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Você provavelmente já leu em fóruns ou grupos de esteroides sobre o termo blast and cruise que nada mais é do que uma maneira de usar esteroides anabolizantes, sem interromper o uso.

Sim, exatamente o que você leu.

Blast and cruise ou simplesmente “BC” é uma maneira de manter um ciclo de forma contínua, durante o ano inteiro (e além).

Mas isto é feito usando fases específicas onde a quantidade e dosagem das drogas variam para preservar o máximo a saúde e minimizar os riscos.

Como funciona um blast and cruise

Blast and cruise é um termo (na verdade, uma gíria) para descrever as duas fases deste método de “ciclar” esteroides.

blast and cruise

Durante a fase conhecida como blast, eleva-se a dosagem e/ou variedade dos esteroides anabolizantes por um período breve, mas severo (dai a palavra “blast”, que traduzindo de forma literal ficaria algo como “explodir”).

Um blast geralmente é feito com um objetivo claro em mente, como evitar perda de massa muscular durante uma preparação ou para adquirir massa muscular entre um campeonato e outro.

Exemplo de protocolo B&C na prática:

Blast

  • 600mg de cipionato de testosterona por 8 semanas;
  • 600mg de decaonato de nandrolona por 8 semanas;
  • 30mg de dianabol nas 3 primeiras semanas;

Cruise

  • 150~200mg de cipionato de testosterona por 8 semanas ou pelo tempo que for necessário para permitir que taxas com colesterol voltem ao normal.

Lembrando que isto é apenas um exemplo para mostrar como o protocolo funciona (e não uma recomendação).

Tempo de duração de cada fase

Não existe um período fixo para se manter em blast ou cruise.

Contudo após cerca de 8 semanas usando altas doses de hormônios, é possível que a eficácia dos andrógenos diminua por conta de estagnação.

Então não vale a pena continuar usando altas doses hormonais, mas também pode ser deletério (em termos de estética) parar totalmente o uso de hormônios e acabar perdendo ganhos.

Então, assim que o blast acaba, inicia-se o cruise.

Durante o cruise diminui-se todas as dosagens e variedade de drogas com o propósito de diminuir os efeitos deletérios do blast.

Isto geralmente é feito mantendo apenas um esteroide anabolizante, como testosterona, e apenas para evitar crash hormonal, perda de massa muscular e vários outros efeitos colaterais que poderiam ser ocasionados pela oscilação de simplesmente cortar todos os hormônios de uma só vez.

Assim que o atleta se recupera durante o cruise, que pode durar o quanto for necessário, outro blast se inicia.

E assim o atleta ou usuário recreativo fica sob o efeito de esteroides de forma ininterrupta.

Resumindo:

  • O blast é um ciclo enquanto o cruise é uma ponte entre cada ciclo;
  • Cruise é usado para a manutenção dos ganhos adquiridos e permitir que o corpo se recupere até o próximo blast.

Simples assim.

Benefícios

1 – Não há necessidade de realizar terapia pós-ciclo

Entenda.

Quando um indivíduo realiza um “ciclo” de esteroides anabolizantes, a produção natural de testosterona é interrompida e só tende a voltar um tempo depois do término do uso de esteroides.

Mesmo realizando a devida TPC, não há como evitar a montanha russa hormonal enquanto a produção natural de testosterona não volta ao normal.

Isto poderá causar inúmeros efeitos indesejados com:

Quando o uso de esteroides é mantido, como no blast and cruise, não há este crash hormonal e o usuário acaba, ironicamente, por ter menos efeitos colaterais no curto prazo.

2 – Ganhos constantes

Como o uso de esteroides nunca para, mais os ganhos do blast serão mantidos e isso gerará um efeito cumulativo conforme novos blasts e cruises ocorrem.

Em um ciclo tradicional, por mais que a TPC seja perfeita, sempre haverá perda de massa muscular.

