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Ciclo De Cori E Ciclo Glicose-Alanina.

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Postado
  • Este é um post popular.

Pesquisa realizada para uma apresentação de bioquímica da nutrição. Aqui estarei atualizando todo o material que fará parte da apresentação.

Galera, a gente já discutiu muito sobre no tópico "noções básicas de fisiologia do exercício" sobre como ATP é gerado e, na falta de oxigênio, sobre o acumulo de lactato. Pretendo aqui, então, levar isso à outro nível, retomando parte das informações, acrescentando outras, e unindo tudo isso à bioquímica propriamente dita.

Não é fácil. Mas não tá fácil pra ninguém.

O Ciclo de Cori.

glic%C3%B3lise.jpg

O Ciclo de Cori, ou Sistema Lactato, ocorre com a quebra incompleta da Glicose na falta de oxigênio para que os 2 piruvatos resultantes entrem na mitocôndria. A priori, o que se usa para a atividade é o glicogênio muscular (e você já deve saber disso). A glicose circulante não é o objetivo, mas quando a razão entre consumo:utilização de oxigênio não atinge um perfeito equilíbrio, há produção de lactato para geração rápida de ATP. Só que o ATP produzido é muito pouco, então a eficiência do processo não está em "quantidade", e sim em "velocidade".

cori.jpg
A glicólise que ocorre no MÚSCULO consome NADH e produz NAD+ e Piruvato. O ciclo de Cori faz com que os Hidrogênios e o Piruvato que não puderam entrar na mitocôndria se juntem formando Lactato dentro do músculo. Esse lactato cai na corrente sanguínea e vai para o fígado. No fígado o NAD+ produzido pela própria Glicólise retoma esses Hidrogênios e converte o Lactato novamente à Piruvato. O NAD+H que é restabelecido voltará para a glicolise e o piruvato é convertido em glicose novamente (gliconeogênese).
Uma coisa que todo mundo deverá entender é: o ciclo de cori acontece o tempo inteiro, mas em pequeníssima quantidade. Você só o sente quando o lactato produzido no ciclo começa a se acumular, e isso varia de pessoa/pessoa e nível de atividade.
E por que acumula?
Quando a gente produz lactato na mesma velocidade que a gente oxida ele, nada é sentido.
Então vamos voltar ao glicogênio. A quebra dele fornece os fosfatos necessários para fosforilar o ADP em ATP, e o ATP é o que usamos. O próprio glicogênio, nessa questão, é originado da glicólise anaeróbica (do lactato que virou glicose na reação anterior, ou na corrida anterior, na série anterior, whatever). E aí o glicogênio é utilizado. Quebra de glicose libera NADH+H, que precisa de Oxigênio para que os Hidrogênios que ela segura sejam enviados pela membrana da crista mitocondrial (cadeia fosforilativa, lembra?) através de citocromos, ubiquinonas até uma ATPase, que fará a conversão disso em ATP.
Beleza, mas se não tem oxigênio, ou a mitocôndria ainda não ta preparada para utilizar todo o piruvato eficientemente?
Aí o processo é cortado logo no final da Glicólise.
Lembra da produção de NADH+ da glicólise? Se esses hidrogênios não podem ir para a cadeia fosforilativa na mitocôndria, é o piruvato que agrega eles à sua molécula. PIRUVATO COM MAIS 2 HIDROGÊNIOS É IGUAL AO LACTATO. Vou repetir isso quantas vezes forem precisas.
Se você entendeu isso, agora eu vou complicar um pouco mais. Se não entendeu, volte e leia tudo de novo.
615cascade.gif
A atividade muscular depende de epinefrina, aquela catecolamina produzida pela medula-adrenal. Ela se conecta aos receptores da árvore terminal da fibra muscular. A norepinefrina ativa a adenil-ciclase a começar uma reação complexa pra burro da via do AMPc (AMP-cíclico). Essa reação termina com glicose-1-fosfato sendo liberada do polímero de glicogênio e formando glicose-6-fosfato, é que a glicose que o músculo efetivamente utiliza para formar Piruvato.
biocelof39.jpg
Essa é a Glicólise. Simples, não?
615coricycle.gif
Isso é "a vida como ela é". Vou explicar passo à passo.
A Glicogenólise (2) (quebra de glicogenio) é estimulada pela epinefrina ou glucagon (1) para produzir Glicose-6-fosfato (primeiro composto da glicólise). Na falta de oxigênio o Ciclo de Krebs nem a cadeia fosforilativa podem receber os Hidrogênios produzidos durante a glicólise, então eles são unidos ao piruvato e formam ácido láctico (4). Esse ácido se difunde na corrente sanguínea (5), e provocam acidez, que precisa ser tamponada com liberação de Bicarbonato, pois se o pH sanguíneo cai, você vomita no meio do seu treino. No fígado o lactato é transformado em Piruvato novamente e entra no Ciclo de Krebs (7) para gerar ATP (Caso você esteja no descanso entre as séries) ou então regride a glicólise (8) voltando a ser uma glicose-6 fosfato, que é defosforilada pela glicose-6-fosfatase (que só o fígado tem) e liberada no sangue como Glicose livre. Quando a glicose retorna ao músculo, ela pode voltar para os estoques de glicogênio (10).
O saldo da Glicólise em si são 2 ATPs, o que não é nada. Mas no ciclo de cori, o Lactato pode produzir fosfatos inorgânicos para restabelecimento rápido do ADP em ATP através da Creatina-fosfato.
Por que arde?
Ao contrário do que pensamos, não é por causa do Lactato que vai pro sangue. E sim por causa do acetato produzido antes do ciclo de Krebs efetivamente começar. O Acetato é a molécula de 2 carbonos que deriva do Piruvato e se junta à coenzima-A para formar o Acetil-CoA. Como o Ciclo de Krebs não pode continuar, o acetato é que se acumula, tornando o exercício sadomasoquismo.
Ciclo da Alanina.
Acredite, o pior já passou.
O ciclo da Glicose-Alanina é muito mais simples. Baseia-se na transaminação da Alanina, que ao perder seu grupo Amino, fica com a exata mesma molécula do Piruvato.
A sequência de reações acontece no fígado, aonde a enzima Alanina-Aminotransferase (TGP) remove o grupo Amino da alanina, e o transfere para o alfa-cetoglutarato, formando Glutamato, que transporta isso em forma de Amônia pelo sangue. A alanina transaminada passa a ser um Piruvato, que segue para o ciclo de Krebs normalmente. O glutamato vai para o ciclo de ureia, aonde a amônia é eliminada pela urina.
glucose-alanine-cycle.jpg
Assim que montar os Slides passo para vocês opinarem.
E aí, perguntas sobre metabolismo? to com o xerox do livro do McArdle de fisiologia do exercício aqui, e estou para receber meu livro de Bioquímica.
Postado

