{"id":5224,"date":"2014-02-10T11:44:15","date_gmt":"2014-02-10T14:44:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.hipertrofia.org\/blog\/?p=5224"},"modified":"2020-12-18T19:04:57","modified_gmt":"2020-12-18T22:04:57","slug":"11-razoes-pelas-quais-pessoas-nao-contam-calorias-e-porque-elas-estao-erradas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hipertrofia.org\/blog\/2014\/02\/10\/11-razoes-pelas-quais-pessoas-nao-contam-calorias-e-porque-elas-estao-erradas\/","title":{"rendered":"11 raz\u00f5es pelas quais pessoas n\u00e3o contam calorias \u2013 e porque elas est\u00e3o erradas"},"content":{"rendered":"<p>Calorias s\u00e3o importantes. Estudos ap\u00f3s estudos mostram que quando voc\u00ea come menos e se move mais, voc\u00ea perde peso 1-4.<\/p>\n<p>No entanto, voc\u00ea ainda escuta argumentos dizendo que isso n\u00e3o \u00e9 verdade. Algumas dessas ideias parecem idiotas, mas outras te fazem pensar. Elas te fazem duvidar e achar que \u201ccalorias ingeridas vs calorias gastas\u201d n\u00e3o funcione para voc\u00ea.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-5227\" src=\"https:\/\/www.hipertrofia.org\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/comidas-de-fisiculturista1.jpg\" alt=\"comidas de fisiculturista\" width=\"554\" height=\"348\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Vamos analisar as principais raz\u00f5es que levam as pessoas a pensarem que contar calorias n\u00e3o ajuda a perder peso, e porque elas est\u00e3o erradas.<\/p>\n<h3>Mito #1: O que voc\u00ea come \u00e9 mais importante do que a quantidade<\/h3>\n<p>Voc\u00ea poderia ficar rasgado comendo MMs e coca-cola.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um exemplo extremo, e voc\u00ea talvez n\u00e3o v\u00e1 gostar dessa dieta. No entanto, em termos de <i>apenas perda de peso<\/i>, n\u00e3o importa o que voc\u00ea coma desde que esteja em d\u00e9ficit cal\u00f3rico. Voc\u00ea vai perder peso.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nenhuma evid\u00eancia de que \u201cfast food&#8221; engorde mais do que \u201ccomidas saud\u00e1veis\u201d se elas tiverem o mesmo n\u00famero de calorias5.<\/p>\n<p>Aqui est\u00e3o alguns bode expiat\u00f3rios:<\/p>\n<ul>\n<li>Toxinas como bisfenol-A 6<\/li>\n<li>Comidas geneticamente modificadas<\/li>\n<li>A\u00e7\u00facar 7<\/li>\n<li>Frutose 8<\/li>\n<li>Gl\u00faten<\/li>\n<li>Latic\u00ednios<\/li>\n<\/ul>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nenhuma evid\u00eancia de que comer esse tipo de comida ir\u00e1 lhe fazer engordar mais, ou reduzir a sua perda de gordura, enquanto voc\u00ea estiver em d\u00e9ficit cal\u00f3rico 5,6,9-11. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma evid\u00eancia de que outros tipos de comida ir\u00e3o lhe fazer perder mais gordura quando voc\u00ea estiver de dieta.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa que a qualidade da comida n\u00e3o importa. Comidas integrais, nutritivas, e alimentos saciantes ir\u00e3o ajudar a se manter saud\u00e1vel e controlar a fome por mais tempo 12-15.<\/p>\n<p>No entanto, ingerir pequenas quantidade de comidas \u201csujas\u201d n\u00e3o ir\u00e3o causar nenhum impacto na sua habilidade de perder gordura se voc\u00ea se manter em d\u00e9ficit cal\u00f3rico.<\/p>\n<p>Certos tipos de comida s\u00e3o mais saciantes que outros, e portanto ser\u00e1 mais f\u00e1cil manter o d\u00e9ficit. No entanto, se voc\u00ea se manter em d\u00e9ficit, ir\u00e1 perder peso.<\/p>\n<p>A \u201cqualidade\u201d da comida (o que quer que isso queira dizer) n\u00e3o faz nenhuma diferen\u00e7a.<\/p>\n<h3>Mito #2: Se voc\u00ea comer a quantidade certa de prote\u00edna, gordura e carboidrato, voc\u00ea n\u00e3o ir\u00e1 ganhar gordura<\/h3>\n<p>Virtualmente toda dieta de perda de peso possui uma propor\u00e7\u00e3o entre macronutrientes \u2013 um percentual de calorias vindas de prote\u00edna, gordura e carboidrato, que voc\u00ea supostamente deva seguir.<\/p>\n<p>A maioria dessas dietas n\u00e3o t\u00eam sentido. Quase 100 anos de estudos mostram que n\u00e3o h\u00e1 nenhuma combina\u00e7\u00e3o de macronutrientes que ir\u00e1 fazer com que voc\u00ea perca mais peso do que outra 1,3,16-18. As pessoas perdem a mesma quantidade de peso quando elas comem mais ou menos carboidratos (high-carb vs low-carb), se elas continuarem comendo a mesma quantidade de prote\u00edna 1-4,19.<\/p>\n<p>Isso nos leva a uma exce\u00e7\u00e3o \u2013 dietas com alta quantidade de prote\u00edna.<\/p>\n<p>Dietas com grandes quantidade de prote\u00edna geralmente ajudam as pessoas a perder menos m\u00fasculos e mais gordura com a mesma quantidade de calorias ingeridas 20-30. No entanto, ap\u00f3s um certo ponto, comer mais prote\u00edna n\u00e3o ir\u00e1 lhe fazer perder mais gordura.<\/p>\n<p>Note que nenhuma das pessoas nesses estudos teriam perdido peso se elas n\u00e3o estivessem em um d\u00e9ficit cal\u00f3rico. Elas tamb\u00e9m normalmente perderam a mesma quantidade <i>total de peso<\/i> que pessoas em dietas com menor quantidade de prote\u00edna.<\/p>\n<p>Qualquer macro nutriente pode fazer voc\u00ea ganhar peso se ele tamb\u00e9m contribuir para um super\u00e1vit cal\u00f3rico. Nenhuma propor\u00e7\u00e3o de macro nutrientes ir\u00e1 evitar ou reduzir a perda de gordura enquanto voc\u00ea estiver em d\u00e9ficit cal\u00f3rico. As calorias importam.<\/p>\n<h3>Mito #3: As pessoas n\u00e3o perdem *exatamente* a mesma quantidade de peso que elas esperam, portanto as calorias n\u00e3o s\u00e3o importantes<\/h3>\n<p>Um quilo de gordura tem aproximadamente 8000 calorias. Se voc\u00ea comer 500 calorias a menos por dia, voc\u00ea deve perder aproximadamente meio quilo por semana.<\/p>\n<p>Isso nunca acontece.<\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo em estudos controlados, as pessoas quase nunca perdem exatamente a mesma quantidade de peso que elas esperam da calculadora <sup>31,32<\/sup>. As pessoas dizem que isso \u00e9 prova de que as calorias n\u00e3o importam.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9.<\/p>\n<p>Cientistas sabem por anos que ambos os lados da equa\u00e7\u00e3o de balan\u00e7o de energia \u2013 o quanto voc\u00ea ingere e o quanto voc\u00ea gasta \u2013 s\u00e3o vari\u00e1veis que s\u00e3o dif\u00edceis de serem medidas 1,2.<\/p>\n<p>Aqui est\u00e1 porque as pessoas n\u00e3o perdem exatamente a mesma quantidade de peso elas esperam, e porque isso n\u00e3o \u00e9 prova de que calorias n\u00e3o importam:<\/p>\n<ol>\n<li>As pessoas n\u00e3o sabem estimar quantas calorias est\u00e3o ingerindo ou gastando <sup>33-62<\/sup>\u00a0<sup>63-81<\/sup>. \u00c9 por isso que refer\u00eancias aned\u00f3ticas (aconteceu com um amigo, vizinho, irm\u00e3o etc) e estudos fora de uma cl\u00ednica nunca ir\u00e3o provar que calorias n\u00e3o importam.<\/li>\n<li>Quando as pessoas perdem peso, elas queimam menos calorias quando se movem, e por v\u00e1rias outras raz\u00f5es. O d\u00e9ficit cal\u00f3rico torna-se menor, e elas perdem gordura mais lentamente 82-84.<\/li>\n<li>As pessoas tamb\u00e9m normalmente perdem um pouco de massa magra, mesmo seguindo uma dieta correta, e isso pode influenciar no total de peso perdido.<\/li>\n<li>\u00c9 muito dif\u00edcil calcular a ingest\u00e3o exata de calorias, mesmo com refei\u00e7\u00f5es controladas.