Postado 14/02/2017 às 19:58 02/14, 2017 Olá, Tópico criado com o intuito de aperfeiçoamento idiomático próprio e domínio sobre a língua portuguesa. Seja para fim de concurso ou para qualquer outra finalidade, escrever e falar bem o próprio idioma nos torna grandes. Aos que se interessarem, vamos compartilhar conhecimentos sobre a Gramática Normativa da Língua Portuguesa do Brasil. Deixo aqui a homenagem de Olavo Bilac ao nosso idioma: Língua portuguesa Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela... Amo-te assim, desconhecida e obscura. Tuba de alto clangor, lira singela, Que tens o trom e o silvo da procela, E o arrolo da saudade e da ternura! Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te, ó rude e doloroso idioma, em que da voz materna ouvi: "meu filho!", E em que Camões chorou, no exílio amargo, O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
Postado 14/02/2017 às 20:18 02/14, 2017 Näo sei se cabe à discussäo, mas para adicionar um detalhe, aqui na Europa (Portugal) cada vez menos os meios de comunicacäo continuam adeptos ao desacordo ortográfico da língua portuguesa. Jornais como o Público, inclusive em seu site brasileiro, deixam claro que näo adoptam o acordo.
Postado 14/02/2017 às 20:27 02/14, 2017 Autor Isso é interessante, porque está muito relacionado com o desenvolvimento da língua em cada país. Nenhuma das nações lusófonas quer excluir os traços culturais de seu idioma. São muito maiores do que qualquer acordo. Por exemplo, o Brasil queria que Portugal tirasse o "h" de húmido. Seria como nós tirássemos o "h" de homem. São traços culturais que não podem ir embora por questões de unificação. Já deixo aqui minha primeira contribuição, que considero um erro quotidiano de quase todos os falantes Regência verbal do verbo "assistir" Quando o verbo é conjugado no modo transitivo direto, significa "prestar assistência", "socorrer", "auxiliar", etc. ex.: O prefeito assistiu os moradores de rua; o doutor assistiu o paciente. Quando o verbo é conjugado no modo transitivo indireto, significa "presenciar", "visualizar", "comparecer", etc. ex.: Assisti ao jogo de futebol ontem; assisti à sua apresentação; nós assistimos às aulas. Vocês também podem encontrar o verbo no modo intransitivo (uso bem raro), que tem praticamente o mesmo sentido do verbo conjugado no modo transitivo direto. ex.: O médico assiste em casa. Editado 14/02/2017 às 20:44 02/14, 2017 por Minato Namikaze
Postado 15/02/2017 às 06:53 02/15, 2017 10 horas atrás, Minato Namikaze disse: quotidiano Primeiro brasileiro que leio escrevendo assim. =)
Postado 16/02/2017 às 01:00 02/16, 2017 Eu estudei letras por um ano e foi satisfatório a melhora no linguajar e escrita. Posso divulgar com vocês um canal do yt onde um excelente prof se dedica a ensinar o português?, tive boas notas pelas aulas dele indo em total oposto aos prof da faculdade que mais pareciam aprendizes lendo slides..
Postado 16/02/2017 às 16:09 02/16, 2017 Muito boa a iniciativa,pretendo melhorar meu português. quem puder contribuir com materias para o estudo eu fico grato.
