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[Tradução] Esteroides aumentam ou diminuem o risco de lesão?

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ESTEROIDES ANABOLIZANTES AUMENTAM OU DIMINUEM O RISCO DE LESÃO?

Tradução adaptada de artigo de Eric Helms

A ideia de que o uso de esteroides anabolizantes androgênicos (EAA/AAS) torna o atleta “à prova de lesões” não é sustentada pela literatura científica. Pelo contrário, o conjunto das evidências indica que o uso de AAS está associado a maior risco de ruptura tendínea, especialmente em tendões como o tríceps distal, o peitoral maior e o quadríceps. Mais do que uma simples associação, a força das evidências sugere que essa relação pode ser causal.

Segundo Eric Helms, o risco parece ser particularmente elevado em contextos de altas doses, uso de determinados compostos e, sobretudo, quando há empilhamento de múltiplas drogas. Nessas condições, ocorre um descompasso importante entre a rápida hipertrofia muscular induzida pelos AAS e a capacidade adaptativa dos tendões, que apresentam resposta estrutural mais lenta.

Esse desequilíbrio cria um ambiente biomecânico frágil: músculos mais fortes e volumosos passam a impor tensões elevadas sobre tendões cuja integridade estrutural está comprometida, aumentando a suscetibilidade a microlesões e rupturas completas. Assim, o ganho de força e massa muscular não vem acompanhado, na mesma proporção, de aumento da resistência tendínea.

Quando uma lesão ocorre em usuários de AAS, outro ponto crítico emerge: os tempos padrão de reabilitação, geralmente utilizados para atletas naturais, podem ser insuficientes. Isso ocorre porque o uso de esteroides está associado a alterações no metabolismo do colágeno, prejudicando tanto a remodelação quanto a cicatrização do tecido tendíneo. Como consequência, protocolos de reabilitação e retorno ao treino precisam considerar uma capacidade de recuperação reduzida, frequentemente exigindo progressões de carga mais conservadoras e períodos de recuperação mais longos.


ALTERAÇÕES ESTRUTURAIS E BIOMECÂNICAS DOS TENDÕES ASSOCIADAS AO USO DE AAS

Do ponto de vista fisiológico e estrutural, os esteroides anabolizantes promovem uma série de mudanças adversas nos tendões. A síntese de colágeno e o processo de cross-linking (ligações cruzadas entre fibras) tornam-se desorganizados, o que enfraquece a arquitetura tendínea. Paralelamente, há redução da atividade das metaloproteinases da matriz (como a MMP-2), enzimas fundamentais para a remodelação da matriz extracelular, levando a um tecido menos adaptável e mais rígido.

Outra alteração comum é o espessamento do paratendão, frequentemente acompanhado por fibrose e infiltração inflamatória, o que compromete ainda mais a função mecânica do tendão. Em termos biomecânicos, observa-se redução da elasticidade e aumento da rigidez, tornando o tendão menos capaz de absorver e dissipar energia durante movimentos de alta carga.

Além disso, a complacência tendínea — isto é, a capacidade de deformação elástica — encontra-se diminuída. Isso resulta em menor flexibilidade e menor capacidade de armazenamento de energia elástica, fatores que aumentam significativamente o risco de ruptura aguda, microdanos cumulativos e falhas estruturais sob estresse repetido.


CONCLUSÃO

Em resumo, embora os esteroides anabolizantes aumentem rapidamente a massa muscular e a força, eles não fortalecem os tendões na mesma proporção. Pelo contrário, alteram negativamente sua estrutura, biomecânica e capacidade de recuperação, criando um cenário no qual o risco de lesões tendíneas é maior — e a reabilitação, mais complexa e prolongada.

Postado
  • Autor
Em 15/01/2026 em 08:57, Doctor Manhattan disse:

Primeira vez q escuto isso, sempre ouvi ao contrario, musculo fica mais forte primeiro que o tendão.

pelo que entendi, além disso, há um enfraquecimento dos tendões

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