<\/li>\n<li>Quando pesquisadores est\u00e3o estimando o gasto cal\u00f3rico, eles podem errar um pouco. Se isso acontecer, elas podem estar em um d\u00e9ficit cal\u00f3rico um pouco maior ou menor ao longo de todo o estudo.<\/li>\n<li>As pessoas ret\u00e9m diferentes quantidades de \u00e1gua, o que pode influenciar no peso total perdido.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Em todos estudos controlados onde as pessoas s\u00e3o for\u00e7adas a comer menos, elas perdem peso. Elas nem sempre perdem a mesma quantidade de peso, mas normalmente \u00e9 perto do esperado se voc\u00ea considerar que um quilo significa 8000 calorias 32.<\/p>\n<h3>Mito #4: As pessoas n\u00e3o ganham *exatamente* a mesma quantidade de peso que elas esperam quando est\u00e3o em super\u00e1vit, portanto as calorias n\u00e3o importam.<\/h3>\n<p>Estudos onde as pessoas comeram mais do que a manuten\u00e7\u00e3o nem sempre mostram um ganho de peso exatamente conforme esperado 85,86.<\/p>\n<p>Novamente, as pessoas dizem que isso \u00e9 prova de que calorias n\u00e3o importam.<\/p>\n<p>Novamente, elas est\u00e3o erradas.<\/p>\n<p>Assim como quando elas perdem peso, o corpo tende a se defender do ganho de peso.<\/p>\n<p>Algumas pessoas ganham exatamente a quantidade de peso baseada na quantidade de calorias ingeridas. Quando elas comem 3.500 calorias a mais por semana, elas ganham quase exatamente uma libra (450 gramas) por semana 87-89. Que chato.<\/p>\n<p>No entanto, h\u00e1 pessoas que n\u00e3o ganham. Em alguns casos, elas mal ganham peso independentemente da quantidade de calorias que ingerirem a mais 90.<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rias raz\u00f5es para isso:<\/p>\n<p><strong>1 &#8211;<\/strong> As pessoas se movem mais sem perceber, gastando calorias extras.<\/p>\n<p>As pessoas aumentam o n\u00edvel de gasto cal\u00f3rico em repouso, NEAT (non-exercise activity thermogenesis) enquanto est\u00e3o em dieta. Elas ficam mais de p\u00e9, sentam menos, ficam agitadas, e normalmente ficam se movendo ou s\u00e3o hiperativas. Esses pequenos movimentos podem se somar e ter um grande impacto ao longo do dia 91,92.<\/p>\n<p>Em alguns casos, elas podem gastar quase 1.000 calorias extras por dia e n\u00e3o ganhar nenhuma gordura 90. Elas ainda ganham um pouco de peso, mas nada que voc\u00ea possa perceber.<\/p>\n<p><strong>2 &#8211;<\/strong> As pessoas ganham peso, o que faz com que elas tenham que transportar mais peso, o que queima mais calorias.<\/p>\n<p>Quando voc\u00ea ganha peso, voc\u00ea tem que mover um corpo maior. Isso queima mais calorias, o que \u00e9 parcialmente suficiente para queimar um pouco de calorias e reduzir o ganho de peso 93.<\/p>\n<p><strong>3 &#8211;<\/strong> Quando voc\u00ea come mais calorias, voc\u00ea queima mais calorias devido \u00e0 digest\u00e3o.<\/p>\n<p>A maioria das pessoas gasta em torno de 10% das calorias apenas digerindo a comida 94. Se voc\u00ea comer 1.000 calorias extras por dia, voc\u00ea vai queimar 100 calorias extras devido \u00e0 digest\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>4 &#8211;<\/strong> As pessoas n\u00e3o sabem o quanto elas est\u00e3o comendo.<\/p>\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o controladas, pessoas magras que pensam comer \u201cuma tonelada de comida\u201d normalmente n\u00e3o comem tanto. Pessoas magras ou leves normalmente subestimam a quantidade de comida que elas ingerem, da mesma forma que pessoas obesas subestimas a quantidade de calorias.<\/p>\n<p>O fato de que as pessoas n\u00e3o ganham peso de forma linear conforme a quantidade de calorias que elas ingerem n\u00e3o significa que calorias n\u00e3o importam. Isso apenas prova que o seu gasto cal\u00f3rico muda conforme voc\u00ea come mais, ou ganha peso.<\/p>\n<h3>Mito #5: O seu metabolismo desacelera quando voc\u00ea reduz as calorias, portanto reduzir as calorias n\u00e3o funciona.<\/h3>\n<p>Se isso fosse verdade, n\u00e3o existiria fome.<\/p>\n<p>Conforme voc\u00ea perde peso, voc\u00ea queima menos calorias. Isso vai acontecer com qualquer dieta, e isso \u00e9 v\u00e1lido para todo mundo 82,84,95,96. Exceto em circunst\u00e2ncias extremas, no entanto, no entanto, isso quase nunca vai ser suficiente para parar completamente a perda de peso.<\/p>\n<p>Na maioria dos casos, a redu\u00e7\u00e3o na queima de calorias \u00e9 pequena, e tem um pequeno impacto na taxa de perda de peso 82.<\/p>\n<p>Quando pessoas obesas foram for\u00e7adas a praticar exerc\u00edcios f\u00edsicos por horas e reduzir a ingest\u00e3o cal\u00f3rica em 30%, elas perderam 56Kg em 30 semanas. A taxa metab\u00f3lica basal caiu apenas 504 calorias por dia al\u00e9m da quantidade reduzida por carregarem menos peso 97.<\/p>\n<p>No Minnesota Starvation Study, as pessoas foram for\u00e7adas a reduzir a ingest\u00e3o cal\u00f3rica em 50% e caminhar 35Km por semana. Depois de 6 meses de dieta eles perderam 25% do peso corporal. A taxa metab\u00f3lica basal caiu apenas 225 calorias por dia. Essas pessoas j\u00e1 eram magras quando come\u00e7aram o estudo 98.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nenhuma evid\u00eancia de que a queda no metabolismo enquanto voc\u00ea est\u00e1 em dieta \u00e9 capaz de fazer voc\u00ea <i>ganhar<\/i> peso. Isso nunca aconteceu em um \u00fanico estudo em 100 anos. Se fosse verdade, j\u00e1 teria acontecido.<\/p>\n<p>O seu metabolismo vai um pouco quando voc\u00ea perde peso, mas esse \u00e9 o pre\u00e7o que voc\u00ea pagar por perder peso. Isso acontece com todo mundo, e \u00e9 uma coisa que voc\u00ea pode minimizar com certos comportamentos. As calorias ainda s\u00e3o importantes.<\/p>\n<h3>Mito #6: A perda de peso \u00e9 uma coisa complexa demais para ser gerenciada por uma coisa t\u00e3o simples quanto dieta e exerc\u00edcio.<\/h3>\n<p>H\u00e1 centenas de fatores que influenciam a perda de peso e composi\u00e7\u00e3o corporal.<\/p>\n<p>O seu set point (zona de conforto onde o corpo ficou v\u00e1rios anos e tem dificuldades de sair da in\u00e9rcia), prefer\u00eancias alimentares, sensibilidade \u00e0 sugest\u00e3o de comida (convite para sair ou algu\u00e9m oferecendo um chocolate), tipo de exerc\u00edcio, gasto cal\u00f3rico em repouso, controle pessoal, habilidade de estimar a quantidade de comida, n\u00edveis hormonais e sensibilidade \u00e0 eles, e centenas de outras vari\u00e1veis que ajudam a determinar a sua capacidade de perder gordura.<\/p>\n<p>A perda de gordura \u00e9 extremamente complexa e \u00e9 provavelmente imposs\u00edvel definir cada coisa que afeta a sua capacidade de perder ou ganhar.<\/p>\n<p>A boa not\u00edcia \u00e9 que voc\u00ea n\u00e3o precisa fazer isso.<\/p>\n<p>Quando as pessoas criam um d\u00e9ficit cal\u00f3rico, elas perdem peso sem se preocupar com todos esses fatores. Elas comem menos, se movem mais, e perdem peso 1-4.<\/p>\n<p>Voc\u00ea n\u00e3o pode controlar tudo que influencie a perda de gordura. E \u00e9 por isso que voc\u00ea precisa focar-se no que pode controlar. A ingest\u00e3o de calorias e os seus n\u00edveis de atividade f\u00edsica.<\/p>\n<p>O fato de que a sua ingest\u00e3o cal\u00f3rica e gasto cal\u00f3ricos s\u00e3o influenciadas por diversos fatores n\u00e3o muda o fato de que calorias s\u00e3o importantes, e que voc\u00ea n\u00e3o vai perder gordura se n\u00e3o estiver em d\u00e9ficit.