Ir para conteúdo
Acessar app

Navegue melhor pelo fórum. Entenda.

Fórum Hipertrofia.org

Um aplicativo em tela cheia na sua tela inicial com notificações push, selos e muito mais.

Para instalar este aplicativo no iOS e iPadOS
  1. Toque no ícone Compartilhar no Safari
  2. Role o menu e toque em Adicionar à Tela de Início.
  3. Toque em Adicionar no canto superior direito.
Para instalar este aplicativo no Android
  1. Toque no menu de 3 pontos (⋮) no canto superior direito do navegador.
  2. Toque em Adicionar à tela inicial ou Instalar aplicativo.
  3. Confirme tocando em Instalar.

Classificação Dos Açucares

Posts Recomendados

Postado

Galera, compartilhando mais esse material com o fórum.

me desculpem se postei no lugar errado.

boa leitura! peace.

Introdução

Em alimentos, os carboidratos atuam basicamente como agentes de sabor (doçura)

agentes de escurecimento (reações das carbonilas provenientes dos carboidratos) e agentes formadores de goma, influindo na textura dos alimentos.

As propriedades dos açúcares estão diretamente relacionadas com a estrutura química deles e portanto é com base nelas que é possível escolher qual açúcar ou carboidrato será utilizado para a fabricação de um determinado alimento.

A indústria confeiteira e a indústria processadora de frutas utilizam as propriedades dos açúcares e as reações de escurecimento; a indústria de alimentos em geral emprega as propriedades do amido, sem as quais seria impossível a obtenção da textura desejada nos alimentos.

A bioquímica de carboidratos está bem desenvolvida, principalmente quanto à obtenção de amidos especiais que se destinam a fins industriais específicos.

Os carboidratos são os nutrientes mais largamente consumidos. Ou na forma de açucarados naturais como o mel e as frutas, de açucarados propriamente ditos como o açúcar comercial nas várias formas, de alimentos elaborados a base de açúcar, como geléias, doces, caramelos, balas, glacês; de alimentos elaborados com adição de açúcar como bombons, sorvetes, leite condensado, biscoitos, bolos, pudins e refrigerantes. Na forma de amiláceos são consumidos o arroz, o milho, a mandioca, a batata e ainda os amiláceos propriamente ditos como a maizena e as farinhas. Os alimentos elaborados com amido são as massas em geral, o pão, o macarrão, os biscoitos, a cerveja e os enlatados em geral.

Grupos de alimentos glucídicos – açucarados

1- Alimentos naturalmente açucarados:

Mel

Caldo de cana

Beterraba

Frutas

Batata doce

2- Alimentos açucarados propriamente ditos:

Açúcar cristal

Açúcar refinado

Açúcar "candy"

Açúcar demerara

Açúcar bruto

Melaço

Mel

Xarope de milho

Rapadura

Melado

3- Alimentos elaborados a base de açúcar:

Caldas (xarope)

Geléias

Doces em massa

Caramelos

Balas

Glacês

"Fondant"

"Mashmallow"

Frutas cristalizadas

4- Alimentos elaborados com adição de açúcar:

Bombons

Sorvetes

Compotas

Leite condensado

Biscoitos doces

Bolos

Pudins

Refrigerantes

Licores

Gelatina

Roscas e pães doces

Classificação dos Açucares

Monossacarídeos

Cm(H2O)n onde m = n.

Podem ter 3, 4, 5 ou 6 átomos de carbono. Se m = 3 são trioses como o gliceraldeído, o ácido acético e os metabólitos intermediários da glicólise como os componentes fosforilados e das vias "Embden - Meyerhof Parnas".

Se m = 4 são tetroses, m = 5, pentoses e m = 6, hexoses.

Glicose

É o açúcar básico também chamado de "grape sugar", açúcar de amido, xarope de milho e Dextrose (nome comercial). É natural na uva, 6,87%; na cereja, 6,49%; na couve, 2%; no melão, 2,56% e no alho, 2%.

A frutose ou levulose é natural da uva, 7,84%; cereja, 7,38%; maçã, 6%; pera 6,77% e melão, 3,54%, etc.

A fórmula conformacional, ou conformação no espaço da glicose pode ser vista na figura em anexo. O traço fino está no plano do papel. As letras ∝ e ß indicam a posição do grupo hidroxila pertencente ao carbono anomérico da glucopiranose.

A configuração para a glicose é cis, e para a ß é trans. A primeira reage instantaneamente com ácido bórico e a segunda após sofrer mutarrotação.

Um dos isômeros a ∝-D-glicopiranose é cristalino e se repetida a unidade dará o amido e o glicogênio. Outra forma a ß-D-glicopiranose é o açúcar encontrado em pigmentos de plantas e a unidade formadora da celulose.

FISHER mediu por ressonancia a configuração espacial da cadeia aberta. Resultou uma configuração em zig-zag devido aos ângulos de 109028', das ligações covalentes entre os carbonos contíguos.

Dissacarídeos

Fórmula geral: Cm (H2O)n onde n = m-1. Ao se unirem 2 monossacarídeos, perdem uma molécula de água. Então m =12 e n =11.

