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Modinha do Jejum Intermitente? DETONADO

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Mais uma modinha indo pro cemitério.. extraído do livro "Emagrecimento: Quebrando Mitos e Mudando Paradigmas" de Paulo Gentil.

Comece a ler gratuitamente: http://amz.onl/9TYL0JE

 

Apesar de a visão metabólica estar ultrapassada, ela ressurge em diversas manifestações, como na realização de exercícios aeróbios em jejum. Sabe-se que após jejum prolongado há redução das reservas de carboidratos com consequente aumento do metabolismo das gorduras. A partir desse fato, algumas pessoas passaram a se exercitar em jejum para aumentar ainda mais essa utilização dos lipídeos. No entanto, a relevância dessa prática para perda de gordura é altamente questionável. Utter et al. (1999) estudaram as respostas hormonais em atividades aeróbias após jejum de 12 horas ou com ingestão de carboidratos antes e durante o teste. Como esperado, os níveis de glicose e insulina foram menores no jejum e este levou a maior oxidação de gordura, refletido em menor coeficiente respiratório, mas a diferença não chegou a 0,2g/min. Além disso, os níveis de cortisol (hormônio catabólico) praticamente dobraram no curso do exercício e mantiveram-se 80% maiores nos 90 minutos seguintes. Por fim, é importante lembrar que os testes envolveram um jejum de 12 horas seguidos de 2,5 horas de atividade a 75% do VO2máx, mais 1,5 hora de acompanhamento, algo que dificilmente seria mantido na vida real. Posteriormente, Arkinstall et al. (2001) avaliaram a resposta metabólica durante uma hora de ciclismo seguida de mais uma hora de corrida, realizados após 12-14 horas de jejum ou com ingestão de carboidratos. Os resultados não revelaram diferenças na oxidação de gorduras no decorrer da corrida e somente pequenas diferenças a favor do jejum durante o ciclismo, que aparecem apenas nas avaliações realizadas aos 10 e 60 minutos de atividade. Em estudo realizado na Universidade de Vermont, foram testadas as respostas metabólicas durante e após atividade aeróbia a 70% do VO2máx realizada até a exaustão (por tempo aproximado de 70 minutos) em três condições nutricionais: 1) ingestão de lanche sólido (43 gramas de carboidratos, 9 de gordura e 3 de proteínas), 2) bebida com 65 gramas de frutose dissolvidas em 250ml de água e 3) 250ml de água adoçada com aspartame (Calles-Escandon et al., 1996). Os resultados revelaram que não houve diferença na oxidação de gordura no transcurso do exercício entre as três situações. No entanto, na hora seguinte ao seu término, o jejum promoveu gasto de 45 mg/min a mais de gordura em relação ao lanche sólido e 27 mg/min a mais em relação à ingestão de frutose.

 

Ou seja, 60 minutos após se exercitar em jejum, o gasto de gordura seria de apenas 2,7 (60 x 45mg = 2700mg) gramas de gordura a mais do que se tivesse feito um bom lanche, e apenas 1,6 gramas (60 x 27mg = 1600mg) a mais em comparação com a ingestão de frutose. Certamente, quantidade tão baixa de gordura teria pouca relevância para o emagrecimento, o que traz sérios questionamentos quanto à relação custo/benefício, especialmente se considerarmos que para isso foi necessário passar mais de 15 horas em jejum (12 horas, mais 1 hora e 10 minutos de atividade até a exaustão e 1 hora de acompanhamento após a atividade).