<\/p>\n<h3>Mito #7: Quando ou o que voc\u00ea come \u00e9 mais importante do que quanto.<\/h3>\n<p>Falar sobre os hor\u00e1rios corretos de se alimentar est\u00e1 cada vez mais popular, e isso \u00e9 uma vergonha.<\/p>\n<p>H\u00e1 raz\u00f5es para as pessoas dizerem que certos hor\u00e1rios s\u00e3o mais importantes que outros:<\/p>\n<p><strong>Equ\u00edvoco 1:<\/strong> Comer 5 ou 6 refei\u00e7\u00f5es por dia controla a fome e mant\u00e9m o metabolismo acelerado.<\/p>\n<p><strong>Verdade:<\/strong> N\u00e3o h\u00e1 absolutamente nenhuma evid\u00eancia de que pessoas que comem mais frequentemente aumentam a sua taxa metab\u00f3lica basal ou as ajudam a perder gordura <sup>99<\/sup>. H\u00e1 muito pouca evid\u00eancia de que comer mais frequentemente ajude a reduzir o apetite melhor do que 3 refei\u00e7\u00f5es por dia 100-102.<\/p>\n<p><strong>Equ\u00edvoco 2:<\/strong> Jejum intermitente ajuda a perder mais gordura e menos m\u00fasculo enquanto voc\u00ea estiver em dieta. Tamb\u00e9m ajuda a ganhar menos gordura quando voc\u00ea estiver com super\u00e1vit cal\u00f3rico.<\/p>\n<p><strong>Verdade:<\/strong> H\u00e1 pouca evid\u00eancia de que jejum intermitente \u00e9 apenas uma outra forma das pessoas organizarem a sua dieta de forma estruturada.<\/p>\n<p><strong>Equ\u00edvoco 3:<\/strong> Caf\u00e9 da manh\u00e3 ajuda voc\u00ea a perder peso.<\/p>\n<p><strong>Verdade:<\/strong> N\u00e3o h\u00e1 nenhuma evid\u00eancia de que pessoas que fazem o caf\u00e9 da manh\u00e3 percam mais peso se comparadas com outras pessoas com a mesma quantidade de calorias 103.<\/p>\n<p><strong>Equ\u00edvoco 4:<\/strong> Comer mais das suas calorias ou carboidratos \u00e0 noite ajuda a perder mais peso.<\/p>\n<p><strong>Verdade:<\/strong> A pesar de alguns estudos n\u00e3o controlados 104,105, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma evid\u00eancia controlada de que isso seja verdade, desde que as pessoas nos estudos estejam ingerindo a mesma quantidade de calorias.<\/p>\n<p><strong>Equ\u00edvoco 5:<\/strong> Voc\u00ea vai ganhar mais m\u00fasculos e perder mais gordura se voc\u00ea se alimentar 30 minutos ap\u00f3s o treino.<\/p>\n<p><strong>Verdade:<\/strong> A grande maioria dos estudos mostram que \u201ca janela anab\u00f3lica p\u00f3s-treino\u201d n\u00e3o ajuda a ganhar mais m\u00fasculos ou perder mais gordura 106,107.<\/p>\n<p>Em resumo, a frequ\u00eancia n\u00e3o influencia na perda de peso ou queima de calorias. Provavelmente \u00e9 m\u00e1 ideia passar fome por uma semana e ent\u00e3o ficar beliscando outra semana, mas aplicada de forma inteligente, a frequ\u00eancia das refei\u00e7\u00f5es n\u00e3o importa.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea estiver consumindo a mesma quantidade de calorias voc\u00ea ir\u00e1 perder ou ganhar a mesma quantidade de peso. Isso \u00e9 verdade se voc\u00ea comer 10 pequenas refei\u00e7\u00f5es ou 1 grande refei\u00e7\u00e3o por dia.<\/p>\n<h3>Mito #8: Horm\u00f4nios afetam o seu peso corporal, portanto, manipular os horm\u00f4nios \u00e9 mais importante do que calorias.<\/h3>\n<p>Horm\u00f4nios como leptina, cortisol, tireoide, insulina e testosterona afetam a quantidade de calorias que voc\u00ea queima e quanta gordura ou massa magra voc\u00ea perde enquanto estiver de dieta 108-111. Eles tamb\u00e9m afetam a quantidade de m\u00fasculo e gordura voc\u00ea ganha em super\u00e1vit.<\/p>\n<p>Algumas pessoas dizem que por causa disso, voc\u00ea n\u00e3o deve se preocupar com as calorias que voc\u00ea ingere, apenas em \u201cotimizar\u201d os seus horm\u00f4nios. E ent\u00e3o elas recomendam algo do tipo:<\/p>\n<ul>\n<li>Uma dieta especial para melhorar a produ\u00e7\u00e3o hormonal.<\/li>\n<li>Evitar certos tipos de comida ou macronutrientes porque eles podem aumentar os n\u00edveis de estr\u00f3geno ou reduzir testosterona, ou afetar outro horm\u00f4nio.<\/li>\n<li>Suplementos, \u00e9 claro.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Horm\u00f4nios s\u00e3o importantes, mas n\u00e3o h\u00e1 nenhuma evid\u00eancia de que voc\u00ea pode mudar a forma que eles te ajudam a perder peso sem criar um d\u00e9ficit cal\u00f3rico.<\/p>\n<p>Quando voc\u00ea reduz a ingest\u00e3o de calorias, horm\u00f4nios como leptina e tireoide ir\u00e3o cair, o que faz com que voc\u00ea queime menos calorias 112,113.<\/p>\n<p>No entanto, as mudan\u00e7as s\u00e3o pequenas, e elas n\u00e3o acontecem se voc\u00ea n\u00e3o estiver com d\u00e9ficit cal\u00f3rico. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 nenhuma evid\u00eancia de que pessoas que estejam ingerindo calorias suficientes para manter o peso ir\u00e3o reduzir o peso se elas come\u00e7arem a \u201cotimizar\u201d os horm\u00f4nios.<\/p>\n<p>Redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica nas calorias, se exercitar demais, ficar sem dormir, n\u00edveis de estresse alt\u00edssimos, e outros comportamentos nada saud\u00e1veis podem reduzir a sua capacidade de perder gordura. Isso n\u00e3o muda o fato que de voc\u00ea ainda precisa estar com d\u00e9ficit cal\u00f3rico para perder gordura.<\/p>\n<h3>Mito #9: Com a combina\u00e7\u00e3o certa de suplementos, voc\u00ea n\u00e3o precisa comer menos calorias para perder gordura.<\/h3>\n<p>Suplementos para perda de gordura s\u00e3o completamente in\u00fateis, nenhum deles vai te ajudar a perder gordura se voc\u00ea n\u00e3o estiver em d\u00e9ficit cal\u00f3rico. At\u00e9 mesmo os que funcionam apenas ajudam a perder um pouco mais gordura.<\/p>\n<p>Suplementos como CLA nunca mostraram funcionar de forma eficientes em humanos 114,115. Baseado nas evid\u00eancias atuais, eles s\u00e3o desperd\u00edcio de dinheiro.<\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo os compostos mais poderosos para perda de gordura, como efedrina e cafe\u00edna tem efeitos pequenos. Eles ajudam a queimar 100-200 calorias extras por dia, e os efeitos tendem a diminuir com o tempo 116-118.<\/p>\n<p>Os \u00fanicos suplementos que ajudam a perder gordura s\u00e3o os que fazem voc\u00ea comer menos ou se mover mais, o que apenas apoia a ideia de que as calorias s\u00e3o importantes.<\/p>\n<h3>Mito #10: Reduzir as calorias te deixa com fome; portanto, n\u00e3o \u00e9 efetivo ao longo do tempo.<\/h3>\n<p>Comer menos geralmente faz com que voc\u00ea queira comer mais.<\/p>\n<p>No entanto, se voc\u00ea escolher alimentos mais densos, voc\u00ea n\u00e3o necessariamente precisa passar fome quando estiver em dieta. Quando as pessoas ingerem mais prote\u00ednas, por exemplo, elas normalmente ingerem menos calorias por dia sem perceber <sup>24,27,28,119-121<\/sup>. A mesma coisa acontece quando as pessoas ingerem mais frutas, vegetais e fibras 122.<\/p>\n<p>Em alguns casos, as pessoas ainda sentem fome ingerindo apenas alimentos \u2018que enchem\u2019. Infelizmente, \u00e0s vezes voc\u00ea ter\u00e1 que aguentar. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma regra que diga que voc\u00ea n\u00e3o pode passar fome enquanto estiver de dieta. Ao longo do tempo, o corpo se adapta \u00e0 nova quantidade de comida e os n\u00edveis de fome s\u00e3o reduzidos.<\/p>\n<p>Outra coisa a se lembrar \u00e9 que a ingest\u00e3o de comida \u00e9 afetada por v\u00e1rias coisas que n\u00e3o est\u00e3o relacionadas com a fome.