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Ensaios, Poesias, Odes, Elegias E Demais Manuscritos

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Postado

Ensaios, Poesias, Odes, Elegias e Demais Manuscritos

Prólogo

Literatura é trivialmente descrita como a arte da palavra.

O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.

Fernando Pessoa

O pensamento, expresso na escrita ou na oralidade, precede qualquer ato. Basta observar o Gênesis Bíblico. Deus, antes de criar formas e vidas em nosso planeta, recorreu ao verbo antes do ato. Eis uma prova do poder da palavra, já enunciado sutilmente nos escritos antigos.

No princípio criou Deus o céu e a terra.

E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.

E disse Deus: Haja luz; e houve luz.

E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.

E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.

E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas.

Gênesis

Introdução

Este tópico possui a finalidade de reunir excertos literários dos gostos de cada membro do fórum.

As fontes podem ser autores consagrados, mas o objetivo é a exposição da arte criada por cada um de nós. Exponham seus textos e poesias, antigas ou recentes, aos nossos companheiros.

Os ensaios poderão ser avaliados pelos seguidores do tópico.

Capítulos

Através de um prefácio moralizante e de uma breve introdução, este tópico será enriquecido com a sua criatividade.

Participem!

Editado por Flavio Gomes

Postado

"Não acredito em Deus porque nunca o vi.

Se ele quisesse que eu acreditasse nele,

Sem dúvida que viria falar comigo

E entraria pela minha porta dentro

Dizendo-me, Aqui estou!

[...]

Mas se Deus é as flores e as árvores

E os montes e sol e o luar,

Então acredito nele,

Então acredito nele a toda a hora,

E a minha vida é toda uma oração e uma missa,

E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.

Mas se Deus é as árvores e as flores

E os montes e o luar e o sol,

Para que lhe chamo eu Deus?

Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;

Porque, se ele se fez, para eu o ver,

Sol e luar e flores e árvores e montes,

Se ele me aparece como sendo árvores e montes

E luar e sol e flores,

É que ele quer que eu o conheça

Como árvores e montes e flores e luar e sol.

E por isso eu obedeço-lhe,

(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),

Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,

Como quem abre os olhos e vê,

E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,

E amo-o sem pensar nele,

E penso-o vendo e ouvindo,

E ando com ele a toda a hora."

completo:

https://www.mundovestibular.com.br/articles/617/2/POEMAS-COMPLETOS---Alberto-Caeiro-Heteronimo-de-Fernando-Pessoa-Resumo/Paacutegina2.html)

Curti a ideia do tópico. Certamente participarei bastante.

Postado

"Não acredito em Deus porque nunca o vi.

Se ele quisesse que eu acreditasse nele,

Sem dúvida que viria falar comigo

E entraria pela minha porta dentro

Dizendo-me, Aqui estou!

[...]

Mas se Deus é as flores e as árvores

E os montes e sol e o luar,

Então acredito nele,

Então acredito nele a toda a hora,

E a minha vida é toda uma oração e uma missa,

E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.

Mas se Deus é as árvores e as flores

E os montes e o luar e o sol,

Para que lhe chamo eu Deus?

Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;

Porque, se ele se fez, para eu o ver,

Sol e luar e flores e árvores e montes,

Se ele me aparece como sendo árvores e montes

E luar e sol e flores,

É que ele quer que eu o conheça

Como árvores e montes e flores e luar e sol.

E por isso eu obedeço-lhe,

(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),

Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,

Como quem abre os olhos e vê,

E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,

E amo-o sem pensar nele,

E penso-o vendo e ouvindo,

E ando com ele a toda a hora."

completo:
https://www.mundovestibular.com.br/articles/617/2/POEMAS-COMPLETOS---Alberto-Caeiro-Heteronimo-de-Fernando-Pessoa-Resumo/Paacutegina2.html)

Curti a ideia do tópico. Certamente participarei bastante.

Esse livro de poemas de Fernando Pessoa "O guardador de rebanhos" é muito bom. Bom livro pra se ter de cabeceira, ler a hora de dormir.

Eu gosto bastante das declamações que o Abujamra faz no final do seu programa, vou postar algumas:

1) Este é do livro O guardador de rebanhos, de Alberto Caeiro (Pessoa). É interessante a reinvenção que Alberto Caeiro faz de Cristo.