C12 H22 O11. Exemplos: maltose ( glicose + glicose)

A ligação hemiacetálica entre os Carbonos 1 e 4 é a ligação glicosídica ∝-1,4.

Lactose = glicose + galactose e ligação 1,4.

Sacarose = glicose + frutose e ligação 1,2.

A maltose é obtida por hidrólise do amido de cereais e tubérculos e é natural na uva,

2,2%.

A única fonte de lactose é o leite, 5%.

A sacarose é natural em pêssego, 7%; abricó, 5,8%; beterraba, 6,11%; cenoura, 4,2% e melão, 5,7%. É extraida da cana de açúcar, que pode conter de 14 a 24% de sacarose.

Açúcar redutor

Na natureza os mono e dissacarídeos aparecem na forma estável que é a forma de anel, porém, são potencialmente ativos. Se rompermos a ligação hemiacetálica por efeito de um álcali, por exemplo, o anél se rompe e a molécula fica aberta e com um grupamento redutor. Partindo da glicose: Assim a glicose é passível de reagir, ou capaz de ser oxidada.

A glicose aldeído tem as propriedades químicas e reações de um aldeído. Participa das reações de escurecimento não enzimático.

A glicose em alimentos alcalinos tem o anel rompido e reage.

Para produção de açúcar, a presença de glicose e frutose (redutores) no caldo não é desejada e sim, a sacarose.

Para produção de álcool é interessante a glicose porque a levedura ataca-a diretamente.

No caldo de cana o anel é fechado e é chamado de redutor (potencial). No caldo de frutas para geléia também.

A galactose também é redutora com 1 grupamento aldeídico e a frutose com 1 grupamento cetônico no C2.

São também açucares redutores a maltose e a lactose. Porém, a sacarose não tem

caráter de açúcar redutor porque os grupamentos aldeídicos do C1 da glicose e cetônico do C2 da

frutose estão bloqueados pela ligação glicosídica ∝-1,2 (ligação nos 2 carbonos anoméricos).

Precisa ser hidrolisada antes.

As propriedades do açúcar na forma redutora são diferentes das do açúcar na forma não redutora o que fará com que a utilização destes açúcares nos alimentos seja feita em função dessas propriedades. Veremos a seguir.

Para se determinar açúcares redutores presentes num determinado alimento ou em caldo de cana se utiliza a reação com solução de Fehling (tartarado cúprico alcalino). Promove-se o rompimento da cadeia com um álcali. O açúcar redutor reduz o íon cúprico a óxido cuproso dando um precipitado vermelho. A solução de Fehling (ácido tartárico + cupritartarato + NaOH = 9

tartarato cúprico alcalino) é colocada em bureta e a solução de açúcar é titulada até descoloração, usando azul de metileno como indicador. E o método de "Lane & Eynon".

Açúcar invertido

A hidrólise da sacarose é feita pela enzima frutofuranase que rompe a sacarose liberando uma glicose e uma frutose. O açúcar não redutor passa a redutor.

O nome invertido se deve a uma propriedade física dos açúcares.

Outros açúcares

A maioria dos açúcares é classificada como aldoses e cetoses devido à presença destes grupamentos na forma hemiacetálica ou livre. Além dessas formas temos: aminoaçúcares, deoxiaçúcares, açúcar acetilado, açúcar metilado, açúcar ácido, glicosídeos, açúcar anidro (ágar)

e açúcar álcool (sorbitol).

Oligossacarídeos

A partir de 2 ou 3 até 10 átomos de carbono. Exemplos: rafinose ( galactose + glicose

+ ß frutose) e estaquiose ( galactose + galactose + glicose + ß frutose).

Atualmente os químicos estão substituindo estes nomes por outros que revelem a estrutura.

Polissacarídeos

Carboidratos de fórmula geral [C6(H2O)5]n. Cada vez que 2 monossacarídeos se unem, há perda de uma molécula de água. Exemplos: amido, celulose (homopolissacarídeos). Pectinas e gomas (heteropolissacarídeos).

Pode-se completar a definição de carboidratos do item 3:

São polihidroxialdeídos e/ou polihidroxicetonas unidos por ligações hemiacetálicas ou ligações glicosídicas que possuem configuração tridimensional e quando ativos atuam como agentes redutores.

Adoçantes

Os adoçantes artificiais ou sintéticos são:

sacarina, com poder adoçante 306 vezes maior que a sacarose,

ciclamatos com poder adoçante 33,8 vezes maior que a sacarose.

Tanto a sacarina quanto o ciclamato, suscitam dúvidas quanto à permissão para uso pelos órgãos competentes, devido à presença de nitrogênio na molécula. Pesquisas vêm sendo feitas para se encontrar substitutos com posição mais próxima dos carboidratos, livres de nitrogênio.

Aspartame. No comércio, há o açúcar sintético produzido a partir de aminoácidos, o

aspartame, metabolizado como as proteínas; 200 vezes mais doce que a sacarose. Nome comercial é o "Equal".

Os adoçantes naturais são:

A stevia que fornece açúcar natural, 300 vezes mais doce do que o açúcar comum. É um glicosídeo com peso molecular semelhante, mas com poder adoçante maior.

