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A remada alta (ou remada em pé), é um exercício lendário que vem sendo usado desde a era do Arnold Schwarzenegger.

Geralmente fazemos a remada alta segurando uma barra reta com uma pegada próxima e então elevamos a carga até a altura do pescoço.

É um exercício que atinge principalmente a cabeça lateral do deltoide, gerando densidade e largura aos ombros.

Porém também recruta outros grupos musculares (que veremos no texto).

A segurança do exercício remada alta é algo muito polêmico no mundo da musculação, já que o exercício tem a reputação de ser perigoso.

Alguns profissionais vão ainda mais longe dizendo que remada em pé deve ser abolido completamente da musculação já que produz uma quantidade de estresse significativa nas articulações dos ombros.

É compreensível.

Os ombros são um conjunto de tendões, ligamentos e músculos mais vulneráveis a lesões quando comparados com outras articulações do corpo.

Isto piora se você não for cuidadoso com a execução e quais exercícios são usados no treino de ombros.

Enfim, neste texto veremos tudo o que você precisa saber sobre a remada alta, seus benefícios, perigos e como tirar proveito desse exercício com o máximo de segurança possível.

Músculos trabalhados na remada em pé

A remada alta é um exercício que recruta vários músculos e a ênfase em cada um pode mudar de acordo com a variação do exercício e largura da pegada.

Todavia os principais músculos recrutados na maioria das variações sempre serão cabeça lateral do deltoide e trapézio.

músculos trabalhados na remada alta

Benefícios da remada alta

1 – Ombros largos

Apesar de não ser tão importante quanto o desenvolvimento, a remada alta é um ótimo exercício para aumentar a densidade e qualidade muscular na região dos ombros, especificamente na cabeça lateral do deltoide.

A cabeça lateral é a mais importante quando o objetivo é gerar largura aos ombros (e quem não quer ombros mais largos ?).

2 – Desenvolvimento do trapézio

Trapézio é um grupo muscular com poucos exercícios e teimoso para se desenvolver.

A maioria das pessoas já empregam o encolhimento no treino, sem sucesso.

A remada alta é uma arma extra que pode ser usada para gerar estímulos diferentes.

3 – Mais performance em outros exercícios compostos

A remada alta trabalha músculos que são usados em vários outros exercícios compostos, como desenvolvimento militar, tornando-o em um ótimo exercício de suporte.

E quanto aos perigos ?

A remada alta tem uma péssima reputação em ser um exercício destruidor de ombros.

Mas os seus perigos estão diretamente ligados a quem está fazendo o exercício e como ele está sendo executado.

Arnold fazendo remada alta

Se você é uma daquelas pessoas que enchem a barra de peso, usam impulso para subir a carga e elevam os cotovelos até a orelha, é bem provável que você esteja pedindo para lesionar os ombros com esse exercício.

Fazer remada alta dessa forma, especialmente usando uma barra reta, coloca os ombros em uma posição extremamente delicada, algo que pode causar lesões graves no manguito rotador.

As chances são ainda maiores se você já tiver problemas articulares (muitas vezes sem nem mesmo saber).

E por favor, isso não é algo que deve ser levado na brincadeira.

Você pode estar bem neste momento e ignorar a advertência.

Mas sempre tenha em mente que uma lesão no ombro pode impedir você de treinar inúmeros grupos musculares por tempo indefinido e gerar perda de massa muscular.

Em casos mais graves, pode ocorrer dor crônica e ser necessário intervenção cirúrgica apenas para que você consiga ter uma vida normal.

Levando tudo isso em consideração, é melhor excluir a remada alta de vez, apenas por segurança ?

Depende.

Logo de cara, e para a infelicidade de alguns, se existe qualquer tipo de desconforto nas articulações ao fazer o movimento da remada alta, isto é um forte indicativo de que você deve excluir o exercício do treino, ao menos por enquanto.

Nenhum exercício deve causar dos nas articulações. Se há dor, há problema.

