Postado 20/04/2015 às 17:20 04/20, 2015 Este é um post popular. Introdução: O intervalo de recuperação entre os treinos é uma variável do treinamento fundamental para garantir a recuperação da capacidade neuromuscular. Objetivo: Comparar o efeito do tempo de recuperação entre treinos consecutivos de exercício sobre o desempenho neuromuscular de homens treinados. Métodos: Oito homens treinados (21,6 ± 3,3 anos; 75,1 ± 11,3 kg; 178,2 ± 6,8 cm) realizaram duas sessões de exercício de força randomizadas e cruzadas, repetidas com intervalo de recuperação de 24h ou 48h. As sessões consistiram dos exercícios supinos reto, inclinado e declinado executadas em cinco séries de 10 repetições com intensidade de 70% de uma repetição máxima (1RM) para cada exercício. O desempenho neuromuscular pós-sessão de exercício (força, potência e velocidade), foi avaliado por meio de acelerômetro (Myotest®). Resultados: Ambas as sessões (24 e 48h) apresentaram redução significante (P<0,05) na capacidade neuromuscular (força, potência e velocidade) pós-sessão de treinamento,porem apresentando retorno ao valor inicial no intervalo de 24h (P>0,05). Conclusão: Nossos resultados sugerem que o intervalo de recuperação de 24 horas foi suficiente para a recuperação da capacidade neuromuscular máxima (força, velocidade e potência) de forma significativa, em homens com experiência em treinamento . Desta forma, a programação de sessões de exercícios de força, com foco no aprimoramento das adaptações neurais, repetidas para o mesmo grupamento muscular (peitoral), pode ser realizada em dias seguidos (período de 24h) para indivíduos treinados, não interferindo no desempenho neuromuscular. No entanto, necessita- -se da realização de estudos crônicos para a determinação do potencial adaptativo de indivíduos treinados, por meio da manipulação do intervalo de recuperação entre sessões.
Postado 20/04/2015 às 17:52 04/20, 2015 Conclusão: Nossos resultados sugerem que o intervalo de recuperação de 24 horas foi suficiente para a recuperação da capacidade neuromuscular máxima (força, velocidade e potência) de forma significativa, em homens com experiência em treinamento . Desta forma, a programação de sessões de exercícios de força, com foco no aprimoramento das adaptações neurais, repetidas para o mesmo grupamento muscular (peitoral), pode ser realizada em dias seguidos (período de 24h) para indivíduos treinados, não interferindo no desempenho neuromuscular. No entanto, necessita- -se da realização de estudos crônicos para a determinação do potencial adaptativo de indivíduos treinados, por meio da manipulação do intervalo de recuperação entre sessões. Parabens pelo topico monster. Vou fazer algumas considerações: 1) A amostra é muito pequena, avaliou apenas 8 indivíduos. Além disso, os dados são mal dispostos (o tempo de 21,6 anos é a idade média ou o tempo de treinamento?). Isso prejudica a análise estatística e relevância do estudo. 2) O texto utiliza o termo "Neuromuscular", contudo ele avalia principalmente a capacidade neurológica de recrutar os musculos. Ou seja, a capacidade de recrutar seus musculos caem em um período de 24h apos o exercício físico proposto no estudo (supinos). ISTO É, ele NÃO AVALIA RECUPERAÇÃO MUSCULAR. São quesitos diferentes. 3) A titulo de esclarecimento, esse estudo foi muito ruim e estatisticamente não foi relevante. Digo isso porque o valor "p" foi maior do que 0,05. Existe uma convenção internacional que determina que o "p" seja menor do que 0,05. O valor "p" representa a avaliação de casualidade e erro do estudo. Se o "p" for menor do que 0,05, há 95% de chance do resultado do estudo ser verdadeiro e não ser uma casualidade/uma coincidência. Como o "p" foi maior do que 0,05, esse artigo não tem relevância estatística visto que seus dados podem ser apenas casualidade da matemática. @Monsterfreak Cara, foi mal vir aqui e avacalhar a sua boa vontade de postar o artigo. Geralmente não faço essas coisas, mas como há erros no trabalho e antes que o pessoal saia pelo fórum falando besteira e justificando o artigo como referência, resolvi postar no tópico. Desculpa ai. Abraço! Editado 20/04/2015 às 17:53 04/20, 2015 por proxy
Postado 20/04/2015 às 19:21 04/20, 2015 Sobre as 24h de descanso, sugiro uma lida sobre o norwegian frequency project. Nesse artigo (https://www.elitefts.com/education/training/reignite-progress-with-new-science/) Borge Fagerli (Blade) fala sobre isso. Editado 20/04/2015 às 19:22 04/20, 2015 por Shrödinger
Postado 21/04/2015 às 05:03 04/21, 2015 Seria esse o artigo? https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922014000500402
Postado 24/04/2015 às 02:37 04/24, 2015 Com todos os considerandos do Proxy, movi para os artigos, se tiver mais detalhes do estudo edita o post inicial Monster.