2) Borges. Este é um escrito bacana de quando Shakespeare chega ao céu e faz um pedido a Deus. É uma alusão aos julgamentos.

3) Mais uma de Borges, dessa vez na entrevista com uma atriz. Começa a 1:50 - "O sonho não deve passar de uma noite", o título.

Editado por dones

Postado

Carlos Drummond De Andradade - "O Homem, As Viagens"

O homem, bicho da terra tão pequeno

Chateia-se na terra

Lugar de muita miséria e pouca diversão,

Faz um foguete, uma cápsula, um módulo

Toca para a lua

Desce cauteloso na lua

Pisa na lua

Planta bandeirola na lua

Experimenta a lua

Coloniza a lua

Civiliza a lua

Humaniza a lua.

Lua humanizada: tão igual à terra.

O homem chateia-se na lua.

Vamos para marte - ordena a suas máquinas.

Elas obedecem, o homem desce em marte

Pisa em marte

Experimenta

Coloniza

Civiliza

Humaniza marte com engenho e arte.

Marte humanizado, que lugar quadrado.

Vamos a outra parte?

Claro - diz o engenho

Sofisticado e dócil.

Vamos a vênus.

O homem põe o pé em vênus,

Vê o visto - é isto?

Idem

Idem

Idem.

O homem funde a cuca se não for a júpiter

Proclamar justiça junto com injustiça

Repetir a fossa

Repetir o inquieto

Repetitório.

Outros planetas restam para outras colônias.

O espaço todo vira terra-a-terra.

O homem chega ao sol ou dá uma volta

Só para tever?

Não-vê que ele inventa

Roupa insiderável de viver no sol.

Põe o pé e:

Mas que chato é o sol, falso touro

Espanhol domado.

Restam outros sistemas fora

Do solar a col-

Onizar.

Ao acabarem todos

Só resta ao homem

(estará equipado?)

A dificílima dangerosíssima viagem

De si a si mesmo:

Pôr o pé no chão

Do seu coração

Experimentar

Colonizar

Civilizar

Humanizar

O homem

Descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas

A perene, insuspeitada alegria

De con-viver.

https://www.youtube.com/watch?v=4kB4Gw1KW44

Postado

Devo admitir, não esperava um tópico como este por aqui. E não que seja preconceito ou que eu pensasse que ninguém aqui gosta de coisas do tipo. E para ser sincero, é uma surpresa muito gratificante.

Vou deixar minha primeira contribuição.

* * *

“Agora já é tarde. Só reparo o tempo quando já passou. Sou um cego que vê muitas portas. Abro aquela que está mais perto. Não escolho, tropeço a mão no fecho. Minha vida não é um caminho. É uma pedra fechada à espera de ser areia. Vou entrando nos grãos do chão, devagarinho. Quando me quiserem enterrar já serei terra.”

Mia Couto, livro “Vozes Anoitecidas”

Postado

Devo admitir, não esperava um tópico como este por aqui. E não que seja preconceito ou que eu pensasse que ninguém aqui gosta de coisas do tipo. E para ser sincero, é uma surpresa muito gratificante.

Vou deixar minha primeira contribuição.

* * *

“Agora já é tarde. Só reparo o tempo quando já passou. Sou um cego que vê muitas portas. Abro aquela que está mais perto. Não escolho, tropeço a mão no fecho. Minha vida não é um caminho. É uma pedra fechada à espera de ser areia. Vou entrando nos grãos do chão, devagarinho. Quando me quiserem enterrar já serei terra.”

Mia Couto, livro “Vozes Anoitecidas”

Agrada-me imensamente o universalismo. Através desta característica, diferenciam-se os gênios dos efêmeros. O universalismo é a característica da obra literária em que a temática independe do espaço e do tempo, isto é, não possui prazo de validade.

Epígrafe

Murmúrio de água na clepsidra gotejante,

Lentas gotas de som no relógio da torre,

Fio de areia na ampulheta vigilante,

Leve sombra azulando a pedra do quadrante,

Assim se escoa a hora, assim se vive e morre…

Homem que fazes tu? Para quê tanta lida,

Tão doidas ambições, tanto ódio e tanta ameaça?

Procuremos somente a Beleza, que a vida

É um punhado infantil de areia ressequida,

Um som de água ou de bronze e uma sombra que passa…

Eugênio de Castro

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