<\/p>\n<ul>\n<li>N\u00f3s comemos mais quando a comida tem sabor melhor.<\/li>\n<li>N\u00f3s comemos mais se utilizarmos tigelas ou pratos maiores.<\/li>\n<li>N\u00f3s comemos mais quando temos uma oferta grande de alimentos (buffet, por exemplo).<\/li>\n<li>N\u00f3s comemos mais quando estamos entediados.<\/li>\n<li>N\u00f3s comemos mais porque a comida est\u00e1 dispon\u00edvel.<\/li>\n<li>N\u00f3s comemos mais porque as pessoas ao nosso redor est\u00e3o comendo.<\/li>\n<li>N\u00f3s comemos mais porque comemos muito r\u00e1pido.<\/li>\n<li>N\u00f3s comemos mais porque perdemos as contas das calorias.<\/li>\n<li>N\u00f3s comemos mais porque estamos distra\u00eddos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Exerc\u00edcios f\u00edsicos tendem a ajudar as pessoas a controlar a fome, apesar do fato de que os exerc\u00edcios aumentam o d\u00e9ficit cal\u00f3rico 123,124.<\/p>\n<p>A n\u00e3o ser que voc\u00ea esteja em uma dieta com n\u00edveis de gordura corporal extremamente baixos, voc\u00ea geralmente consegue gerenciar a fome com uma estrat\u00e9gia apropriada.<\/p>\n<p>Entenda essa mensagem:<\/p>\n<p>Comer menos nem sempre te deixa com fome.<\/p>\n<p>S\u00f3 porque comer menos <i>\u00e0s vezes<\/i> te deixa com fome, isso n\u00e3o quer dizer que voc\u00ea possa perder peso sem reduzir as calorias.<\/p>\n<h3>Mito #11: \u201cEu n\u00e3o perdi peso enquanto estava comendo menos e me exercitando mais\u201d<\/h3>\n<p>A piada.<\/p>\n<p>E \u00e9 assim que ela \u00e9 contada normalmente:<\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o perdi gordura comendo menos e me exercitando mais; portanto isso n\u00e3o \u00e9 pra mim. Eu segui uma dieta com pouco carboidrato [ou qualquer outro tipo de dieta] e perdi 10 quilos, veja s\u00f3\u201d.<\/p>\n<p>Veja 4 raz\u00f5es que fazem com que esse tipo de argumento seja inv\u00e1lido:<\/p>\n<ol>\n<li>A maioria das pessoas n\u00e3o sabe contar as calorias que ingerem ou queimam. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma raz\u00e3o para achar que essa pessoa seja diferente.<\/li>\n<li>N\u00e3o h\u00e1 nenhuma forma de verificar a quantidade de calorias que essa pessoa estava ingerindo ou queimando antes de perder peso, ent\u00e3o voc\u00ea deve acreditar na palavra delas. Veja o ponto 1 para saber porque isso \u00e9 uma m\u00e1 ideia.<\/li>\n<li>N\u00e3o importa qual dieta foi, elas come\u00e7aram porque acreditaram que as ajudaria a perder peso. Elas queriam que funcionasse, o que significa que elas v\u00e3o deixar passar qualquer coisa que prove que a dieta n\u00e3o funciona. Da mesma forma, se come\u00e7arem a contar calorias achando que \u00e9 uma m\u00e1 ideia, provavelmente v\u00e3o se desestimular e falhar de prop\u00f3sito.<\/li>\n<li>Mesmo se essas pessoas seguissem um estudo \u201ccontrolado\u201d nelas mesmas, elas saberiam os detalhes dos estudos, o que \u00e9 um resultado tendencioso.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Depois de escutar todos os pontos acima, essas pessoas v\u00e3o jogar essa carta:<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea n\u00e3o fez um estudo em mim. Voc\u00ea n\u00e3o sabe se esses resultados se aplicam em mim.\u201d<\/p>\n<p>Resposta: E que evid\u00eancia voc\u00ea tem que voc\u00ea \u00e9 diferente?<\/p>\n<p>As chances s\u00e3o de que elas n\u00e3o s\u00e3o diferentes. Em quase 100 anos de estudos sobre perda de peso, n\u00f3s n\u00e3o conseguimos achar 1 \u00fanico ser humano que n\u00e3o perde peso quando est\u00e1 com d\u00e9ficit cal\u00f3rico.<\/p>\n<p>Com tantos estudos feitos at\u00e9 hoje, as chances s\u00e3o de que essa pessoa n\u00e3o seja o ponto fora da curva.<\/p>\n<p>Fato: As calorias importam.<\/p>\n<p>Todos os estudos controlados feitos nos \u00faltimos 100 anos mostram que as pessoas n\u00e3o perdem peso se n\u00e3o estiverem com d\u00e9ficit cal\u00f3rico.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o quer dizer que voc\u00ea seja fraco ou incapaz se voc\u00ea tentou emagrecer. Isso quer dizer que voc\u00ea estava gastando o seu tempo nas coisas erradas, algo que todo mundo faz. Simplifique esfor\u00e7os; crie um d\u00e9ficit cal\u00f3rico.<\/p>\n<p>Voc\u00ea vai escutar todo tipo de argumento dizendo que isso n\u00e3o \u00e9 verdade, mas todos eles s\u00e3o esmagados quando voc\u00ea olha os estudos. Isso n\u00e3o quer dizer que as calorias s\u00e3o a \u00fanica coisa que voc\u00ea deva pensar, mas se voc\u00ea quer perder peso, voc\u00ea precisa comer menos calorias e queimar mais. Ponto.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Aless<br \/>\nFonte: <a href=\"https:\/\/evidencemag.com\/calories-count\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/evidencemag.com\/calories-count\/<\/a><\/p>\n<p>[spoiler]1.\u202fBuchholz AC, Schoeller DA. Is a calorie a calorie?\u00a0<i>Am J Clin Nutr<\/i>. 2004;79(5):899S\u2013906S. Available at: https:\/\/eutils.ncbi.nlm.nih.gov\/entrez\/eutils\/elink.fcgi?dbfrom=pubmed&amp;id=15113737&amp;retmode=ref&amp;cmd=prlinks.<\/p>\n<p>2.\u202fSchoeller DA. The energy balance equation: looking back and looking forward are two very different views.\u00a0<i>Nutr Rev<\/i>. 2009;67(5):249\u2013254. doi:10.1111\/j.1753-4887.2009.00197.x.<\/p>\n<p>3.\u202fSchoeller DA, Buchholz AC. Energetics of obesity and weight control: does diet composition matter?\u00a0<i>J Am Diet Assoc<\/i>. 2005;105(5 Suppl 1):S24\u20138. doi:10.1016\/j.jada.2005.02.025.<\/p>\n<p>4.\u202fWesterterp KR. Physical activity, food intake, and body weight regulation: insights from doubly labeled water studies.<i>Nutr Rev<\/i>. 2010;68(3):148\u2013154. doi:10.1111\/j.1753-4887.2010.00270.x.<\/p>\n<p>5.\u202fSurwit RS, Feinglos MN, McCaskill CC, et al. Metabolic and behavioral effects of a high-sucrose diet during weight loss.<i>Am J Clin Nutr<\/i>. 1997;65(4):908\u2013915. Available at: https:\/\/ajcn.nutrition.org\/content\/65\/4\/908.full.pdf.<\/p>\n<p>6.\u202fHengstler JG, Foth H, Gebel T, et al. Critical evaluation of key evidence on the human health hazards of exposure to bisphenol A.\u00a0<i>Crit Rev Toxicol<\/i>. 2011;41(4):263\u2013291. doi:10.3109\/10408444.2011.558487.<\/p>\n<p>7.\u202fLustig RH, Schmidt LA, Brindis CD. Public health: The toxic truth about sugar.\u00a0<i>Nature<\/i>. 2012;482(7383):27\u201329. doi:10.1038\/482027a.<\/p>\n<p>8.\u202fLustig RH. Fructose: it\u2019s \u201calcohol without the buzz\u201d.\u00a0<i>Adv Nutr<\/i>. 2013;4(2):226\u2013235. doi:10.3945\/an.112.002998.<\/p>\n<p>9.\u202fBizzaro N, Tozzoli R, Villalta D, Fabris M, Tonutti E. Cutting-edge issues in celiac disease and in gluten intolerance.\u00a0<i>Clin Rev Allergy Immunol<\/i>. 2012;42(3):279\u2013287. doi:10.1007\/s12016-010-8223-1.<\/p>\n<p>10.\u202fWhite JS. Straight talk about high-fructose corn syrup: what it is and what it ain\u2019t.\u00a0<i>Am J Clin Nutr<\/i>. 2008;88(6):1716S\u20131721S. doi:10.3945\/ajcn.2008.25825B.<\/p>\n<p>11.\u202fLouie JCY, Flood VM, Hector DJ, Rangan AM, Gill TP. Dairy consumption and overweight and obesity: a systematic review of prospective cohort studies.\u00a0<i>Obes Rev<\/i>. 2011;12(7):e582\u201392. doi:10.1111\/j.1467-789X.2011.00881.x.<\/p>\n<p>12.\u202fRebello CJ, Liu AG, Greenway FL, Dhurandhar NV. Dietary strategies to increase satiety.\u00a0<i>Adv Food Nutr Res<\/i>. 