Postado 24/04/2015 às 02:59 04/24, 2015 O cara tem que ser muito acostumado pra se recuperar bem em 24h. Por experiência pessoal, para mim n da certo =/ Editado 24/04/2015 às 03:00 04/24, 2015 por Bunitinhu89
Postado 25/04/2015 às 00:45 04/25, 2015 O cara tem que ser muito acostumado pra se recuperar bem em 24h. Por experiência pessoal, para mim n da certo =/ Tudo é uma questão de intensidade e colume. Eu uso muita intensidade, mas pouco volume. Edit: só deixando claro que raramente costumo treinar dias seguidos, a não ser panturrilha, mas sim é possível se controlar esses fatores Editado 25/04/2015 às 00:50 04/25, 2015 por Stockton
Postado 25/04/2015 às 00:55 04/25, 2015 Autor O cara tem que ser muito acostumado pra se recuperar bem em 24h. Por experiência pessoal, para mim n da certo =/ é como o Stockon falou , a finalidade do artigo foi falar que da pra treinar de varias formas apenas controlando o volume , veja que no estudo foi usado apenas supino , mostrando que é possivel treinar peitoral fazendo supino todos os dias , porque é um volume de treino baixo , se o treino for mais volumoso necessita de mais tempo , isso se tratando de pessoas com experiencia no treinamento com pesos .
Postado 25/04/2015 às 15:46 04/25, 2015 Sendo assim ta certo . É que tirei como exemplo o agacho, eu faço na segunda e quando vou fazer na quarta as vezes sinto uma fadiga, ultimamente nem tanto, acho que estou acostumando.Isso pq o intervalo é 48h rsrs.
Postado 25/04/2015 às 15:54 04/25, 2015 Autor Sendo assim ta certo . É que tirei como exemplo o agacho, eu faço na segunda e quando vou fazer na quarta as vezes sinto uma fadiga, ultimamente nem tanto, acho que estou acostumando.Isso pq o intervalo é 48h rsrs. mas note que foi usado 70% da RM , voce deve ta treinando mais proximo da RM note os caras da calistenia , alguns mais experientes fazem flexao , paralelas ou barra todo dia porque estao adaptados, a maioria tem peitoral/triceps top e costas/biceps top Editado 25/04/2015 às 15:55 04/25, 2015 por MonsterFreak
Postado 25/04/2015 às 16:05 04/25, 2015 Vdd man tem que correr atrás das informações antes de falar!!! N seja q nem a rede rebosta
Postado 25/04/2015 às 18:07 04/25, 2015 Acho que com volume baixo dá pra fazer 2-3 fullbodys seguidos sem problemas, especialmente se variar as faixas de intensidade (estilo DUP).