 

Para quantificar o impacto da ingestão de carboidratos na inibição da lipólise durante o exercício, Horowitz et al. (1999) compararam a oxidação de gorduras de seis indivíduos moderadamente treinados ao longo de duas horas de ciclismo de intensidade leve (25%, VO2pico) ou moderada (68% VO2pico) em quatro ocasiões diferentes: 1) ingestão de 0,8g de glicose/kg corporal 1 hora antes do exercício; 2) ingestão de 0,8g de frutose/kg corporal 1 hora antes do exercício; 3) ingestão de glicose + infusão intravenosa de triacilglicerol; e 4) após um jejum de 12 horas. Os resultados revelaram que a taxa de oxidação de gordura em jejum só foi maior que nas demais situações após 80 a 90 minutos de exercício de intensidade leve. Em intensidade moderada, que normalmente é a usada, não houve diferenças na oxidação de gordura, apesar de a lipólise ter sido suprimida de 20 a 25% nas ocasiões alimentadas. Ou seja, houve maior “quebra” de gordura, mas não houve mais “queima”. O fato de o jejum induzir lipólise sem aumentar a oxidação de gordura sugere que a quantidade de ácidos graxos liberados é superior à capacidade do corpo em oxidá-los. Isso indica que a ingestão de carboidratos antes e durante o exercício pode inibir a lipólise (hidrólise do triacilglicerol), mas não limita a taxa de oxidação de gorduras, o que desqualifica qualquer estratégia que tente aumentar a disponibilidade de ácidos graxos livres no plasma. Devemos lembrar que o processo de oxidação da gordura proveniente do tecido adiposo subcutâneo depende da taxa de lipólise e da capacidade de transporte dos ácidos graxos livres (AGL) pelo plasma (Curi et al., 2003), portanto, maior liberação para o sangue não significa necessariamente maior oxidação. Em 1972, Hagenfeldt & Wharen já demonstravam que a captação de AGL pelo músculo em exercício é da ordem de 10-20% da quantidade circulante. Dessa forma, apenas uma pequena parcela dos ácidos graxos livres é captada pela fibra muscular durante o exercício (Hagenfeldt & Wahren, 1972). Portanto, não basta hidrolisar o triacilglicerol, é preciso que ele entre na matriz mitocondrial para que sirva de substrato na via oxidativa, do contrário, os AGLs que eventualmente não percorrerem esse caminho serão novamente reesterificados em triacilglicerol nas células adiposas. Ademais, Schoenfeldt (2011) lembra que o local do tecido adiposo mobilizado durante o esforço deve ser levado em consideração para análise do metabolismo ao longo do exercício. No exercício aeróbio contínuo de moderada intensidade após uma noite de jejum, o triacilglicerol intramuscular constitui importante fonte de energia (van Loon et al., 2003). Portanto, por mais que se especule sobre a quantidade de gordura oxidada no exercício em jejum, é preciso lembrar que aproximadamente 28 a 36% dos ácidos graxos oxidados serão advindos dos estoques de gordura intramuscular (van Loon et al., 2003), os quais não possuem relação com composição corporal (Schoenfeld, 2011). Além disso, a análise do que ocorre durante, ou mesmo nos minutos após, a atividade pode não se refletir nas alterações posteriores. Nesse sentido, há possibilidade de que o corpo procure repor a gordura perdida durante o jejum e busque estratégias de preservação para poupar energia e se preparar para privações futuras. Um indício dessa hipótese está nos resultados de um estudo de Paoli et al. (2011), no qual oito homens treinados realizaram 36 minutos de exercício antes ou após um café da manhã composto de 673 kcal (25% proteína, 22% de carboidratos e 53% de gordura). As análises mostraram que a realização do exercício em jejum estava associada à diminuição do metabolismo de repouso e com menor utilização de gordura nas 24 horas após o exercício em comparação com a situação alimentada. Assim como os estudos que analisaram os efeitos agudos, as pesquisas que avaliaram as respostas crônicas também verificaram que não há vantagens em se realizarem atividades em jejum. Gillen et al. (2013) avaliaram os efeitos de se executar treino intervalado em estado de jejum versus alimentado na composição corporal, metabolismo do músculo esquelético e controle glicêmico de 16 jovens adultas com sobrepeso/obesidade. Os autores partiram do pressuposto de que a atividade em jejum resultaria em respostas positivas na composição corporal, capacidade mitocondrial do músculo, e sensibilidade à insulina. Entretanto, após seis semanas (18 sessões de treino), não foi detectada diferença alguma entre grupos nas variáveis investigadas. Desse modo, independentemente de se quebrar o jejum ingerindo um café da manhã padronizado (439 kcal) 60 minutos antes do treino, ambos os grupos apresentaram adaptações favoráveis na composição corporal, com redução do percentual de gordura tanto na região das pernas quanto na do abdome. Desta feita, os resultados desse estudo demonstraram que o jejum não traz benefícios mesmo quando acompanhado de significativa elevação da intensidade do exercício. Recentemente, Schoenfeld et al. (2014) investigaram alterações na composição corporal relacionadas ao exercício aeróbio realizado em jejum ou alimentado. O estudo envolveu 20 mulheres jovens, saudáveis, que faziam dieta hipocalórica e praticavam 50 minutos de esteira a 70% da FCM em duas situações: 1) após jejum de pelo menos 12 horas (n=10) e; 2) após consumir uma refeição (n=10). Passadas quatro semanas de treinamento, ambos os grupos perderam quantidade significativa de massa gorda, mas não houve diferença entre eles em nenhuma das variáveis investigadas (massa corporal, IMC, percentual de gordura, circunferência de quadril, massa gorda e massa livre de gordura).