Postado 16/02/2017 às 20:36 02/16, 2017 Autor Em 15/02/2017 at 04:53, Torf disse: Primeiro brasileiro que leio escrevendo assim. =) Hahahaha . Peguei essa "mania" quando li as obras de Lima Barreto. Ele faz bastante uso dessa expressão. 20 horas atrás, Reinero disse: Eu estudei letras por um ano e foi satisfatório a melhora no linguajar e escrita. Posso divulgar com vocês um canal do yt onde um excelente prof se dedica a ensinar o português?, tive boas notas pelas aulas dele indo em total oposto aos prof da faculdade que mais pareciam aprendizes lendo slides.. Cursou letras com aptidão para qual idioma além do português? Com certeza o canal seria muito bem-vindo. Não hesite em contribuir! 5 horas atrás, vitorbernardo disse: Muito boa a iniciativa,pretendo melhorar meu português. quem puder contribuir com materias para o estudo eu fico grato. Que bom que gostou! Se quiser posso recomendar umas gramáticas. Logo vou postar mais coisas. Deixo aqui um exercício de interpretação para vocês. Um poema maravilhoso de Carlos Drummond de Andrade. Chama-se O homem; As Viagens. Coloquei em destaque os trechos para interpretarem. O homem, bicho da terra tão pequeno Chateia-se na terra Lugar de muita miséria e pouca diversão, Faz um foguete, uma cápsula, um módulo Toca para a lua Desce cauteloso na lua Pisa na lua Planta bandeirola na lua Experimenta a lua Coloniza a lua Civiliza a lua Humaniza a lua. Lua humanizada: tão igual à terra. O homem chateia-se na lua. Vamos para marte - ordena a suas máquinas. Elas obedecem, o homem desce em marte Pisa em marte Experimenta Coloniza Civiliza Humaniza marte com engenho e arte. Marte humanizado, que lugar quadrado. Vamos a outra parte? Claro - diz o engenho Sofisticado e dócil. Vamos a vênus. O homem põe o pé em vênus, Vê o visto - é isto? Idem Idem Idem. O homem funde a cuca se não for a júpiter Proclamar justiça junto com injustiça Repetir a fossa Repetir o inquieto Repetitório. Outros planetas restam para outras colônias. O espaço todo vira terra-a-terra. O homem chega ao sol ou dá uma volta Só para tever? Não-vê que ele inventa Roupa insiderável de viver no sol. Põe o pé e: Mas que chato é o sol, falso touro Espanhol domado. Restam outros sistemas fora Do solar a col- Onizar. Ao acabarem todos Só resta ao homem (estará equipado?) A dificílima dangerosíssima viagem De si a si mesmo: Pôr o pé no chão Do seu coração Experimentar Colonizar Civilizar Humanizar O homem Descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas A perene, insuspeitada alegria De con-viver. Editado 16/02/2017 às 21:55 02/16, 2017 por Minato Namikaze
Postado 17/02/2017 às 01:18 02/17, 2017 4 horas atrás, Minato Namikaze disse: Cursou letras com aptidão para qual idioma além do português? Português e inglês pela Unicid aqui em são paulo. Bom o curso era EAD, continha video aulas, aulas narradas e o material em pdf onde era abordado todo o conteúdo em detalhe, as demais eram apenas um resumo ou alguma citação mais objetiva na base central do estudo. E exatamente nesse ponto que vinha o problema, as videos aulas eram bem fracas e o próprio português dos professores era horrível, dava nervoso de ver a péssima dicção de todos eles. Quando entramos em gramatica eu realmente gostei do estudo, aprender regras, melhorar os aspectos da leitura/escrita foi algo super motivador, e encontrei este canal que vou deixar o link abaixo.. um excelente professor, vale a pena assistir todo conteúdo que ele posta!. Eu cheguei na epoca a montar uma apostila de gramatica só com as aulas dele de forma resumida e pratica pros alunos da faculdade, infelizmente o desemprego me ferro e o nivel da faculdade era muito baixo, acabei perdendo o interesse em ambas bases. Da uma olhada no canal também, ele dividiu o conteudo em varias partes e esta muito facil de acompanhar. A metodologia dele é otima e se fosse aplicada em sala de aula, muita coisa poderia ser diferente. Bonus - 64 videos. Spoiler Editado 17/02/2017 às 01:20 02/17, 2017 por Reinero
Postado 1/03/2017 às 08:48 03/1, 2017 ¿O ponto de interrogação invertido? Ao contrário do que está implícito aqui, a inversão do ponto de interrogação no início de uma frase não é só característica do espanhol: no português antigo, ou arcaico, também se utilizou. Alexandre Herculano, no seu português vernáculo, ainda chegou a utilizá-lo. O ponto de interrogação invertido foi comum ao espanhol e ao português. E também não é verdade que a decisão da Real Academia Espanhola introduziu, em 1754, uma “novidade”: pelo contrário, apenas reconheceu e tornou oficial um uso anterior da língua espanhola escrita. Não sei bem quando se perdeu totalmente o seu uso no português, mas parece que a primeira reforma ortográfica republicana de 1911 é suspeita da sua eliminação. De qualquer modo, muitos literatos do século XIX, como Eça de Queirós ou Camilo Castelo Branco, já não o usavam nos seus manuscritos. Eu penso que o ponto de interrogação invertido faz todo o sentido. Por exemplo: “A Ana foi ao baile e a Maria não foi?” ou “A Ana foi ao baile ¿e a Maria não foi?” O sinal “¿” informa o leitor de que vem aí uma interrogação, o que torna a leitura mais compreensível e fluente. E numa altura em que temos um Acordo Ortográfico que determina que cada um escreve como quiser, eu também tenho o direito de adoptar um arcaísmo da língua.
