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Oxandrolona é conhecida por ser um dos esteroides anabolizantes com menos efeitos colaterais, porém eles ainda existem e necessitam de atenção para não causar problemas mais graves no futuro.

Neste texto veremos quais são os efeitos adversos mais comum em um ciclo com oxandrolona e como evitá-los, quando possível.

Se você não sabe o que é oxandrolona ou como costuma ser um ciclo, visite nosso guia aqui (o link abrirá em outra janela para leitura posterior).

Perda de cabelo

  • Oxandrolona vai causar perda de cabelo em pessoas predispostas; o grau da perda dependerá diretamente da dosagem e duração do ciclo.
  • Não há dosagem “segura”, quando você lida com hormônios baseados em DHT – como é o caso da oxandrolona -, pessoas com o gene da calvície sempre perceberão um aumento na queda, mesmo que ele seja visivelmente imperceptível em alguns raros casos.

Oxandrolona é um esteroide derivado do hormônio DHT, justamente o hormônio capaz de fazer uma ligação com os receptores presentes no couro cabeludo.

Quando o DHT faz uma ligação com o receptor no couro cabeludo, pode ocorrer a morte prematura do fólico capilar – da raiz do cabelo -, gerando a perda definitiva do mesmo.

Logo, um dos efeitos colaterais da oxandrolona é a perda de cabelo.

Porém este efeito ocorrerá apenas em pessoas que já possuam predisposição a perder cabelo, ou seja, a droga apenas acelerará um processo que já iria ocorrer de qualquer forma, porém mais tarde na vida.

Em pessoas predispostas, a perda costuma ser dose-dependente – quanto maior a dose e maior a exposição à droga, maior a perda.

Infelizmente, no caso da perda de cabelo, não há uma “dose universal segura”.

Se você tem genética para perder cabelo, qualquer esteroide que se transforme ou seja derivado do DHT, causará perda de cabelo em algum nível.

Supressão da produção natural de testosterona

  • Oxandrolona é uma das drogas menos supressoras da testosterona, mas isto só ocorre em ciclos usando dosagens muito baixas (20mg para homens).

Oxandrolona é uma das drogas mais brandas no que diz respeito a supressão do eixo hormonal, porém ela  ainda ocorre e é dose-dependente.

Contudo, diferente de outras drogas, que mesmo em doses baixas poderão causar grande supressão, é possível usar oxandrolona em doses baixas (~20mg) sem se preocupar.

Há evidências (1), inclusive, de que após o termino do uso, poderá haver uma espécie de efeito rebote onde a testosterona poderá ser aumentada.

Todavia a baixa supressão é dose-dependente.

A partir dos 20mg (uma dosagem baixa para homens) e acima, você estará vulnerável à diminuição da testosterona.

Dependendo da dosagem usada e tempo de ciclo, poderá ser necessário realizar a devida TPC.

Acne

  • Oxan pode causar acne por ser um hormônio derivado do DHT, mas a incidência é menor quando comparado com outros hormônios.
  • Somente pessoas predispostas a ter o problema poderão perceber uma piora no quadro.

Como todo hormônio derivado ou que se transforma em DHT, a oxandrolona pode causar acne em pessoas predispostas.

O efeito é muito menor que outras drogas, pois há menos DHT envolvido, porém o aumento poderá ser o suficiente para pessoas predispostas perceberem uma piora no quadro.

Veja, quando os níveis de DHT aumentam no organismo, nossas glândulas sebáceas na pele começam a produzir mais óleo (isso foi uma explicação mais do que rasa e simplista).

Isto, por sua vez, aumenta a chance de bloquear os poros da pele e gerar o ambiente perfeito para a inflamação e as bactérias que causam ACNE se proliferarem.

Como algumas pessoas possuem uma genética onde os poros poderão serem obstruídos mais facilmente e/ou têm glândulas sebáceas que produzem mais oleosidade, qualquer droga que aumente a produção de óleo, pode causar acne.

Dislipidemia

  • Oxandrolona pode afetar os níveis de lipídeos no sangue, mas de forma mais branda que outros esteroides orais.
  • Pessoas que já possuem problemas com colesterol, deverão ficar longe de oxandrolona (de qualquer droga).