 

Esses resultados confirmam que a realização do exercício aeróbio em jejum não favorece a perda de gordura.

 

Conclusões positivas sobre o exercício em jejum precisam ser muito bem interpretadas, como no caso de Trabelsi et al. (2012), que observaram redução do peso corporal e do percentual de gordura de homens fisicamente ativos que se exercitavam durante o jejum do Ramadã. Mas sérias limitações nesse estudo foram apontadas pelos próprios pesquisadores, tais como: 1) o ato de jejuar durante o Ramadã ocorre do nascer ao pôr do sol, caracterizando um jejum intermitente, com possível supercompensação de carboidratos; 2) o fato da amostra já praticar o jejum desde a infância pode ter levado a uma adaptação específica e; 3) a aferição da composição corporal foi feita de maneira não invasiva (dobras cutâneas), limitando a validade dos achados mais importantes dessa pesquisa. Apesar de ser prática bastante utilizada no fisiculturismo, as diretrizes mais recentes de treinamento cardiovascular para fisiculturistas (Helms et al., 2014) não recomendam o aeróbio em jejum, mesmo em período competitivo. Isso se deve à falta de evidências que comprovem sua eficácia e segurança e à elevada atividade proteolítica induzida pelo esforço associado à baixa disponibilidade de glicogênio hepático. Nesse sentido, é interessante destacar que a realização de 60 minutos de ciclismo a 61% do VO2máx em jejum resultou numa excreção de nitrogênio de aproximadamente 14g de aminoácidos por hora, indicando elevada atividade proteolítica (Lemon & Mullin, 1980). Provavelmente, isso está associado à elevação dos níveis de cortisol (hormônio catabólico), que quase dobraram durante a pedalada e mantiveram-se 80% maiores nos 90 minutos após o fim do exercício em relação ao grupo que ingeriu carboidratos, conforme verificado no estudo de Utter citado anteriormente (Utter et al., 1999). Para evitar esse efeito catabólico, é comum observar pessoas se exercitando num “falso jejum”, pois interrompem o período de inanição com suplementos à base de aminoácidos. Essa estratégia visa fornecer uma fonte exógena de substratos para a gliconeogênese e, com isso, minimizar a degradação do tecido muscular. Entretanto, Zhang et al. (2011) observaram que ingerir aminoácidos após um longo período de jejum estimula a produção de insulina, a qual possui potente efeito inibidor das enzimas responsáveis pela lipólise (Coyle et al., 1997; Horowitz et al., 1997; Coyle et al., 2001). Ou seja, a prática contraria uma das premissas norteadoras daqueles que desejam se exercitar em jejum para aproveitar maior disponibilidade de ácidos graxos livres tendo em vista o efeito lipogênico da insulina. Não obstante, é preciso lembrar que os carboidratos exercem importante papel de “poupadores” das proteínas (McArdle et al., 2008), graças também à capacidade de estimular a produção de insulina com consequente captação de glicose plasmática pelas células. Dessa forma, a ingestão de qualquer outro nutriente no intuito de prevenir o processo proteolítico apenas cumpre a função que o carboidrato naturalmente cumpriria. A prática do aeróbio em jejum por populações com fatores de risco para doenças cardíacas, como obesidade e estilo de vida sedentário (Hassan et al., 2012), pode ter implicações mais sérias do que a corriqueira decepção de não alcançar a perda de gordura desejada. Apesar do jejum e da restrição calórica serem comumente utilizados na tentativa de controle ponderal (Bhutani et al., 2013; Varady et al., 2013), Desouza et al. (2010) afirmam que eventos hipoglicêmicos podem estimular a produção de vários marcadores inflamatórios, incluindo a proteína C-reativa, interleucina-6 e 8, fator de necrose tumoral alfa e fator de crescimento endotelial vascular. Além disso, a secreção de adrenalina observada nessa situação pode induzir arritmias e aumento da sobrecarga cardíaca, resultando numa disfunção endotelial com subsequente vasoconstrição e elevação do risco cardiovascular. Diante disso, Liepinschi et al. (2014) observaram que a baixa disponibilidade de glicose e lactato em decorrência do jejum eleva a oxidação de ácidos graxos no miocárdio, o que resulta numa grande exigência de oxigênio e aumenta o risco de dano cardíaco relacionado a condições de hipóxia em modelo animal. Os autores concluíram que até mesmo o simples jejum noturno pode provocar e agravar eventos cardiovasculares, como angina e arritmias. Assim, pessoas com elevado risco cardíaco, o que inclui sedentários e obesos, devem evitar períodos prolongados de inanição. Pesquisas com modelo animal avaliando os efeitos do jejum intermitente alertam para os riscos de desregulação dos mecanismos cerebrais de controle do apetite (Chausse et al., 2014) e inativação dos receptores de insulina, o que resulta em intolerância a glicose (Cerqueira et al., 2011). Estes efeitos negativos põem em xeque até mesmo os resultados favoráveis encontrados nas pesquisas envolvendo o jejum intermitente associado à prática de exercícios físicos (Bhutani et al., 2013).