Simplesmente não é possível manter a maior parte dos ganhos que só foi possível obter, em primeiro lugar, por conta dos níveis andrógenos elevados.

Então, neste quesito e levando apenas os ganhos em consideração, manter-se em BC é muito mais produtivo.

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais de manter o corpo neste protocolo poderão depender de inúmeros fatores.

Antes de qualquer coisa, precisamos ter em mente que é extremamente difícil manter a saúde quando estamos falando em usar doses supra fisiológicas de hormônios anabólicos.

Isso é ainda maior quando o controle dos efeitos colaterais não são devidamente monitorados por exames médicos.

A genética, drogas, dosagens e tempo de duração (especialmente dos blasts), também influenciarão diretamente nos efeitos colaterais e saúde ao ficar em blast & cruise.

Além disso, ficar mais tempo usando esteroides anabolizantes vai afetar a fertilidade e níveis naturais de testosterona de forma mais agressiva do que em ciclos tradicionais.

Mesmo sendo possível reverter o eixo HPT através de drogas como tamoxifeno, clomifeno, HCG e inibidores de aromatase, isso é algo a ser levado em consideração, pois a recuperação poderá demorar mais e há uma pequena chance dela nunca voltar ao normal.

Contudo se formos comparar um usuário de esteroides que faz ciclos de forma sucessiva, sem se importar com oscilação hormonal, eixo HPT e coisas do tipo, entre fazer um ciclo atrás de ciclo e se manter em blast and cruise, a segundo opção acaba sendo mais segura.

É por isso que ela é usada por praticamente todos os atletas.

Mas nada disso significa que ela é totalmente segura, mas, sim, menos nociva para o corpo. Que fique claro isso.

“Cruise eterno”

Na tentativa de diminuir os efeitos nocivos do blast, muitos usuários de esteroides optam por fazer algo chamado cruise eterno.

Que nada mais é do que manter uma dose baixa de esteroides anabolizantes por um tempo indefinido.

Fazendo um cruise eterno, usando doses baixas de esteroides, é possível evitar boa parte dos efeitos colaterais dos blasts.

Mas ainda haverão efeitos colaterais.

É preciso ter em mente que quando hormônios estão acima dos níveis naturais, sempre haverá um risco e incidência maior de problemas.

Porém se todas as medidas de precaução forem usadas, como acompanhamento médico e realização de checkups regulares, realmente é possível manter um cruise com relativa segurança por muito mais tempo.

Conclusão

Blast and cruise é uma estratégia usada para diminuir os riscos dos esteroides anabolizantes quando usados de forma constante.

Mas nada disso significa que a estratégia é completamente segura.

Esta estratégia é usada por atletas com um propósito muito específico em mente (ganhar campeonatos) e feita com todas as cautelas possíveis.

Em outras palavras, blast and cruise é um protocolo competitivo para usar esteroides com uma estratégica em mente e colocando os riscos na balança.

Um usuário recreativo, sem supervisão, terá pouca sorte usando esta estratégia apenas por estética e poderá se sujeitar a vários riscos desnecessários.

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2 Comentários

  1. Dr. João Batista Responda

    Referente ao cruise, a produção natural continuara suprimida certo? Manter a próstata inativa por longos períodos não podem gerar problemas para o restabelecimento da produção natural ou a própria fertilidade posteriormente?

    • Sim. Se não for o principal, podemos considerar ser um dos principais problemas. A produção natural ficará suprimida a todo tempo, já que a testosterona que terá em seu corpo será exógena, ou seja, de “fora” e com isso, diretamente, sua fertilidade poderá ser afetada. Devemos lembrar que 99% dos atletas fazem o B.C. e tiveram filhos como o Bruno Moraes. Quando algum paciente decide entrar nesse sistema de “viver”, alerto em dizer ser um caminho sem volta. Além disso, é uma área muito estudada, porém, escassa, até então, de estudos.

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