2013;69:105\u2013182. doi:10.1016\/B978-0-12-410540-9.00003-X.<\/p>\n<p>13.\u202fSlavin JL. Position of the American Dietetic Association: health implications of dietary fiber.\u00a0<i>J Am Diet Assoc<\/i>. 2008;108(10):1716\u20131731.<\/p>\n<p>14.\u202fAune D, Chan DSM, Vieira AR, et al. Fruits, vegetables and breast cancer risk: a systematic review and meta-analysis of prospective studies.\u00a0<i>Breast Cancer Res Treat<\/i>. 2012;134(2):479\u2013493. doi:10.1007\/s10549-012-2118-1.<\/p>\n<p>15.\u202fSlavin JL, Lloyd B. Health benefits of fruits and vegetables.\u00a0<i>Adv Nutr<\/i>. 2012;3(4):506\u2013516. doi:10.3945\/an.112.002154.<\/p>\n<p>16.\u202fFreedman MR, King J, Kennedy E. Popular diets: a scientific review.\u00a0<i>Obes Res<\/i>. 2001;9 Suppl 1:1S\u201340S. doi:10.1038\/oby.2001.113.<\/p>\n<p>17.\u202fHu T, Mills KT, Yao L, et al. Effects of low-carbohydrate diets versus low-fat diets on metabolic risk factors: a meta-analysis of randomized controlled clinical trials.\u00a0<i>Am J Epidemiol<\/i>. 2012;176 Suppl 7:S44\u201354. doi:10.1093\/aje\/kws264.<\/p>\n<p>18.\u202fBradley U, Spence M, Courtney CH, et al. Low-fat versus low-carbohydrate weight reduction diets: effects on weight loss, insulin resistance, and cardiovascular risk: a randomized control trial.\u00a0<i>Diabetes<\/i>. 2009;58(12):2741\u20132748. doi:10.2337\/db09-0098.<\/p>\n<p>19.\u202fSoenen S, Bonomi AG, Lemmens SGT, et al. Relatively high-protein or \u201clow-carb\u201d energy-restricted diets for body weight loss and body weight maintenance?\u00a0<i>Physiol Behav<\/i>. 2012;107(3):374\u2013380. doi:10.1016\/j.physbeh.2012.08.004.<\/p>\n<p>20.\u202fLayman DK, Boileau RA, Erickson DJ, et al. A reduced ratio of dietary carbohydrate to protein improves body composition and blood lipid profiles during weight loss in adult women.\u00a0<i>J Nutr<\/i>. 2003;133(2):411\u2013417. Available at: https:\/\/jn.nutrition.org\/content\/133\/2\/411.full.<\/p>\n<p>21.\u202fLayman DK, Evans E, Baum JI, Seyler J, Erickson DJ, Boileau RA. Dietary protein and exercise have additive effects on body composition during weight loss in adult women.\u00a0<i>J Nutr<\/i>. 2005;135(8):1903\u20131910. Available at: https:\/\/jn.nutrition.org\/content\/135\/8\/1903.long.<\/p>\n<p>22.\u202fLeidy HJ, Carnell NS, Mattes RD, Campbell WW. Higher protein intake preserves lean mass and satiety with weight loss in pre-obese and obese women.\u00a0<i>Obesity (Silver Spring)<\/i>. 2007;15(2):421\u2013429. doi:10.1038\/oby.2007.531.<\/p>\n<p>23.\u202fLayman DK. Protein quantity and quality at levels above the RDA improves adult weight loss.\u00a0<i>J Am Coll Nutr<\/i>. 2004;23(6 Suppl):631S\u2013636S. Available at: https:\/\/pmid.us\/15640518.<\/p>\n<p>24.\u202fWycherley TP, Moran LJ, Clifton PM, Noakes M, Brinkworth GD. Effects of energy-restricted high-protein, low-fat compared with standard-protein, low-fat diets: a meta-analysis of randomized controlled trials.\u00a0<i>Am J Clin Nutr<\/i>. 2012;96(6):1281\u20131298. doi:10.3945\/ajcn.112.044321.<\/p>\n<p>25.\u202fWycherley TP, Noakes M, Clifton PM, Cleanthous X, Keogh JB, Brinkworth GD. A high-protein diet with resistance exercise training improves weight loss and body composition in overweight and obese patients with type 2 diabetes.<i>Diabetes Care<\/i>. 2010;33(5):969\u2013976. doi:10.2337\/dc09-1974.<\/p>\n<p>26.\u202fKerksick C, Thomas A, Campbell B, et al. Effects of a popular exercise and weight loss program on weight loss, body composition, energy expenditure and health in obese women.\u00a0<i>Nutr Metab (Lond)<\/i>. 2009;6:23. doi:10.1186\/1743-7075-6-23.<\/p>\n<p>27.\u202fWesterterp-Plantenga MS, Lemmens SG, Westerterp KR. Dietary protein \u2013 its role in satiety, energetics, weight loss and health.\u00a0<i>Br J Nutr<\/i>. 2012;108 Suppl 2:S105\u201312. doi:10.1017\/S0007114512002589.<\/p>\n<p>28.\u202fPaddon-Jones D, Westman E, Mattes RD, Wolfe RR, Astrup A, Westerterp-Plantenga M. Protein, weight management, and satiety.\u00a0<i>Am J Clin Nutr<\/i>. 2008;87(5):1558S\u20131561S. Available at: https:\/\/ajcn.nutrition.org\/content\/87\/5\/1558S.long.<\/p>\n<p>29.\u202fDemling RH, DeSanti L. Effect of a hypocaloric diet, increased protein intake and resistance training on lean mass gains and fat mass loss in overweight police officers.\u00a0<i>Ann Nutr Metab<\/i>. 2000;44(1):21\u201329.<\/p>\n<p>30.\u202fHelms ER, Zinn C, Rowlands DS, Brown SR. A Systematic Review of Dietary Protein During Caloric Restriction in Resistance Trained Lean Athletes: A Case for Higher Intakes.\u00a0<i>Int J Sport Nutr Exerc Metab<\/i>. 2013.<\/p>\n<p>31.\u202fHall KD, Sacks G, Chandramohan D, et al. Quantification of the effect of energy imbalance on bodyweight.\u00a0<i>Lancet<\/i>. 2011;378(9793):826\u2013837. doi:10.1016\/S0140-6736(11)60812-X.<\/p>\n<p>32.\u202fHall KD. What is the required energy deficit per unit weight loss?\u00a0<i>International Journal of Obesity (2005)<\/i>. 2008;32(3):573\u2013576. doi:10.1038\/sj.ijo.0803720.<\/p>\n<p>33.\u202fYanetz R, Kipnis V, Carroll RJ, et al. Using biomarker data to adjust estimates of the distribution of usual intakes for misreporting: application to energy intake in the US population.\u00a0<i>J Am Diet Assoc<\/i>. 2008;108(3):455\u201364\u2013 discussion 464. doi:10.1016\/j.jada.2007.12.004.<\/p>\n<p>34.\u202fMillen AE, Tooze JA, Subar AF, Kahle LL, Schatzkin A, Krebs-Smith SM. Differences between food group reports of low-energy reporters and non-low-energy reporters on a food frequency questionnaire.\u00a0<i>J Am Diet Assoc<\/i>. 2009;109(7):1194\u20131203. doi:10.1016\/j.jada.2009.04.004.<\/p>\n<p>35.\u202fTooze JA, Vitolins MZ, Smith SL, et al. High levels of low energy reporting on 24-hour recalls and three questionnaires in an elderly low-socioeconomic status population.\u00a0<i>J Nutr<\/i>. 2007;137(5):1286\u20131293. Available at: https:\/\/jn.nutrition.org\/content\/137\/5\/1286.long.<\/p>\n<p>36.\u202fLichtman SW, Pisarska K, Berman ER, et al. Discrepancy between self-reported and actual caloric intake and exercise in obese subjects.\u00a0<i>N Engl J Med<\/i>. 1992;327(27):1893\u20131898. doi:10.1056\/NEJM199212313272701.<\/p>\n<p>37.\u202fPrice GM, Paul AA, Cole TJ, Wadsworth ME. Characteristics of the low-energy reporters in a longitudinal national dietary survey.\u00a0<i>Br J Nutr<\/i>. 1997;77(6):833\u2013851.<\/p>\n<p>38.\u202fPryer JA, Vrijheid M, Nichols R, Kiggins M, Elliott P. Who are the \u201clow energy reporters\u201d in the dietary and nutritional survey of British adults?\u00a0<i>Int J Epidemiol<\/i>. 1997;26(1):146\u2013154.<\/p>\n<p>39.\u202fBrehm BJ, Spang SE, Lattin BL, Seeley RJ, Daniels SR, D\u2019Alessio DA. The role of energy expenditure in the differential weight loss in obese women on low-fat and low-carbohydrate diets.\u00a0<i>J Clin Endocrinol Metab<\/i>. 2005;90(3):1475\u20131482. doi:10.1210\/jc.2004-1540.<\/p>\n<p>40.\u202fBurrows TL, Martin RJ, Collins CE. A systematic review of the validity of dietary assessment methods in children when compared with the method of doubly labeled water.\u00a0<i>J Am Diet Assoc<\/i>. 2010;110(10):1501\u20131510. doi:10.1016\/j.jada.2010.07.008.<\/p>\n<p>41.\u202fCook A, Pryer J, Shetty P. The problem of accuracy in dietary surveys. Analysis of the over 65 UK National Diet and Nutrition Survey.