 

Apesar da ciência não apoiar a prática do aeróbio em jejum como estratégia para emagrecimento, vale destacar que atletas de endurance podem se beneficiar de treinamentos em jejum (Van Proeyen et al., 2011).

 

O exercício num estado de restrição de carboidratos parece tornar as células musculares mais eficientes na produção de energia via oxidação da gordura intramuscular. Entretanto, como visto anteriormente, a gordura intramuscular não possui relação alguma com a composição corporal.

 

Dessa forma, o que podemos concluir é que a utilização de atividade em jejum nada mais é que o emprego extremo da abordagem metabólica, que busca potencializar a utilização de gordura durante os exercícios. Nesse caso, além da comprovada ineficiência do modelo aeróbio de baixa a moderada intensidade, há os riscos fornecidos pela atividade em jejum, motivo pelo qual essa prática não é recomendada para quem deseja obter melhoras na composição corporal de maneira eficiente e saudável.

 

Referências bibliográficas Arkinstall MJ, Bruce CR, Nikolopoulos V, Garnham AP & Hawley JA. (2001). Effect of carbohydrate ingestion on metabolism during running and cycling. J Appl Physiol (1985) 91, 2125-2134. Bhutani S, Klempel MC, Kroeger CM, Aggour E, Calvo Y, Trepanowski JF, Hoddy KK & Varady KA. (2013). Effect of exercising while fasting on eating behaviors and food intake. J Int Soc Sports Nutr 10, 50. Calles-Escandon J, Goran MI, O'Connell M, Nair KS & Danforth E, Jr. (1996). Exercise increases fat oxidation at rest unrelated to changes in energy balance or lipolysis. Am J Physiol 270, E1009-1014. Cerqueira FM, da Cunha FM, Caldeira da Silva CC, Chausse B, Romano RL, Garcia CC, Colepicolo P, Medeiros MH & Kowaltowski AJ. (2011). Long-term intermittent feeding, but not caloric restriction, leads to redox imbalance, insulin receptor nitration, and glucose intolerance. Free Radic Biol Med 51, 1454-1460. Chausse B, Solon C, Caldeira da Silva CC, Masselli Dos Reis IG, Manchado-Gobatto FB, Gobatto CA, Velloso LA & Kowaltowski AJ. (2014). Intermittent fasting induces hypothalamic modifications resulting in low feeding efficiency, low body mass and overeating. Endocrinology 155, 2456-2466. Coyle EF, Jeukendrup AE, Oseto MC, Hodgkinson BJ & Zderic TW. (2001). Low-fat diet alters intramuscular substrates and reduces lipolysis and fat oxidation during exercise. Am J Physiol Endocrinol Metab 280, E391-398. Coyle EF, Jeukendrup AE, Wagenmakers AJ & Saris WH. (1997). Fatty acid oxidation is directly regulated by carbohydrate metabolism during exercise. Am J Physiol 273, E268-275. Curi R, Lagranha CJ, Rodrigues Jr JG, Pithon-Curi TC, Lancha Jr AH, Pellegrinotti IL & Procopio J. (2003). Ciclo de Krebs como fator limitante na utilização de ácidos graxos durante o exercício aeróbico. Arq Bras Endocrinol Metab 47, 135-143. Desouza CV, Bolli GB & Fonseca V. (2010). Hypoglycemia, diabetes, and cardiovascular events. Diabetes Care 33, 1389-1394. Gillen JB, Percival ME, Ludzki A, Tarnopolsky MA & Gibala MJ. (2013). Interval training in the fed or fasted state improves body composition and muscle oxidative capacity in overweight women. Obesity (Silver Spring) 21, 2249-2255. Hagenfeldt L & Wahren J. (1972). Human forearm muscle metabolism during exercise. VII. FFA uptake and oxidation at different