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Hipotireoidismo E Hipertireoidismo Quebrando Mitos

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Hipotireoidismo e Hipertireoidismo: Relação entre saúde cardíaca e a formação de placas ateromatosas - Quebrando alguns mitos sobre uso dos hormônios tireoidianos e saúde cardiovascular.

TopCoach Victor Hugo Albuquerque

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Quando se fala de Hipotireoidismo e Hipertireoidismo, tratamos de um assunto multifatorial que nem sempre envolve causa e consequência: Apesar de não haver indicação direta entre um problema e outro, a soma dos fatores são determinantes na formação de problemas de saúde (Quadro agravante), seja um início de síndromes metabólica ou até mesmo as complexas dislipidemias e suas diversas causas simultâneas.

Existe atualmente na literatura uma relação entre uso de AES e disfunção tireoidiana pelo mecanismo de disfunção hipotalâmica, sendo chamado de hipotireoidismo terciário [Dillmann WH. The thyroid. In Cecil textbook of medicine 1996. Bennett JC, Plum F. WB Saunders Company, New York. 20th ed.]

As alterações sistêmicas causadas pelo uso crônico de AES acentuam essa mudança brusca, sendo suportada na atividade prática pelo acompanhamento de usuários.

Pelo o que se nota, a similaridade de efeitos colaterais e queixas torna forte a sua causa e efeito.

As principais mudanças são: LDL e Colesterol anormais (Bem acima da faixa limítrofe), HDL e VLDL (Próximos da faixa limítrofe – Um pouco abaixo ou um pouco acima), redução do condicionamento cardiovascular (Diretamente proporcional com um maior tempo de uso), distúrbios do sono, ciclo circadiano alterado, HGH subclínico, TSH, T4 e T3 subclínicos.

A produção diária de T4 gira em torno de 100mcg/dia, e T3 em torno de 30mcg/dia, sendo o t3 pela remoção de uma molécula de Iodo [5-deiodinação] (relacionada com a presença de selênio) da Tiroxina.

Os diagnósticos que buscam descobrir um possível quadro de hipotireoidismo são incompletos. A solicitação dos exames básicos (t3, t4 e tsh) NÃO são suficientes para tal quadro.

Necessitaria solicitar exames mais complexos como dosagens vitamínicas, diagnosticar possível fadiga adrenal, má absorção dos hormônios da tireóide (mesmo com suas dosagens normais), Anti ATP, TBG, T3 reverso e Hormônios sexuais. Investir em exames bons e completos evita você ter um diagnóstico errado e sofrer por tomar medicamentos desnecessários.

Também é notado que muitas pessoas que fazem tratamento com T4 não apresentam melhoras no seu quadro, visto que 50% das pessoas que fazem tratamento de hipotireoidismo não conseguem convertê-lo eficientemente (Irá mostrar um aumento nos exames porém não apresentará alívio de sintomas) [bUNOVIOLUS,R et. Al. Effects of Thyroxine as compared with thyronine plus T3 in patients with hypothyroidism. NEJM 1999, 340:424-429]

A constatação de elevação de tsh e t4 livre diminuído já é causa primária de hipotireoidismo primário, causando mudanças na composição corporal e facilitando o acúmulo de gordura.

O ponto a ser notado é uma síndrome metabólica sem obesidade aparente: O paciente mostra Insulina e Glicose normais, porém acúmulo de placas ateromatosas e elevação do débito cardíaco.

É sabido que níveis normais de t3 ajudam na redução do perfil lipídico, podendo ser utilizados na faixa alta de normalidade como coadjuvante do tratamento de dislipidemias.

Mas, mesmo com tireóide na faixa normal ou alta podem apresentar função orgânica deficiente pela elevação de globulina e anticorpos que inativam o t3 circulante. Pacientes que mostram dificuldade de emagrecer mesmo com treino e dieta deveriam analisar arestas que quase sempre não são notadas e causam desistência por parte do tratado na melhora sintomática.

Causas agravantes de disfunção tireoidiana relacionadas com acidentes cardiovasculares (Trombose venosa, Ateroscleroma aterial, AVC e Infarto agudo):

Depressão (Disfunção Hipotalâmica concormitante)

Dietas drásticas prolongadas com restrição de micronutrientes (Mesmo que de forma não-intencional)

Infecções e contaminação por metais (Principalmente por alimentos com contaminação em sua formulação e preparo e consumo prolongado)

Estresse Físico e Mental (Fadiga adrenal acentuada por síndrome metabólica – Vários hormônios entrando em disfunção simultânea)

Há alguns estudos que afirmam que o T3 causa o aumento da resposta andrenérgica, porém reduz o seu estímulo.

Apesar das muitas mudanças causadas pelo T3 na função cardíaca como o aumento do consumo de oxigênio e débito, ele não causa arritmias e ajuda no controle da secreção e absorção de minerais no tecido cardíaco.

As fases do uso do t3 são, respectivamente: Aumento da termogênese tecidual, diminuição da resistência vascular sistêmica, diminuição do volume de enchimento arterial, aumento da absorção de sódio e potássio e aumento de débito cardíaco (Porém sem consequências no aumento de pressão venosa e arterial).

Além da análise cuidadosa dos exames de sangue e checkup completo de função cardíaca, o monitoramento da sua temperatura indicar alterações tireoidianas que servirão como padrão diagnóstico primário. É importante ter um acompanhamento eficaz para que se possa manter o rendimento com saúde.

Editado por saintgraal

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