\u00a0<i>J Epidemiol Community Health<\/i>. 2000;54(8):611\u2013616.<\/p>\n<p>42.\u202fMaurer J, Taren DL, Teixeira PJ, et al. The psychosocial and behavioral characteristics related to energy misreporting.<i>Nutr Rev<\/i>. 2006;64(2 Pt 1):53\u201366.<\/p>\n<p>43.\u202fRennie MJ, Bohe J, Smith K, Wackerhage H, Greenhaff P. Branched-chain amino acids as fuels and anabolic signals in human muscle.\u00a0<i>J Nutr<\/i>. 2006;136(1 Suppl):264S\u20138S. Available at: https:\/\/pmid.us\/16365095.<\/p>\n<p>44.\u202fJohansson L, Solvoll K, Bjorneboe GE, Drevon CA. Under- and overreporting of energy intake related to weight status and lifestyle in a nationwide sample.\u00a0<i>Am J Clin Nutr<\/i>. 1998;68(2):266\u2013274.<\/p>\n<p>45.\u202fPoslusna K, Ruprich J, de Vries JHM, Jakubikova M, van\u2019t Veer P. Misreporting of energy and micronutrient intake estimated by food records and 24 hour recalls, control and adjustment methods in practice.\u00a0<i>Br J Nutr<\/i>. 2009;101 Suppl 2:S73\u201385. doi:10.1017\/S0007114509990602.<\/p>\n<p>46.\u202fLivingstone MBE, Black AE. Markers of the validity of reported energy intake.\u00a0<i>J Nutr<\/i>. 2003;133 Suppl 3:895S\u2013920S.<\/p>\n<p>47.\u202fPietilaninen KH, Korkeila M, Bogl LH, et al. Inaccuracies in food and physical activity diaries of obese subjects: complementary evidence from doubly labeled water and co-twin assessments.\u00a0<i>International Journal of Obesity (2010)<\/i>. 2010;34:37\u2013445.<\/p>\n<p>48.\u202fFerrari P, Slimani N, Ciampi A, et al. Evaluation of under- and overreporting of energy intake in the 24-hour diet recalls in the European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition (EPIC).\u00a0<i>Public Health Nutr<\/i>. 2002;5(6B):1329\u20131345. doi:10.1079\/PHN2002409.<\/p>\n<p>49.\u202fAzizi F, Esmaillzadeh A, Mirmiran P. Correlates of under- and over-reporting of energy intake in Tehranians: body mass index and lifestyle-related factors.\u00a0<i>Asia Pac J Clin Nutr<\/i>. 2005;14(1):54\u201359.<\/p>\n<p>50.\u202fBuhl KM, Gallagher D, Hoy K, Matthews DE, Heymsfield SB. Unexplained disturbance in body weight regulation: diagnostic outcome assessed by doubly labeled water and body composition analyses in obese patients reporting low energy intakes.\u00a0<i>J Am Diet Assoc<\/i>. 1995;95(12):1393\u2013400\u2013 quiz 1401\u20132. doi:10.1016\/S0002-8223(95)00367-3.<\/p>\n<p>51.\u202fSamaras K, Kelly PJ, Campbell LV. Dietary underreporting is prevalent in middle-aged British women and is not related to adiposity (percentage body fat).\u00a0<i>International Journal of Obesity (2005)<\/i>. 1999;23(8):881\u2013888.<\/p>\n<p>52.\u202fLafay L, Mennen L, Basdevant A, et al. Does energy intake underreporting involve all kinds of food or only specific food items? Results from the Fleurbaix Laventie Ville Sante (FLVS) study.\u00a0<i>International Journal of Obesity (2005)<\/i>. 2000;24(11):1500\u20131506.<\/p>\n<p>53.\u202fLafay L, Basdevant A, Charles MA, et al. Determinants and nature of dietary underreporting in a free-living population: the Fleurbaix Laventie Ville Sante (FLVS) Study.\u00a0<i>International Journal of Obesity (2005)<\/i>. 1997;21(7):567\u2013573.<\/p>\n<p>54.\u202fGarriguet D. Under-reporting of energy intake in the Canadian Community Health Survey.\u00a0<i>Health Rep<\/i>. 2008;19(4):37\u201345.<\/p>\n<p>55.\u202fShahar DR, Yu B, Houston DK, et al. Misreporting of energy intake in the elderly using doubly labeled water to measure total energy expenditure and weight change.\u00a0<i>J Am Coll Nutr<\/i>. 2010;29(1):14\u201324.<\/p>\n<p>56.\u202fKrebs-Smith SM, Graubard BI, Kahle LL, Subar AF, Cleveland LE, Ballard-Barbash R. Low energy reporters vs others: a comparison of reported food intakes.\u00a0<i>Eur J Clin Nutr<\/i>. 2000;54(4):281\u2013287.<\/p>\n<p>57.\u202fBratteby LE, Sandhagen B, Fan H, Enghardt H, Samuelson G. Total energy expenditure and physical activity as assessed by the doubly labeled water method in Swedish adolescents in whom energy intake was underestimated by 7-d diet records.\u00a0<i>Am J Clin Nutr<\/i>. 1998;67(5):905\u2013911.<\/p>\n<p>58.\u202fTooze JA, Subar AF, Thompson FE, Troiano R, Schatzkin A, Kipnis V. Psychosocial predictors of energy underreporting in a large doubly labeled water study.\u00a0<i>Am J Clin Nutr<\/i>. 2004;79(5):795\u2013804.<\/p>\n<p>59.\u202fRennie KL, Siervo M, Jebb SA. Can self-reported dieting and dietary restraint identify underreporters of energy intake in dietary surveys?\u00a0<i>J Am Diet Assoc<\/i>. 2006;106(10):1667\u20131672. doi:10.1016\/j.jada.2006.07.014.<\/p>\n<p>60.\u202fMacdiarmid J, Blundell J. Assessing dietary intake: Who, what and why of under-reporting.\u00a0<i>Nutr Res Rev<\/i>. 1998;11(2):231\u2013253. doi:10.1079\/NRR19980017.<\/p>\n<p>61.\u202fBathalon GP, Tucker KL, Hays NP, et al. Psychological measures of eating behavior and the accuracy of 3 common dietary assessment methods in healthy postmenopausal women.\u00a0<i>Am J Clin Nutr<\/i>. 2000;71(3):739\u2013745.<\/p>\n<p>62.\u202fVentura AK, Loken E, Mitchell DC, Smiciklas-Wright H, Birch LL. Understanding reporting bias in the dietary recall data of 11-year-old girls.\u00a0<i>Obesity (Silver Spring)<\/i>. 2006;14(6):1073\u20131084. doi:10.1038\/oby.2006.123.<\/p>\n<p>63.\u202fChampagne CM, Bray GA, Kurtz AA, et al. Energy intake and energy expenditure: a controlled study comparing dietitians and non-dietitians.\u00a0<i>J Am Diet Assoc<\/i>. 2002;102(10):1428\u20131432.<\/p>\n<p>64.\u202fBedard D, Shatenstein B, Nadon S. Underreporting of energy intake from a self-administered food-frequency questionnaire completed by adults in Montreal.\u00a0<i>Public Health Nutr<\/i>. 2004;7(5):675\u2013681.<\/p>\n<p>65.\u202fHendrickson S, Mattes R. Financial incentive for diet recall accuracy does not affect reported energy intake or number of underreporters in a sample of overweight females.\u00a0<i>J Am Diet Assoc<\/i>. 2007;107(1):118\u2013121. doi:10.1016\/j.jada.2006.10.003.<\/p>\n<p>66.\u202fMuhlheim LS, Allison DB, Heshka S, Heymsfield SB. Do unsuccessful dieters intentionally underreport food intake?<i>Int J Eat Disord<\/i>. 1998;24(3):259\u2013266. doi:10.1002\/(SICI)1098-108X(199811)24:3&lt;259::AID-EAT3&gt;3.0.CO;2-L.<\/p>\n<p>67.\u202fBlack AE, Goldberg GR, Jebb SA, Livingstone MB, Cole TJ, Prentice AM. Critical evaluation of energy intake data using fundamental principles of energy physiology: 2. Evaluating the results of published surveys.\u00a0<i>Eur J Clin Nutr<\/i>. 1991;45(12):583\u2013599.<\/p>\n<p>68.\u202fSingh R, Martin BR, Hickey Y, et al. Comparison of self-reported, measured, metabolizable energy intake with total energy expenditure in overweight teens.\u00a0<i>Am J Clin Nutr<\/i>. 2009;89(6):1744\u20131750. doi:10.3945\/ajcn.2008.26752.<\/p>\n<p>69.\u202fBingham SA, Day NE. Using biochemical markers to assess the validity of prospective dietary assessment methods and the effect of energy adjustment.\u00a0<i>Am J Clin Nutr<\/i>. 1997;65(4 Suppl):1130S\u20131137S.<\/p>\n<p>70.\u202fBlack AE, Bingham SA, Johansson G, Coward WA. Validation of dietary intakes of protein and energy against 24 hour urinary N and DLW energy expenditure in middle-aged women, retired men and post-obese subjects: comparisons with validation against presumed energy requirements.