work intensities. Scand J Clin Lab Invest 30, 429-436. Hassan M, Latif N & Yacoub M. (2012). Adipose tissue: friend or foe? Nat Rev Cardiol 9, 689-702. Helms E, Fitschen PJ, Aragon A, Cronin J & Schoenfeld BJ. (2014). Recommendations for natural bodybuilding contest preparation: resistance and cardiovascular training. J Sports Med Phys Fitness. Horowitz JF, Mora-Rodriguez R, Byerley LO & Coyle EF. (1997). Lipolytic suppression following carbohydrate ingestion limits fat oxidation during exercise. Am J Physiol 273, E768-775. Horowitz JF, Mora-Rodriguez R, Byerley LO & Coyle EF. (1999). Substrate metabolism when subjects are fed carbohydrate during exercise. Am J Physiol 276, E828-835. Lemon PW & Mullin JP. (1980). Effect of initial muscle glycogen levels on protein catabolism during exercise. J Appl Physiol Respir Environ Exerc Physiol 48, 624-629. Liepinsh E, Makrecka M, Kuka J, Makarova E, Vilskersts R, Cirule H, Sevostjanovs E, Grinberga S, Pugovics O & Dambrova M. (2014). The heart is better protected against myocardial infarction in the fed state compared to the fasted state. Metabolism 63, 127-136. McArdle W, Katch FI & Katch VL. (2008). Fisiologia do Exercício - Energia, Nutrição e Desempenho Humano. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro. Paoli A, Marcolin G, Zonin F, Neri M, Sivieri A & Pacelli QF. (2011). Exercising fasting or fed to enhance fat loss? Influence of food intake on respiratory ratio and excess postexercise oxygen consumption after a bout of endurance training. Int J Sport Nutr Exerc Metab 21, 48-54. Schoenfeld BJ. (2011). Does Cardio After an Overnight Fast Maximize Fat Loss? . Strength and Cond J 43, 23-25. Schoenfeld BJ, Aragon AA, Wilborn CD, Krieger JW & Sonmez GT. (2014). Body composition changes associated with fasted versus non-fasted aerobic exercise. JISSN 11, 54. Trabelsi K, el Abed K, Stannard SR, Jammoussi K, Zeghal KM & Hakim A. (2012). Effects of fed- versus fasted-state aerobic training during Ramadan on body composition and some metabolic parameters in physically active men. Int J Sport Nutr Exerc Metab 22, 11-18. Utter AC, Kang J, Nieman DC, Williams F, Robertson RJ, Henson DA, Davis JM & Butterworth DE. (1999). Effect of carbohydrate ingestion and hormonal responses on ratings of perceived exertion during prolonged cycling and running. Eur J Appl Physiol Occup Physiol 80, 92-99. van Loon LJ, Koopman R, Stegen JH, Wagenmakers AJ, Keizer HA & Saris WH. (2003). Intramyocellular lipids form an important substrate source during moderate intensity exercise in endurance-trained males in a fasted state. J Physiol 553, 611-625. Van Proeyen K, Szlufcik K, Nielens H, Ramaekers M & Hespel P. (2011). Beneficial metabolic adaptations due to endurance exercise training in the fasted state. J Appl Physiol (1985) 110, 236-245. Varady KA, Bhutani S, Klempel MC, Kroeger CM, Trepanowski JF, Haus JM, Hoddy KK & Calvo Y. (2013). Alternate day fasting for weight loss in normal weight and overweight subjects: a randomized controlled trial. Nutr J 12, 146. Zhang Y, Kobayashi H, Mawatari K, Sato J, Bajotto G, Kitaura Y & Shimomura Y. (2011). Effects of branched-chain amino acid supplementation on plasma concentrations of free amino acids, insulin, and energy substrates in young men. J Nutr Sci Vitaminol (Tokyo) 57, 114-117.