No caso da remada é ainda pior, pois ortopedistas costumam usar exatamente o mesmo padrão de movimento como forma exame para descobrir problemas.

Em outras palavras, se você sente algum tipo de dor ao fazer remada alta, é possível que algum problema já esteja acontecendo na articulação.

Resumindo: sente algum tipo de dor articular ao fazer o exercício ? Não insista até que a dor desapareça e/ou procure ajuda profissional.

Caso você não sinta dores e não tenha problemas ao realizar o movimento da remada alta, ainda é recomendável tomar precauções extras para evitar problemas e ter uma vida longa na musculação.

Como executar a remada alta da maneira correta e segura

Primeiramente, é recomendável evitar o uso de barras, muito menos no smith.

Quando realizamos a remada alta com barra, nossas mãos ficam fixas forçando os ombros a rotacionarem mais para que o movimento seja completado.

Ao usar halteres, por exemplo, nossas mãos ficam livres permitindo inúmeros “micro” ajustes para que o movimento fique mais natural, gerando menos estresses às articulações.

Com isto fora do caminho, o próximo passo é evitar que os cotovelos ultrapassem a linha dos ombros.

A partir do momento que os cotovelos sobem além desse nível, o estresse aumenta de forma significativa e sem necessariamente trazer benefícios extras.

Outra dica importante é levantar a carga próximo do corpo e nunca usar impulsos.

Impulsos = impacto. Maior impacto = maior o estresse.

Resumindo como executar a remada alta de maneira correta:

  1. Não use barras. Use halteres ou corda na polia;
  2. Evite que os cotovelos ultrapassem a linha dos ombros;
  3. Levante a carga próximo ao corpo e não use impulsos.

execução correta da remada alta

É válido lembrar que você verá pessoas fazendo remada alta de todas as formas possíveis, e muitas vezes ignorando o que foi proposto aqui.

Dependendo da mobilidade e saúde da articulação de um praticante, o mesmo poderá fazer o exercício com maior amplitude e usando barra, sem qualquer problema.

Mas isto não é regra e é algo extremamente individual.

Não é possível analisar cada caso através de um texto, como ocorre aqui, porém é possível recomendar uma maneira que seja segura para todos.

Portanto leve isto em consideração e evite utilizar atletas de alto rendimento como ponto de referência para boa execução, pois o que pode ser bom para eles, pode ser péssimo para você.

Palavras finais

Remada alta é um bom exercício para deltoide e trapézio, mas está longe de ser um movimento essencial como desenvolvimento.

Se você se sente confortável ao fazê-lo e está obtendo um bom progresso, ótimo! Não há porque parar.

Apenas tenha cuidado extra com a execução para ter uma vida longa de treino e resultados.

E caso você não possa realizar este exercício, pois sente dores, não fique desanimado.

Como já dito, este movimento não é crítico e você pode compensar sua falta aumentando o volume do treino ou adicionando um exercício extra.

Este texto ajudou você ?

6 Comentários

  1. A mecanica do exercico já é estranha, onde você já viu alguém fazer um movimento desses no cotidiano? Vários especialistas tacam o pau nesse exercício, e há diversas alternativas a ele. Levantar só até alinhar os cotovelos com os ombros só diminuem a amplitude, mas a rotação interna continua.

  2. Texto interessante. Do meu ponto de vista, o problema da remada alta é a carga: a maioria das pessoas não sabe qual é o próprio limite. Como as articulações dos ombros são mais propensas às lesões (como está explicado no texto), o excesso de carga criou o mito da remada alta ser um exercício perigoso.
    Eu alterno o desenvolvimento com a remada alta e estou gostando dos resultados.

  3. Esse fds mesmo comecei a sentir dores no ombro, por estar aumentando carga, graças ao artigo aqui comecei a reparar na postura errada dos meus braços !
    Poste mais sobre exercícios !!!!!
    VALEU !!!!

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