Qualquer esteroide anabolizante causa dislipidemia (alteração nos níveis de colesterol/lipídeos no sangue), com a oxandrolona não seria diferente, principalmente por ser um esteroide oral.

O fígado é o principal órgão do corpo responsável por controlar os níveis de colesterol no sangue.

Quando usamos uma droga oral, ela precisa ser metabolizada justamente pelo fígado, que já está ocupado fazendo coisas “mais importantes”, o que gera estresse adicional.

Portanto não é de se surpreender que basicamente todas as drogas orais causem mais dislipidemia que injetáveis.

Porém a ocorrência é mais branda com a oxandrolona e dificilmente será um problema para pessoas saudáveis fazendo ciclos comuns de 6 semanas com dosagens aceitáveis.

O mesmo não vale para pessoas com sobrepeso e hábitos ruins. Infelizmente, uma boa parcela do público que buscam oxan.

Logo, se você já possui problemas nos níveis de colesterol e gordura (HDL,LDL, triglicerídeos), oxandrolona não é uma opção.

Estresse hepático

  • Oxandrolona causa estresse hepático, como todas as drogas orais, mas em menor grau do que a maioria das outras drogas.
  • Um ciclo dificilmente causará problemas em pessoas saudáveis (e que possuam hábitos saudáveis).

Oxandrolona é uma droga que precisa ser primeiro metabolizada pelo fígado para então entrar na corrente sanguínea e gerar os efeitos esperados.

Esse processo de metabolização gera uma carga maior de trabalho ao órgão e pode gerar estresse.

Porém o estresse hepático gerado pela oxan é muito menor do que outras drogas orais.

Um ciclo de seis semanas dificilmente causará qualquer mudança duradoura nas funções hepáticas em pessoas saudáveis, mesmo em doses altas (~100mg).

Todavia é válido reforçar que estamos falando de pessoas saudáveis, com exames de sangue em dia e que não tenham outros hábitos que também estressem o fígado, como uso de outras drogas orais (sejam outros esteroides, drogas ilícitas ou drogas para doenças crônicas) e principalmente álcool.

Basicamente, se você quer fizer um ciclo com oxandrolona, é preciso estar com os marcadores de saúde TGO/TPG, Gama GT e bilirrubinas em dia, além de evitar outros hábitos nocivos antes, durante e após o ciclo.

Ginecomastia

  • Oxan não se converte em estrogênio, logo, não causa ginecomastia, porém a supressão do eixo gerada por doses elevadas do hormônio poderão causar oscilação hormonal e indiretamente causar o problema.

Oxandrolona não causa ginecomastia diretamente, pois não é convertida em estrogênio através da aromatização, como ocorre com outros hormônios como a testosterona.

Porém se você entrar em um ciclo com dosagens altas ao ponto de suprimir seu eixo hormonal e não tomar as medidas adequadas para remediar o problema, a oscilação hormonal poderá causar ou facilitar o problema em pessoas predispostas.

Logo, em uma situação normal, e de forma prática, ginecomastia não costuma ser uma preocupação em ciclos com oxandrolona.

Somente quando há total negligência em usar doses elevadas, sem conhecimento e os devidos cuidados após o uso.

Efeitos colaterais da oxandrolona em mulheres

Ao ciclar com oxandrolona, mulheres também poderão gerar estresse no fígado, gerar dislipidemia, ter acne e até perder de cabelo, como foi listado acima, afinal, a maioria dos mecanismos de ação da droga não diferem por conta do sexo do usuário.

Porém mulheres poderão sofrer com colaterais adicionais e exclusivos, como é o caso da virilização.

Virilização se refere basicamente à obtenção de traços masculinos como crescimento de pelos, alteração na voz e modificação da linha do maxilar. Além disso, pode ocorrer o aumento do clitóris.

Mesmo com a oxandrolona sendo a droga preferida das mulheres (mais sobre isso aqui),  em mulheres mais sensíveis e em doses mais altas, também poderá haver virilização.

Bibliografia usada

  1. The effects of oxandrolone on the growth hormone and gonadal axes in boys with constitutional delay of growth and puberty. Clin Endocrinol (Oxf). 1993 Apr;38(4):393-8.

 

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