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Show. Só me deu mais certeza do que eu já tinha percebido na prática. 

 

Engraçado que as modas e ondas vão e voltam, mas no final, o básico acaba sendo sempre o melhor. 3 refeições principais, 2 a 3 lanches, bem dividido durante o dia. Quer emagrecer e perder gordura, apenas jogar um déficit calórico em cima disso e ter paciência. 

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é aquela velha historia, teste você msm, foi bom pra vc faça, foi ruim então não faça! #pas

 

Eu vejo benefícios e sou adpeto do bom e velho AEJ 

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Cada corpo é único, a ciência pega algumas dezenas de pessoas em meio a mais de 7 bilhões...

 

Teste tudo, funcionou, continua, se não, muda... e continue...

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5 horas atrás, Stein disse:

resumindo
  (...)

 

é só mais uma estratégia para ajudar a acostumar com uma menor ingestão de alimentos muitas vezes.

(...)

 

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Por falar em modinha, comer de 3/3 horas já foi modinha também, mas tb já sofreu severas críticas por muitos nutricionistas.

Então não tem essa de rotular um protocolo pq ele não te serve ou porque vc não sabe fazer.

Sou adepta do Jejum intermitente de 16 horas há anos, eventualmente treino com pesos em jejum e constantemente faço AEJ (aeróbico em jejum) e estou bem satisfeita com os resultados.

Cada um no seu quadrado. Não sabe brincar, não desce pro play.

 

 

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O que me preocupa no Paulo Gentil é a sua estratégia de divulgação de suas declarações.

 

Dele já saiu coisas como aeróbios engordam e causam diabetes, localizados não servem pra nada (com direito a gif tirando sarro com musiquinha escrota de uma pessoa realizando a rosca alternada), treino e dieta têm a mesma importância para quem queira emagrecer, etc, etc, etc.

 

A partir disso comecei a seguir a página dele e percebi um certo padrão: ele lança o título de uma matéria ou de um vídeo "praticamente" mentiroso. Ao ler o material, entretanto, a gente percebe o quanto que ele usa de uma sutileza de "senador do MDB" pra não afirmar o que o título polêmico "puxou" o leitor para dentro do texto dele. Vídeos que ele faz, também usam desta estratégia.

 

Por exemplo, quando ele mete o cacete em isoladores, lá no meio do texto ele escreve que "não são essenciais" (o que é frontalmente diferente do título click-bait). Ao acompanhar o vídeo do treino vs dieta, lá no meio, ele comenta que "treino e dieta devem estar em 100%" para produzir resultados, blá, blá, blá. No HIIT, ele zoa de aeróbios, mas só lendo o artigo citado é que se dá pra concluir que aeróbios também proporcionam resultados. Obviamente que não superiores ao HIIT, mas não deixa de ser uma estratégia válida.