O sorbitol que é um álcool derivado do açúcar, natural em maçãs, cerejas, ervilhas, etc., é usado como adoçante em produtos dietéticos e em refrigerantes como edulcorante.

O xilitol é outro exemplo; gomas de madeira hidrolisada com doçura semelhante à

sacarose. O peso molecular do xilitol é menor que o da sacarose = 140 em relação a 342, portanto fornece menos calorias.

O uso de açúcar como adoçante vai depender também da possibilidade de mistura como ingrediente no alimento. Os adoçantes artificiais podem ter também sabor amargo.

Quando a sacarina ou um adoçante natural é misturado como adoçante artificial em

formulação de bebidas, há perda de viscosidade que deve ser compensada com adição de um agente engrossante como uma goma comestível ou emulsificantes e estabilizantes sintéticos.

FONTES E REFERÊNCIAS

AGUIAR, E.; MORAES, I.R. de; LIMA, M.F.V. de. Estudos sobre o steviosídeo. Boletim da

Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia de Alimentos, v.21, n.2, p.121-33. 1987.

ALMEIDA-MURADIAN, L.B. de;.PENTEADO, M.D.V.C. Edulcorantes em alimentos - uma

revisão. Boletim da Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia de Alimentos, v.24,

n.1/2, p.1-11. 1990.

BIRCH, G.G. Structural relationships of sugar to taste. Critical Reviews in Food Science and

Nutrition, v.8, n.1, p.57-95. 1976.

BIRCH, G.G.; GREEN, L..F. Molecular structure and function of food carbohydrate. New

York: John Wiley, 1973. 308p.

GAVA, A.J. Os dietéticos, na bebidas de baixa caloria e o açúcar : o que fazer? Ponto de vista do

fabricante de refrigerantes. Alimentação, n.83, p.10-4. 1986.

GOLDONI, J. S. et al. Microbiologia de açúcar cristal distribuida no comércio. Brasil Açucareiro,

v.99, n.5, p.49-53. 1982.

GRISWOLD, R. Cristalização nas balas e sobremesas geladas. In: GRISWOLD, R. Estudo

experimental dos alimentos. São Paulo: Ed. USP, 1972. p. 371-98.

JUNK, W.R.; PANCOAST, H.M. Handbook of sugars for processors chemists and

technologists. Westport: AVI Publ., 1973. 327p.

KRACHER, F. Xylitol: importance, action, application. S.1.p., Roche Information Service , 1975.

24p.

LOPES, C.H. Influência da umidade atmosférica na umidade do açúcar. Brasil Açucareiro, v.98,

n.6, p.17-20. 1981.

26

MARESCHI, J.P.; MAGRIOLA, C.; FRANK, A. The nutritional justification for the use of sweetners

in food. Belgian Journal of Food Chemistry and Biotechonology, v.42, n.2, p.47-53. 1987.

MELO, R.C. de. Determinação de açúcar redutor em presença de sacarose. Brasil Açucareiro.

Rio de Janeiro, v.99, n.3, p.26-31. 1982.

MOSQUIM, M.C.A. Fabricando sorvetes com qualidade. Fonte Comunicação e Editora. São

Paulo, 120p. 1999.

PESSINE, F.T.B.; YOKOTA, F. Variação sazonal na contaminação microbiana do açúcar cristal e

sobrevivência dos microrganismos durante o seu armazenamento. Revista Brasileira de

Tecnologia, v.3, p.1-7. 1972.

QUAST, D.G. Açúcar e saúde. Boletim da Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia de

Alimentos, v.24, n.1/2, p.39-47. 1990.

QUAST, D.G. Características de qualidade e usos do açúcar cristal. Alimentos e Tecnologia.

v.2, n.12, p.50-3. 1986.

SCHALLENBERGER, R.S.; BIRCH, G.G. Sugar chemistry. Westport: AVI Pub., 1975. 221p.

SPORNS, P.; PLHAK, L.; FRIEDRICH, J. Alberta honey composition. Food Research

International, v.25, p.93-100. 1992.

STRINGUETTO, K. Dietético ou não, o importante é ser doce. Alimentação e Nutrição, v.11,

n.48, p.24-30. 1991.

VETORAZZI, G.; MACDONALD, I. Sacarose: aspectos nutricionais e de segurança no uso de

açucar. São Paulo: Hucitec, 1989. 226p.

WEISER, H.H.;et al. Sugar and salt in food preservation. In: WEISER, H.H. Pratical food

microbiology and technology. Westport: AVI Pub., 1971. p.250-53.

  • 4 semanas depois...

Crie uma conta ou entre para comentar

Quem Está Navegando 0

  • Nenhum usuário registrado visualizando esta página.

Conta

Navegação

Pesquisar

Configurar notificações do navegador

Chrome (Android)
  1. Toque no ícone de cadeado ao lado da barra de endereços.
  2. Toque em Permissões → Notificações.
  3. Ajuste sua preferência.
Chrome (Desktop)
  1. Clique no ícone de cadeado na barra de endereços.
  2. Selecione Configurações do site.
  3. Encontre Notificações e ajuste sua preferência.