por enquanto só conheço o ciclo de krebs, o de cori ainda não vi nada, mas mesmo assim, vou ler agora esse material...

lourensini eu te amo :heart:

edit: TUDO USA ATP

PUTA QUE PARIU

Editado por saintgraal

Postado
  • Autor

Saint, o ciclo de cori é uma coisa que odo mundo fala, mas não usa esse nome.

NO tópico sobre fisiologia do exercício que a gente debateu, a gente falava em lactato para lá e lactato para cá.

O post ficou complicado. Após fazer, já li umas 3 vezes. Mas é assim mesmo.

Se alguém tem duvidas, tamo aí para discutir.

Postado

Então aquela dor que sentimos no final do exercício, aquela queimação, não é o lactato e sim o excesso de acetato que a mitocôndria não consegue utilizar?

Mas assim, para haver um excesso de acetato tem de haver um excesso de piruvato; e para haver um excesso de piruvato precisamos de um intenso trabalho na via da glicólise, mas o treinamento de musculação é um trabalho que tem como característica a respiração anaeróbia, então como há excesso de acetato nesse caso?

Postado

Então aquela dor que sentimos no final do exercício, aquela queimação, não é o lactato e sim o excesso de acetato que a mitocôndria não consegue utilizar?

Mas assim, para haver um excesso de acetato tem de haver um excesso de piruvato; e para haver um excesso de piruvato precisamos de um intenso trabalho na via da glicólise, mas o treinamento de musculação é um trabalho que tem como característica a respiração anaeróbia, então como há excesso de acetato nesse caso?

Via anaeróbica NADH não pode ser reoxidado a NAD+,não é ?

Pairou a duvida aqui também.

Postado

Via anaeróbica NADH não pode ser reoxidado a NAD+,não é ?

Pairou a duvida aqui também.

Sim, via anaeróbia é reoxidada através da fermentação láctica e alcoólica. As industrias usam bastante esse processo na fabricação de iogurte, pão e vinho.

Postado
  • Autor

Dones, o acetato deve acumular por que:

1-há muita mitocôndria trabalhando ao mesmo tempo, suponha que uma parcela considerável delas é que não consegue utilizar o O2 disponível.

2-há muita mitocôndria trabalhando ao mesmo tempo, suponha que uma parcela considerável delas está acumulando acetato, e o piruvato que está vindo logo atras é que tá virando lactato. Assim que mais O2 entrar, esses acetatos já entram como CoA no ciclo de Krebs.

3-se 2 segundos de descanso é o suficiente para dar clean no lactato sanguíneo, a explicação 1 e 2 fazem sentido.

  • 1 ano depois...
  • 2 semanas depois...

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