\u00a0<i>Eur J Clin Nutr<\/i>. 1997;51(6):405\u2013413.<\/p>\n<p>71.\u202fNovotny JA, Rumpler WV, Riddick H, et al. Personality characteristics as predictors of underreporting of energy intake on 24-hour dietary recall interviews.\u00a0<i>J Am Diet Assoc<\/i>. 2003;103(9):1146\u20131151.<\/p>\n<p>72.\u202fHeerstrass DW, Ocke MC, Bueno-de-Mesquita HB, Peeters PH, Seidell JC. Underreporting of energy, protein and potassium intake in relation to body mass index.\u00a0<i>Int J Epidemiol<\/i>. 1998;27(2):186\u2013193.<\/p>\n<p>73.\u202fZhang J, Temme EH, Sasaki S, Kesteloot H. Under- and overreporting of energy intake using urinary cations as biomarkers: relation to body mass index.\u00a0<i>Am J Epidemiol<\/i>. 2000;152(5):453\u2013462.<\/p>\n<p>74.\u202fScagliusi FB, Ferriolli E, Pfrimer K, et al. Underreporting of energy intake in Brazilian women varies according to dietary assessment: a cross-sectional study using doubly labeled water.\u00a0<i>J Am Diet Assoc<\/i>. 2008;108(12):2031\u20132040. doi:10.1016\/j.jada.2008.09.012.<\/p>\n<p>75.\u202fHeitmann BL. The influence of fatness, weight change, slimming history and other lifestyle variables on diet reporting in Danish men and women aged 35-65 years.\u00a0<i>International Journal of Obesity (2005)<\/i>. 1993;17(6):329\u2013336.<\/p>\n<p>76.\u202fScagliusi FB, Polacow VO, Artioli GG, Benatti FB, Lancha AHJ. Selective underreporting of energy intake in women: magnitude, determinants, and effect of training.\u00a0<i>J Am Diet Assoc<\/i>. 2003;103(10):1306\u20131313.<\/p>\n<p>77.\u202fHeitmann BL, Lissner L. Dietary underreporting by obese individuals\u2013is it specific or non-specific?\u00a0<i>BMJ<\/i>. 1995;311(7011):986\u2013989. doi:10.1136\/bmj.311.7011.986.<\/p>\n<p>78.\u202fHebert JR, Peterson KE, Hurley TG, et al. The effect of social desirability trait on self-reported dietary measures among multi-ethnic female health center employees.\u00a0<i>Ann Epidemiol<\/i>. 2001;11(6):417\u2013427.<\/p>\n<p>79.\u202fJohnson RK, Soultanakis RP, Matthews DE. Literacy and body fatness are associated with underreporting of energy intake in US low-income women using the multiple-pass 24-hour recall: a doubly labeled water study.\u00a0<i>J Am Diet Assoc<\/i>. 1998;98(10):1136\u20131140. doi:10.1016\/S0002-8223(98)00263-6.<\/p>\n<p>80.\u202fTaren DL, Tobar M, Hill A, et al. The association of energy intake bias with psychological scores of women.\u00a0<i>Eur J Clin Nutr<\/i>. 1999;53(7):570\u2013578.<\/p>\n<p>81.\u202fHorner NK, Patterson RE, Neuhouser ML, Lampe JW, Beresford SA, Prentice RL. Participant characteristics associated with errors in self-reported energy intake from the Women\u2019s Health Initiative food-frequency questionnaire.<i>Am J Clin Nutr<\/i>. 2002;76(4):766\u2013773.<\/p>\n<p>82.\u202fDulloo AG, Jacquet J, Montani J-P, Schutz Y. Adaptive thermogenesis in human body weight regulation: more of a concept than a measurable entity?\u00a0<i>Obes Rev<\/i>. 2012;13 Suppl 2:105\u2013121. doi:10.1111\/j.1467-789X.2012.01041.x.<\/p>\n<p>83.\u202fTremblay A, Royer M-M, Chaput J-P, Doucet E. Adaptive thermogenesis can make a difference in the ability of obese individuals to lose body weight.\u00a0<i>International Journal of Obesity (2005)<\/i>. 2012. doi:10.1038\/ijo.2012.124.<\/p>\n<p>84.\u202fMuller MJ, Bosy-Westphal A. Adaptive thermogenesis with weight loss in humans.\u00a0<i>Obesity (Silver Spring)<\/i>. 2013;21(2):218\u2013228. doi:10.1002\/oby.20027.<\/p>\n<p>85.\u202fJoosen AMCP, Westerterp KR. Energy expenditure during overfeeding.\u00a0<i>Nutr Metab (Lond)<\/i>. 2006;3:25. doi:10.1186\/1743-7075-3-25.<\/p>\n<p>86.\u202fBray GA, Smith SR, de Jonge L, et al. Effect of dietary protein content on weight gain, energy expenditure, and body composition during overeating: a randomized controlled trial.\u00a0<i>JAMA<\/i>. 2012;307(1):47\u201355. doi:10.1001\/jama.2011.1918.<\/p>\n<p>87.\u202fKlein S, Goran M. Energy metabolism in response to overfeeding in young adult men.\u00a0<i>Metab Clin Exp<\/i>. 1993;42(9):1201\u20131205.<\/p>\n<p>88.\u202fDiaz EO, Prentice AM, Goldberg GR, Murgatroyd PR, Coward WA. Metabolic response to experimental overfeeding in lean and overweight healthy volunteers.\u00a0<i>Am J Clin Nutr<\/i>. 1992;56(4):641\u2013655. Available at: https:\/\/ajcn.nutrition.org\/content\/56\/4\/641.long.<\/p>\n<p>89.\u202fMcDevitt RM, Poppitt SD, Murgatroyd PR, Prentice AM. Macronutrient disposal during controlled overfeeding with glucose, fructose, sucrose, or fat in lean and obese women.\u00a0<i>Am J Clin Nutr<\/i>. 2000;72(2):369\u2013377. Available at: https:\/\/ajcn.nutrition.org\/content\/72\/2\/369.long.<\/p>\n<p>90.\u202fLevine JA, Eberhardt NL, Jensen MD. Role of nonexercise activity thermogenesis in resistance to fat gain in humans.<i>Science<\/i>. 1999;283(5399):212\u2013214. Available at: https:\/\/www.sciencemag.org\/content\/283\/5399\/212.long.<\/p>\n<p>91.\u202fLevine JA, Schleusner SJ, Jensen MD. Energy expenditure of nonexercise activity.\u00a0<i>Am J Clin Nutr<\/i>. 2000;72(6):1451\u20131454. Available at: https:\/\/ajcn.nutrition.org\/content\/72\/6\/1451.long.<\/p>\n<p>92.\u202fLevine JA. Nonexercise activity thermogenesis (NEAT): environment and biology.\u00a0<i>Am J Physiol Endocrinol Metab<\/i>. 2004;286(5):E675\u201385. Available at: https:\/\/ajpendo.physiology.org\/content\/286\/5\/E675.long.<\/p>\n<p>93.\u202fCasazza K, Fontaine KR, Astrup A, et al. Myths, presumptions, and facts about obesity.\u00a0<i>N Engl J Med<\/i>. 2013;368(5):446\u2013454. doi:10.1056\/NEJMsa1208051.<\/p>\n<p>94.\u202fWesterterp KR. Diet induced thermogenesis.\u00a0<i>Nutr Metab (Lond)<\/i>. 2004;1(1):5. doi:10.1186\/1743-7075-1-5.<\/p>\n<p>95.\u202fRosenbaum M, Leibel RL. Adaptive thermogenesis in humans.\u00a0<i>International Journal of Obesity (2005)<\/i>. 2010;34 Suppl 1:S47\u201355. doi:10.1038\/ijo.2010.184.<\/p>\n<p>96.\u202fMajor GC, Doucet E, Trayhurn P, Astrup A, Tremblay A. Clinical significance of adaptive thermogenesis.\u00a0<i>International Journal of Obesity (2005)<\/i>. 2006;31(2):204\u2013212. doi:10.1038\/sj.ijo.0803523.<\/p>\n<p>97.\u202fJohannsen DL, Knuth ND, Huizenga R, Rood JC, Ravussin E, Hall KD. Metabolic slowing with massive weight loss despite preservation of fat-free mass.\u00a0<i>J Clin Endocrinol Metab<\/i>. 2012;97(7):2489\u20132496. doi:10.1210\/jc.2012-1444.<\/p>\n<p>98.\u202fKalm LM, Semba RD. They starved so that others be better fed: remembering Ancel Keys and the Minnesota experiment.\u00a0<i>J Nutr<\/i>. 2005;135(6):1347\u20131352. Available at: https:\/\/jn.nutrition.org\/content\/135\/6\/1347.full.<\/p>\n<p>99.\u202fBellisle F, McDevitt R, Prentice AM. Meal frequency and energy balance.\u00a0<i>Br J Nutr<\/i>. 1997;77 Suppl 1:S57\u201370.<\/p>\n<p>100.\u202fLeidy HJ, Tang M, Armstrong CLH, Martin CB, Campbell WW. The effects of consuming frequent, higher protein meals on appetite and satiety during weight loss in overweight\/obese men.\u00a0<i>Obesity (Silver Spring)<\/i>. 2011;19(4):818\u2013824. doi:10.1038\/oby.2010.203.<\/p>\n<p>101.\u202fLeidy HJ, Armstrong CLH, Tang M, Mattes RD, Campbell WW. The influence of higher protein intake and greater eating frequency on appetite control in overweight and obese men.\u00a0<i>Obesity (Silver Spring)<\/i>. 2010;18(9):1725\u20131732. doi:10.1038\/oby.2010.45.