Postado 25/04/2015 às 18:08 04/25, 2015 Levantadores olímpicos treinam diariamente e possuem quadríceps animais (e nem é o objetivo deles) Levantadores olímpicos treinam diariamente e possuem quadríceps animais (e nem é o objetivo deles)
Postado 25/04/2015 às 18:25 04/25, 2015 Introdução: O intervalo de recuperação entre os treinos é uma variável do treinamento fundamental para garantir a recuperação da capacidade neuromuscular. Objetivo: Comparar o efeito do tempo de recuperação entre treinos consecutivos de exercício sobre o desempenho neuromuscular de homens treinados. Métodos: Oito homens treinados (21,6 ± 3,3 anos; 75,1 ± 11,3 kg; 178,2 ± 6,8 cm) realizaram duas sessões de exercício de força randomizadas e cruzadas, repetidas com intervalo de recuperação de 24h ou 48h. As sessões consistiram dos exercícios supinos reto, inclinado e declinado executadas em cinco séries de 10 repetições com intensidade de 70% de uma repetição máxima (1RM) para cada exercício. O desempenho neuromuscular pós-sessão de exercício (força, potência e velocidade), foi avaliado por meio de acelerômetro (Myotest®). Resultados: Ambas as sessões (24 e 48h) apresentaram redução significante (P<0,05) na capacidade neuromuscular (força, potência e velocidade) pós-sessão de treinamento,porem apresentando retorno ao valor inicial no intervalo de 24h (P>0,05). Conclusão: Nossos resultados sugerem que o intervalo de recuperação de 24 horas foi suficiente para a recuperação da capacidade neuromuscular máxima (força, velocidade e potência) de forma significativa, em homens com experiência em treinamento . Desta forma, a programação de sessões de exercícios de força, com foco no aprimoramento das adaptações neurais, repetidas para o mesmo grupamento muscular (peitoral), pode ser realizada em dias seguidos (período de 24h) para indivíduos treinados, não interferindo no desempenho neuromuscular. No entanto, necessita- -se da realização de estudos crônicos para a determinação do potencial adaptativo de indivíduos treinados, por meio da manipulação do intervalo de recuperação entre sessões. Eis aqui alguns trechos do livro bases científicas do treinamento de hipertrofia, não me estendi muito e citei o que mais condizia com o assunto tratado. Tudo depende da intensidade do treino, caso o treino não produza uma quantidade significativa de lesões teciduais, eles podem ser repetidos após um lapso menor (2 a 3 dias, por exemplo). Em regra, esses treinos seriam os realizados por iniciantes em fase de adaptação, mas também são vistos em protocolos que usaram oclusão vascular, por exemplo (Abe et al.,2006). Estudos envolvendo ações excêntricas mostram que pessoas não treinadas estão longe de recuperar suas fibras musculares 48 horas após o treino envolvendo oito séries para um mesmo grupamento muscular (Gibala et al.,1995; Flores et al.,2001). Nos níveis avançados a recuperação mais rápida acaba sendo contrabalanceada com a maior capacidade de intensificar o treino, desse modo, acaba sendo necessário que se mantenha um intervalo relativamente longo para que haja supercompensação. Por exemplo, em um estudo conduzido por Ahtiainen et al. (2011) homens treinados (média de 6 anos de experiência) realizaram 9 séries para membros inferiores e só sentiram aptos a repetir o treino após 6 dias. Deve-se lembrar ainda que a percepção subjetiva da dor não é um critério confiável para controlar a recuperação do músculo, tendo em vista que a sensibilidade pode voltar aos valores normais muitos dias antes de se recuperar a capacidade funcional, pois a percepção de dor é mais relacionada temporalmente às respostas inflamatórias, e não necessariamente às lesões estruturais (Enoka, 1996). Unido os achados científicos com a prática, temos verificado que treinos de iniciantes podem ser repetidos a cada 2 a 4 dias e treinos intermediários a cada 3 a 5 dias. Já os treinos de alunos avançados normalmente deverão ser repetidos a cada 4 a 10 dias, sendo que por questões práticas se têm adotado com sucesso o treinamento a cada 7 dias.
Postado 25/04/2015 às 19:19 04/25, 2015 Recentemente Layne Norton tava agachando 5x/semana e terreando 3x. Acho que essa de 7 dias pra avançados é BS.
Postado 26/04/2015 às 02:34 04/26, 2015 Certamente é BS... com volume médio a baixo ficar mais de três dias em descanso de qualquer músculo (falando em naturais) geralmente é perda de tempo.
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