 

Tudo isso sem contar com o costumeiro marketing: "compre o livro", "vá ao meu workshop que eu explico". Tive a infelicidade de adquirir o livro desse cara, pois não sabia da fama do cara e tinha me empolgado com uma proporção que ele comentou sobre 1:2 nos exercícios para bíceps femoral: quadríceps. O livro parece uma monografia de TCC chata, ilustrações pobres, etc.

 

Não são todos os vídeos e textos onde ele aplica esse método, mas quando o faz, na esmagadora maioria das vezes é isso.

 

É ruim ele trazer isso pro meio da Educação Física, pois o segmento da Nutrição foi quase que prostituído após a Segunda Grande Guerra Mundial e segue este mesmo padrão. 

 

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Agora que aquela galera chata do fórum que achavam que jejum curava câncer, AIDS e ainda te deixaria monstraum saiu do fórum, eu posso dizer numa boa: jejum é top!

 

Mas, claro, é sempre bom deixar aquele disclaimer básico: é só mais uma estratégia pra vida e depende principalmente das preferências de cada um pra ser bom ou ruim ;) 

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5 minutos atrás, Schrödinger disse:

Agora que aquela galera chata do fórum que achavam que jejum curava câncer, AIDS e ainda te deixaria monstraum saiu do fórum, eu posso dizer numa boa: jejum é top!

 

Mas, claro, é sempre bom deixar aquele disclaimer básico: é só mais uma estratégia pra vida e depende principalmente das preferências de cada um pra ser bom ou ruim ;) 

 

kkk

 

Mas é bom acontecer isso porque acaba recebendo "um freio" natural da comunidade que pratica tal técnica. 

De disclaimer eu acrescentaria os seguintes:

  • pode ser 'a' solução para compulsivos como eu, pois comer passa a ficar confinado dentro de uma janela reduzida e, com isso, aumentam as chances de ficar dentro do saldo calórico
  • pode também ser 'a' solução para diabéticos tipo 2, que ainda não sejam insulino-dependentes como eu, pois é gratificante bater uns 75, 80 mg/dl na hora da primeira refeição (essa leitura qualquer pessoa saudável pode chegar a obter depois de umas quatro horas sem comer)

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Já foi o tempo que eu baseava-me em "estudos científicos" que na grande maioria não passa de fraude científica, nś temos que basear na história, oque nossos Bisavós comiam e olha que não precisa ir muito longe, basta pegarmos o ínicio do século passado, eles faziam jejum sem querer querendo, tinham escassez de comida, logo eram obrigados a ficarem sem comer, as vezes dias sem comer, isso era o jejum,por isso nas estações antes do inverno tinham fartura de alimentos principalmente frutas, porque no inverno passavam grande parte do tempo sem alimento, isso era normal a pessoa não ficava frustrada por não ter um brigadeiro para comer, hoje em dia as empresas de grãos criaram muitas fraudes científicas inclusive são divulgadas nas faculdades que o melhor e comer de 3 em 3 horas, não pode perder a janela anabólica depois do treino (você só tem 30 min de janela anabólica). na hora de tirarem conclusões principamente alimentação, basta pesquisarem a história recomendo livros do Drº Weston Price, Brad Pilon, Ori Hofmekler, esse autores explicam um pouco da história e como disse o @Vecchio  a nutrição e a medicina preventiva foram prostituidas depois do pós guerra.

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10 horas atrás, Stein disse:

resumindo
nem vou perder meu tempo lendo o que esse lixo escreve..

e para o pessoal que perdeu tempo lendo, ativem o modo "deletar do cérebro"

 

eu uso jejum e vejo benefício.
alunos usam e tem benefício.

 

é só mais uma estratégia para ajudar a acostumar com uma menor ingestão de alimentos muitas vezes.

pessoal faz polêmica em cima disso não sei porque.