<\/p>\n<p>102.\u202fOhkawara K, Cornier M-A, Kohrt WM, Melanson EL. Effects of increased meal frequency on fat oxidation and perceived hunger.\u00a0<i>Obesity (Silver Spring)<\/i>. 2013;21(2):336\u2013343. doi:10.1002\/oby.20032.<\/p>\n<p>103.\u202fBrown AW, Bohan Brown MM, Allison DB. Belief beyond the evidence: using the proposed effect of breakfast on obesity to show 2 practices that distort scientific evidence.\u00a0<i>Am J Clin Nutr<\/i>. 2013;98(5):1298\u20131308. doi:10.3945\/ajcn.113.064410.<\/p>\n<p>104.\u202fSofer S, Eliraz A, Kaplan S, et al. Greater weight loss and hormonal changes after 6 months diet with carbohydrates eaten mostly at dinner.\u00a0<i>Obesity (Silver Spring)<\/i>. 2011;19(10):2006\u20132014. doi:10.1038\/oby.2011.48.<\/p>\n<p>105.\u202fKeim NL, Van Loan MD, Horn WF, Barbieri TF, Mayclin PL. Weight loss is greater with consumption of large morning meals and fat-free mass is preserved with large evening meals in women on a controlled weight reduction regimen.\u00a0<i>J Nutr<\/i>. 1997;127(1):75\u201382.<\/p>\n<p>106.\u202fAragon AA, Schoenfeld BJ. Nutrient timing revisited: is there a post-exercise anabolic window?\u00a0<i>J Int Soc Sports Nutr<\/i>. 2013;10(1):5. doi:10.1186\/1550-2783-10-5.<\/p>\n<p>107.\u202fSchoenfeld BJ, Aragon AA, Krieger JW. The effect of protein timing on muscle strength and hypertrophy: a meta-analysis.\u00a0<i>J Int Soc Sports Nutr<\/i>. 2013;10(1):53. doi:10.1186\/1550-2783-10-53.<\/p>\n<p>108.\u202fKlok MD, Jakobsdottir S, Drent ML. The role of leptin and ghrelin in the regulation of food intake and body weight in humans: a review.\u00a0<i>Obes Rev<\/i>. 2007;8(1):21\u201334. doi:10.1111\/j.1467-789X.2006.00270.x.<\/p>\n<p>109.\u202fMeier U, Gressner AM. Endocrine regulation of energy metabolism: review of pathobiochemical and clinical chemical aspects of leptin, ghrelin, adiponectin, and resistin.\u00a0<i>Clin Chem<\/i>. 2004;50(9):1511\u20131525.<\/p>\n<p>110.\u202fPearce EN. Thyroid hormone and obesity.\u00a0<i>Curr Opin Endocrinol Diabetes Obes<\/i>. 2012;19(5):408\u2013413.<\/p>\n<p>111.\u202fStrohacker K, McCaffery JM, Maclean PS, Wing RR. Adaptations of leptin, ghrelin or insulin during weight loss as predictors of weight regain: a review of current literature.\u00a0<i>International Journal of Obesity (2005)<\/i>. 2013. doi:10.1038\/ijo.2013.118.<\/p>\n<p>112.\u202fLi M-D. Leptin and beyond: an odyssey to the central control of body weight.\u00a0<i>Yale J Biol Med<\/i>. 2011;84(1):1\u20137. Available at: https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC3064240\/.<\/p>\n<p>113.\u202fHukshorn CJ, Saris WHM. Leptin and energy expenditure.\u00a0<i>Curr Opin Clin Nutr Metab Care<\/i>. 2004;7(6):629\u2013633.<\/p>\n<p>114.\u202fWhigham LD, Watras AC, Schoeller DA. Efficacy of conjugated linoleic acid for reducing fat mass: a meta-analysis in humans.\u00a0<i>Am J Clin Nutr<\/i>. 2007;85(5):1203\u20131211.<\/p>\n<p>115.\u202fOnakpoya IJ, Posadzki PP, Watson LK, Davies LA, Ernst E. The efficacy of long-term conjugated linoleic acid (CLA) supplementation on body composition in overweight and obese individuals: a systematic review and meta-analysis of randomized clinical trials.\u00a0<i>Eur J Nutr<\/i>. 2012;51(2):127\u2013134. doi:10.1007\/s00394-011-0253-9.<\/p>\n<p>116.\u202fHursel R, Viechtbauer W, Dulloo AG, et al. The effects of catechin rich teas and caffeine on energy expenditure and fat oxidation: a meta-analysis.\u00a0<i>Obes Rev<\/i>. 2011;12(7):e573\u201381. doi:10.1111\/j.1467-789X.2011.00862.x.<\/p>\n<p>117.\u202fHursel R, Viechtbauer W, Westerterp-Plantenga MS. The effects of green tea on weight loss and weight maintenance: a meta-analysis.\u00a0<i>International Journal of Obesity (2005)<\/i>. 2009;33(9):956\u2013961. doi:10.1038\/ijo.2009.135.<\/p>\n<p>118.\u202fPhung OJ, Baker WL, Matthews LJ, Lanosa M, Thorne A, Coleman CI. Effect of green tea catechins with or without caffeine on anthropometric measures: a systematic review and meta-analysis.\u00a0<i>Am J Clin Nutr<\/i>. 2010;91(1):73\u201381. doi:10.3945\/ajcn.2009.28157.<\/p>\n<p>119.\u202fWesterterp-Plantenga MS, Nieuwenhuizen A, Tome D, Soenen S, Westerterp KR. Dietary protein, weight loss, and weight maintenance.\u00a0<i>Annu Rev Nutr<\/i>. 2009;29:21\u201341. doi:10.1146\/annurev-nutr-080508-141056.<\/p>\n<p>120.\u202fHalton TL, Hu FB. The effects of high protein diets on thermogenesis, satiety and weight loss: a critical review.\u00a0<i>J Am Coll Nutr<\/i>. 2004;23(5):373\u2013385. Available at: https:\/\/www.ysonut.fr\/pdf\/Ysodoc\/C0302.pdf.<\/p>\n<p>121.\u202fSoenen S, Westerterp-Plantenga MS. Proteins and satiety: implications for weight management.\u00a0<i>Curr Opin Clin Nutr Metab Care<\/i>. 2008;11(6):747\u2013751.<\/p>\n<p>122.\u202fChampagne CM, Broyles ST, Moran LD, et al. Dietary intakes associated with successful weight loss and maintenance during the Weight Loss Maintenance trial.\u00a0<i>J Am Diet Assoc<\/i>. 2011;111(12):1826\u20131835. doi:10.1016\/j.jada.2011.09.014.<\/p>\n<p>123.\u202fKing NA, Caudwell PP, Hopkins M, Stubbs JR, Naslund E, Blundell JE. Dual-process action of exercise on appetite control: increase in orexigenic drive but improvement in meal-induced satiety.\u00a0<i>Am J Clin Nutr<\/i>. 2009;90(4):921\u2013927. doi:10.3945\/ajcn.2009.27706.<\/p>\n<p>124.\u202fKing NA, Hopkins M, Caudwell P, Stubbs RJ, Blundell JE. Individual variability following 12 weeks of supervised exercise: identification and characterization of compensation for exercise-induced weight loss.\u00a0<i>International Journal of Obesity (2005)<\/i>. 2008;32(1):177\u2013184. doi:10.1038\/sj.ijo.0803712.[\/spoiler]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Calorias s\u00e3o importantes. Estudos ap\u00f3s estudos mostram que quando voc\u00ea come menos e se move mais, voc\u00ea perde peso 1-4. No entanto, voc\u00ea ainda escuta argumentos dizendo que isso n\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":48391,"featured_media":5227,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-5224","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nutricao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.hipertrofia.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5224","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.hipertrofia.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.hipertrofia.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hipertrofia.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/48391"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hipertrofia.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5224"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.hipertrofia.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5224\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hipertrofia.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5227"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.hipertrofia.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5224"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hipertrofia.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5224"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hipertrofia.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5224"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}