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Douglas Tc

Estudo: Dietas Pobres Em Carboidrato Aumentam O Risco De Doenças Cardiovasculares? Não!

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Boa noite, amigos culturistas.

Sei que muitos aqui, além da determinação de construir um bom corpo, têm preocupação com a saúde. Recentemente li um artigo bem interessante a respeito de um tema que tem muita relação conosco e o apresentei em um trabalho de faculdade e acho bastante interessante compartilhar com vocês o estudo. Foi um estudo de coorte extremamente amplo, realizado com mais de 82000 mulheres no Estados Unidos e o artigo foi publicado por alguns membros do departamento de Nutrição e Epidemiologia e Harvard Medical School; University of California; Harvard, School of Public Health e outros centro de excelência. Ou seja, é um artigo que apresenta bastante credibilidade e poder (o link será postado ao final do tópico, para quem quiser ler).

O título do artigo é "Low-carbohydrate-diet score and the risk of coronary heart disease in women". Basicamente, o estudo teve a intenção de elucidar se a baixa ingestão de carboidratos tem relação com o aumento do risco de doença coronariana (e infarto agudo do miocardio).

Vamos, então, agora, ao que realmente interessa:

Mas ora, de onde esses caras tiraram que comer pouco carboidrato pode aumentar a chance de morrer de infarto? Na realidade, não é bem a baixa ingestão de carboidrato que criaria esse risco (teoricamente), mas sim o tipo de dieta que vem sendo bastante empregada nos últimos anos, que consiste numa dieta pobre em carboidratos e rica em gorduras e proteínas (lembraram do Cutting?). Geralmente as pessoas que ingerem poucos carboidratos compensam esse déficit calórico em proteínas e gorduras e outros estudos mostraram que a alta ingestão de gorduras (saturadas e trans) aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Inclusive, esse é um alvo de preocupação de muitas pessoas: todos nós sabemos que, em fase de cutting, costumamos comer muitos ovos (ricos em gorduras e colesterol), carnes (também ricas em gorduras e colesterol, principalmente as vermelhas), leite (idem, se não for desnatado), queijos, etc. Será que isso estaria contribuindo para uma deterioração de nossa saúde?

Não vou explicar detalhadamente os métodos usados no estudo, o texto aqui ficaria bem longo e não é essa a intenção. Quem tiver curiosidade pode acessar o link no final do texto. Basicamente foram feitos vários questionários (ao longo de mais de 20 anos) para garantir que não houve grandes mudanças na dieta das mulheres. A partir dos questionários, foram criadas "pontuações" que variavam de 0 a 30 de acordo com a porcentagem de carboidratos, proteínas e gorduras (além de uma subdivisão em gorduras animais e vegetais e proteínas animais e vegetais) dentro das calorias ingeridas diariamente.

Vamos falar agora do mais interessante, o resultado!

E ai? Aparentemente a hipótese fez sentido. Comer poucos carboidratos e muitas proteínas e gorduras provavelmente aumenta o risco de morte por doenças cardiovasculares, certo? Errado! Pelo menos foi isso que o estudo mostrou. Na realidade, o risco de mortes não variou nas diversas porcentagens de ingestão de carboidrato e, inclusive, houve um resultado bastante interessante: se a porcentagem de carboidratos era baixa e as proteínas e gorduras ingeridas eram, em boa parte, de origem vegetal, essa dieta foi um fator de proteção! Ou seja, comer poucos carboidratos e muitas proteínas e lipídios de origem vegetal diminui o risco de doenças cardiovasculares. Então, falando de saúde e fisioculturismo, precisamos valorizar o azeite, a castanha, o brócolis, a soja e outros alimentos interessantes.

Entretanto, vale deixar uma ressalva importante. O estudo mostrou que a ingestão de alimentos com carga glicêmica elevada aumentou o risco de morte por doenças cardiovasculares (alguma surpresa?). Mais um motivo então para evitar o excesso de açúcar, miojo, sucrilhos, pão branco, refrigerantes, etc. Esses alimentos, além de promoverem acúmulo indesejado de gordura corporal, aumentam o risco de doença cardiovascular (meio óbvio né, maaas, de qualquer forma, o estudo reforçou essa ideia).

Vale ressaltar que esse estudo, apesar de amplo, não pode ser utilizado como comprovação definitiva para a hipótese, mas serve como um forte indício. Diante disso, podemos parar de nos preocupar com a alta ingestão de proteínas e gorduras quando se trata de doenças cardiovasculares, mas sim passar a valorizar mais a ingestão desses nutrientes de origem vegetal e alguns alimentos já citados (azeites, nozes, castanha - ricos em gorduras boas; brócolis e soja - ricos em proteínas vegetais). Além disso, mais um reforço a evitar a ingestão de alimentos com carga glicemica elevada e valorizar os alimentos com carga glicêmica baixa.

Segue o link prometido: http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa055317

Um abraço, bons treinos e saúde!

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