Cara fui ler isso e não acabava mais kkk, valeu aí.

3 horas atrás, Luan Schmidt disse:

Parei em Paulo Gentil, próximo. 

Eu tbm kkkk

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4 horas atrás, FELLIPE ASSIS disse:

Já foi o tempo que eu baseava-me em "estudos científicos" que na grande maioria não passa de fraude científica, nś temos que basear na história, oque nossos Bisavós comiam e olha que não precisa ir muito longe, basta pegarmos o ínicio do século passado, eles faziam jejum sem querer querendo, tinham escassez de comida, logo eram obrigados a ficarem sem comer, as vezes dias sem comer, isso era o jejum,por isso nas estações antes do inverno tinham fartura de alimentos principalmente frutas, porque no inverno passavam grande parte do tempo sem alimento, isso era normal a pessoa não ficava frustrada por não ter um brigadeiro para comer, hoje em dia as empresas de grãos criaram muitas fraudes científicas inclusive são divulgadas nas faculdades que o melhor e comer de 3 em 3 horas, não pode perder a janela anabólica depois do treino (você só tem 30 min de janela anabólica). na hora de tirarem conclusões principamente alimentação, basta pesquisarem a história recomendo livros do Drº Weston Price, Brad Pilon, Ori Hofmekler, esse autores explicam um pouco da história e como disse o @Vecchio  a nutrição e a medicina preventiva foram prostituidas depois do pós guerra.

Concordo e discordo ao mesmo tempo. Mas não da sua lógica, só da escolha de palavras mesmo.

 

Seguir metodologia científica sempre é o caminho pra tentar errar menos, mas muita idéia "que faz todo sentido" no papel é ensinada nas faculdades (nutrição, medicina, etc) com quase nenhuma base científica (ou pesquisas porcas e mal feitas apenas), os alunos sem pensamento crítico e conhecimento básico de ciência (metodologia, questionamentos, etc) não procura saber se é verdade ou não, só aceitam, acreditam e repassam pra frente.

 

Agora claro que tem muitaaaa pesquisa científica porca/mal feita (de propósito ou não) sendo aceita em qualquer jornal "científico de esquina" (que não possui critério algum, isso quando apenas cobram pra publicar o papel) que é usada como referencia por alguns "profissionais" pra vender produto e idéias inúteis, geralmente na area de suplementação, medicina alternativa, etc.

 

Dai que vem essa leva de ideias de janela anabolica, mudar pH do sangue, suco detox, etc se difundindo e AI de quem quiser aquela maldosa ciência e pensamento critico pra questionar se é placebo ou realmente funcionam.

 

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Mesmo que empate zero a zero com comer normalmente, só a liberdade de horários que o jejum me trás já faz valer a pena.

 

 

 

PS A propósito esse ano completaram 10 anos que faço jejum intermitente. 

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É sério que o Norton desistiu de enfiar guela-baixo ceto?

 

TÔ DE VOLTA!

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56 minutos atrás, cotozin disse:

É sério que o Norton desistiu de enfiar guela-baixo ceto?

 

TÔ DE VOLTA!

que nada, ele apareceu em um topico a dias atrás com o mesmo copy&paste sobre low carb não precisa contar calorias, etc.

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15 minutos atrás, krebz disse:

que nada, ele apareceu em um topico a dias atrás com o mesmo copy&paste sobre low carb não precisa contar calorias, etc.

Duas coisas na vida são inevitáveis: a morte e o Norton dando ctrl+c ctrl+v dos posts que ele faz há 5 anos.

 

Em relação ao tópico, gosto da visão que o Dr. Mike Israetel tem em relação ao jejum e ao cardio em jejum, segundo ele, é basicamente um "tempo" que você compra na dieta sem sentir fome e que isso pode auxiliar em dietas de restrição calórica.

Assim como gaspar, concordo que mesmo empatando, a questão da praticidade já é um diferencial bem importante na correria do dia a dia.

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Fiquem todos atentos que o grande mestre resolverá todas essas questões!!!

Kkkkkkkk

Esse cara é uma piada

 

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