Postado 7/03/2017 às 15:56 03/7, 2017 Autor Em 16/02/2017 at 23:18, Reinero disse: Português e inglês pela Unicid aqui em são paulo. Bom o curso era EAD, continha video aulas, aulas narradas e o material em pdf onde era abordado todo o conteúdo em detalhe, as demais eram apenas um resumo ou alguma citação mais objetiva na base central do estudo. E exatamente nesse ponto que vinha o problema, as videos aulas eram bem fracas e o próprio português dos professores era horrível, dava nervoso de ver a péssima dicção de todos eles. Quando entramos em gramatica eu realmente gostei do estudo, aprender regras, melhorar os aspectos da leitura/escrita foi algo super motivador, e encontrei este canal que vou deixar o link abaixo.. um excelente professor, vale a pena assistir todo conteúdo que ele posta!. Eu cheguei na epoca a montar uma apostila de gramatica só com as aulas dele de forma resumida e pratica pros alunos da faculdade, infelizmente o desemprego me ferro e o nivel da faculdade era muito baixo, acabei perdendo o interesse em ambas bases. Da uma olhada no canal também, ele dividiu o conteudo em varias partes e esta muito facil de acompanhar. A metodologia dele é otima e se fosse aplicada em sala de aula, muita coisa poderia ser diferente. Bonus - 64 videos. Mostrar conteúdo oculto Interessante o canal. Muito bom. Em 01/03/2017 at 05:48, Torf disse: ¿O ponto de interrogação invertido? Ao contrário do que está implícito aqui, a inversão do ponto de interrogação no início de uma frase não é só característica do espanhol: no português antigo, ou arcaico, também se utilizou. Alexandre Herculano, no seu português vernáculo, ainda chegou a utilizá-lo. O ponto de interrogação invertido foi comum ao espanhol e ao português. E também não é verdade que a decisão da Real Academia Espanhola introduziu, em 1754, uma “novidade”: pelo contrário, apenas reconheceu e tornou oficial um uso anterior da língua espanhola escrita. Não sei bem quando se perdeu totalmente o seu uso no português, mas parece que a primeira reforma ortográfica republicana de 1911 é suspeita da sua eliminação. De qualquer modo, muitos literatos do século XIX, como Eça de Queirós ou Camilo Castelo Branco, já não o usavam nos seus manuscritos. Eu penso que o ponto de interrogação invertido faz todo o sentido. Por exemplo: “A Ana foi ao baile e a Maria não foi?” ou “A Ana foi ao baile ¿e a Maria não foi?” O sinal “¿” informa o leitor de que vem aí uma interrogação, o que torna a leitura mais compreensível e fluente. E numa altura em que temos um Acordo Ortográfico que determina que cada um escreve como quiser, eu também tenho o direito de adoptar um arcaísmo da língua. Muito interessante. E o pior é que faz todo o sentido. Nunca suspeitei. Alguns vocábulos que as pessoas acabam se equivocando: Eminente e Iminente Iminente significa algo que está próximo para acontecer. Por exemplo: prazer, iminente advogada (em uma situação em que a bacharel em direito conseguirá sua carteirinha da OAB em breve). Eminente é no sentido de grandiosidade, algo pomposo. Por exemplo: bela colocação, eminente juiz (juiz culto, de sapiência invejável). Sessão e Seção Sessão significa as reuniões, as audiências. Por exemplo: a próxima sessão ordinária será às 14h00min. Seção significa compartimento, áreas, como as do fórum. Por exemplo: seção de nutrição, seção de treinamento. Editado 7/03/2017 às 15:57 03/7, 2017 por Minato Namikaze
Postado 24/05/2017 às 12:32 05/24, 2017 Autor Conjugação do verbo intervir no pretérito perfeito eu intervim tu intervieste ele interveio nós interviemos vós interviestes eles intervieram Basta lembrar que o verbo é a junção de inter + vir, conjugando pari passu ao verbo vir. Muitas pessoas cometem o erro ao perguntar: "quando você vai vim?". Vim é a conjugação para primeira pessoa do verbo vir no pretérito perfeito. O correto é "quando você vai vir?". Também é frequente observar que inúmeros falantes conjugam o verbo intervir como conjugam o verbo ver, cometendo equívocos do tipo: "eu intervi", "ele interviu", "nós intervimos", etc.
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