosto, tinha um gênio que Deus te livre. E nunca vi ninguém mudar tanto de namorado. Dois, três, por semana.
     
    Era como se namorasse para brigar. Xingava os rapazes, batia-lhes com o salto do sapato, um caso sério. Quando passava havia o cochicho pânico: “Namora de navalha na liga.” Certa vez, o pai, alto funcionário da Casa da Moeda, passou-lhe um sermão: “Minha filha, não se humilha um homem.” Desta vez, a menina chorou. Respondeu assoando-se no lencinho: “É esse meu gênio, papai. Sou uma fera.”
     
    Ora, quando a própria mulher se reconhece uma fera, está tudo liquidado. O velho pai lavou as mãos; suspirou para a mulher: “Nenhum homem pode suportar minha filha por mais de três dias.” Pois bem. E, súbito, a menina começa um outro namoro. A rua inteira vaticinou: “Vai durar três dias.” O rapaz tinha uma singularidade: bebia café pelo pires. Eis o que eu queria dizer: da noite para o dia a menina mudou.
     
    Quando o namorado despontava, lá adiante, ela começava a tiritar de humilde. Em vez de se esganiçar, como das outras vezes, falava baixo e doce. Era de uma docilidade absurda e inédita. O pai abria os braços para o céu: “O que é que há com a minha filha?” E, de fato, ninguém entendia que a mesma mulher pudesse ser uma víbora, uma lacraia para todo mundo e uma santa para aquele rapaz.
     
    Só muitos anos depois, vi tudo. É o homem certo que faz a grande mulher.
     
    A mulher tem diluído em seu sangue milênios de submissão, e quando o homem não a domina, ela passa a desprezá-lo. Não entro na minúcia de dizer em que lugar a mulher deve apanhar, mas sei que ela sente a nostalgia do homem das cavernas. Ai do homem que, no momento certo, não reage como um Brucutu."
  24. Gostei
    danilorf recebeu reputação de Marcão_Bsb em Como Ser Alpha?   
    Quer ser alpha? Nelson Rodrigues explica:
     
    "⁠Quando eu morava em Aldeia Campista (teria meus sete, oito anos) mudou-se para nossa rua uma mocinha que, já no segundo dia, era o escândalo de todo o bairro. Jeitosa de corpo e de rosto, tinha um gênio que Deus te livre. E nunca vi ninguém mudar tanto de namorado. Dois, três, por semana.
     
    Era como se namorasse para brigar. Xingava os rapazes, batia-lhes com o salto do sapato, um caso sério. Quando passava havia o cochicho pânico: “Namora de navalha na liga.” Certa vez, o pai, alto funcionário da Casa da Moeda, passou-lhe um sermão: “Minha filha, não se humilha um homem.” Desta vez, a menina chorou. Respondeu assoando-se no lencinho: “É esse meu gênio, papai. Sou uma fera.”
     
    Ora, quando a própria mulher se reconhece uma fera, está tudo liquidado. O velho pai lavou as mãos; suspirou para a mulher: “Nenhum homem pode suportar minha filha por mais de três dias.” Pois bem. E, súbito, a menina começa um outro namoro. A rua inteira vaticinou: “Vai durar três dias.” O rapaz tinha uma singularidade: bebia café pelo pires. Eis o que eu queria dizer: da noite para o dia a menina mudou.
     
    Quando o namorado despontava, lá adiante, ela começava a tiritar de humilde. Em vez de se esganiçar, como das outras vezes, falava baixo e doce. Era de uma docilidade absurda e inédita. O pai abria os braços para o céu: “O que é que há com a minha filha?” E, de fato, ninguém entendia que a mesma mulher pudesse ser uma víbora, uma lacraia para todo mundo e uma santa para aquele rapaz.
     
    Só muitos anos depois, vi tudo. É o homem certo que faz a grande mulher.
     
    A mulher tem diluído em seu sangue milênios de submissão, e quando o homem não a domina, ela passa a desprezá-lo. Não entro na minúcia de dizer em que lugar a mulher deve apanhar, mas sei que ela sente a nostalgia do homem das cavernas. Ai do homem que, no momento certo, não reage como um Brucutu."
  25. Gostei
    danilorf recebeu reputação de pahe em Como Ser Alpha?   
    Quer ser alpha? Nelson Rodrigues explica:
     
    "⁠Quando eu morava em Aldeia Campista (teria meus sete, oito anos) mudou-se para nossa rua uma mocinha que, já no segundo dia, era o escândalo de todo o bairro. Jeitosa de corpo e de rosto, tinha um gênio que Deus te livre. E nunca vi ninguém mudar tanto de namorado. Dois, três, por semana.
     
    Era como se namorasse para brigar. Xingava os rapazes, batia-lhes com o salto do sapato, um caso sério. Quando passava havia o cochicho pânico: “Namora de navalha na liga.” Certa vez, o pai, alto funcionário da Casa da Moeda, passou-lhe um sermão: “Minha filha, não se humilha um homem.” Desta vez, a menina chorou. Respondeu assoando-se no lencinho: “É esse meu gênio, papai. Sou uma fera.”
     
    Ora, quando a própria mulher se reconhece uma fera, está tudo liquidado. O velho pai lavou as mãos; suspirou para a mulher: “Nenhum homem pode suportar minha filha por mais de três dias.” Pois bem. E, súbito, a menina começa um outro namoro. A rua inteira vaticinou: “Vai durar três dias.” O rapaz tinha uma singularidade: bebia café pelo pires. Eis o que eu queria dizer: da noite para o dia a menina mudou.
     
    Quando o namorado despontava, lá adiante, ela começava a tiritar de humilde. Em vez de se esganiçar, como das outras vezes, falava baixo e doce. Era de uma docilidade absurda e inédita. O pai abria os braços para o céu: “O que é que há com a minha filha?” E, de fato, ninguém entendia que a mesma mulher pudesse ser uma víbora, uma lacraia para todo mundo e uma santa para aquele rapaz.
     
    Só muitos anos depois, vi tudo. É o homem certo que faz a grande mulher.
     
    A mulher tem diluído em seu sangue milênios de submissão, e quando o homem não a domina, ela passa a desprezá-lo. Não entro na minúcia de dizer em que lugar a mulher deve apanhar, mas sei que ela sente a nostalgia do homem das cavernas. Ai do homem que, no momento certo, não reage como um Brucutu."
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