
Além de uma crítica à decisão do governo quanto à proibição de certas substâncias no Brasil.
Há cerca de 1 mês, aproximadamente, enviei ao vosso Webmaster um artigo que falava sobre os Malhadores de Segunda-Feira, aqueles que aparecem sempre às segundas-feiras nas academias apenas para superlotar as mesmas e atrapalhar os assíduos. Mas isso é passado, o texto está lá no Blog para leitura.
Clique aqui para ler o artigo Malhadores de Segunda Feira
Desta vez, venho deixar meu pensamento sobre a dificuldade em encontrar bons suplementos importados no mercado nacional, e o principal: A PREÇOS QUE CABEM EM NOSSO ORÇAMENTO!
Lembro-me que nos idos da década de 90, quando iniciei meus treinos, já ansiava por me alimentar e me suplementar de forma adequada, de modo a conquistar um bom físico, porém sem excessos. Deixei passar uns 8 meses e iniciei minhas pesquisas no mundo da suplementação, coisa que sou fascinado até hoje, não necessariamente em suplementar-me, mas sim em estudar, conhecer novos métodos de suplementação, ficar a par das pesquisas e descobertas no mundo científico, etc.
Meu primeiro suplemento foi o clássico Amino Fuel da Twinlab, que vinha em um potinho com 60 cápsulas, se me recordo bem, algo definido na época como milagroso, que custava caro, porém vendia aos montes. O suplemento era de um laboratório renomado, e por ser uma coisa recente na época em nosso país, chegava aqui a preços exorbitantes. Mas a galera comprava mesmo assim, e os resultados eram até satisfatórios.
Após um pequeno ganho, deparei-me com a forma líquida do mesmo suplemento, e com o seu concorrente direto, o Amino 2222, da Optimum. Parecia Placebo, mas mesmo assim, muita gente experimentou, muita mesmo, já que era mais barato que o Amino Fuel… Se os efeitos positivos surgiram, aí já é outra história…
Outro grandioso aliado para os que queriam construir massa muscular, também da Twinlab, que na época dominava o mercado, era o Gainers Fuel, um hipercalórico poderoso, sem gordura e sem açúcar em sua fórmula, e que provocava ótimos ganhos. Era caro, por ser importado e por vir em um baldão de mais de 2kg, mas era possível encontrá-lo em muitas lojas de suplementos, inclusive nos “Mundos Verdes” da vida.
Para os que queriam secar, tinha o Ripped Fuel e o Diet Fuel. O Ripped continha em sua fórmula a polêmica efedrina, que apesar dos efeitos colaterais que todos que experimentaram (e ainda fazem uso) conhecem, era uma ótima pedida para incinerar umas gordurinhas.
O tempo foi passando, os cientistas foram se aprimorando, e com isso novos laboratórios foram surgindo, como por exemplo o canadense Muscletech. Esse laboratório talvez seja o maior responsável por ofertar ao mundo fórmulas inovadoras de suplementos, patenteando as mesmas, o que é uma segurança a mais, isso desde o seu surgimento até os dias de hoje. Os que tiveram acesso à sua primeira linha de produtos, lembram muito bem dos pré e pró-hormonais Anotesten e Nortesten, do Hydroxycut, que também continha efedrina em sua fórmula, e era ( e ainda é!) uma verdadeira porrada nas células adiposas, o Cell-Tech, que até hoje é uma das melhores fórmulas de creatina existentes, o Acetabolan e Acetabolan II, e por aí vai… Detalhe: era possível chegar nas boas lojas do ramo, e encontrar todos esses produtos, a preços altos sim, mas com grande oferta para os que estivessem dispostos a se suplementar com o melhor que existe por aí.
O tempo passou, os anos 2000 entraram, e com eles uma nova era da suplementação. Muitos laboratórios se aprimoraram e reviram suas fórmulas, potencializando as mesmas com o objetivo de oferecer o melhor ao consumidor. Enquanto isso, novos laboratórios surgiam, alguns não tão confiáveis assim, mas mesmo assim agegando valor, dando um upgrade na Lei da Oferta e da Procura.
Enquanto isso, no Brasil, os laboratórios nacionais faziam o possível e o impossível para chegar ao menos ao dedo mindinho de um dos pés dos laboratórios estrangeiros, lançando creatinas e outras coisas mais no mercado nacional, e tudo isso a preços mais atraentes! Lembro que havia uma época em que muita gente optava pelos produtos nacionais, pois tinham preços menores, e ofereciam minimamente o que um gringo ofereceria a preços maiores. A diferença era que você podia chegar em uma loja de suplementos e escolher entre os nacionais e os importados. Tudo dependia somente do bolso de cada um.
Até que com uma “sábia” (para não dizer o contrário) decisão, nosso governo decidiu proibir (por questões que só eles conhecem) a venda de algumas substâncias no Brasil, dentre elas os produtos a base de creatina, efedrina e outros.
Com isso, foi-se a oferta e ficou a procura. Só que essa procura tornou-se cada vez mais angustiante, pois queríamos um produto, e às vezes até nos dispondo a pagar por esses produtos, mas o máximo que encontráva-mos eram os mesmos weight gainers, falsas whey´s, albuminas e fatburners líquidos que estão mais para água suja do que para outra coisa. Triste realidade.
O pior é que isso vem ocorrendo até hoje. Entramos nas lojas e lá estão as mesmas “massas”, as mesmas whey´s, as mesmas albuminas e os mesmos “lixos”. Quando perguntamos por um produto “diferente”, a resposta é sempre a mesma: ou está proibido, ou fica muito caro devido às taxas de importação, o que fazem com que a venda não compense para o comerciante. É fato, pois ninguém quer sair perdendo.
E nisso, quem perde somos nós, pois não temos sequer pessoas orientadas e capacitadas para indicar um ou outro produto, mesmo que este seja nacional, para nos indicar alguém que comercialize… Em outras palavras: alguém que quebre o protocolo estipulado pelo governo, e faça valer os nossos ideais culturistas.
Por fim, deixo aqui um pensamento aos governantes: DO QUE ADIANTA FECHAR A JANELA, SE NELA EXISTE UM ROMBO, QUE PERMITE A ENTRADA DE CLARIDADE? O que quero dizer com isso? Combate-se o uso de esteróides anabolizantes, mas ao mesmo tempo proíbem a entrada no país de substância ANABÓLICAS e que não possuem efeitos colaterais. Esteróide é uma coisa, ANABÓLICO é outra. Uma substância pode ser ANABÓLICA sem ser necessariamente um esteróide, e a creatina e outras substãncias não são esteróides. Além disso, todos sabem que quando importam um suplemento proibido aqui, é necessária a apresentação de receita médica, que na maioria das vezes são FALSIFICADAS, apenas para que os produtos sejam liberados, pois caso contrário, a burocracia e corrupção entram em cena. Parece que nosso país tem interesse em viver na ilegalidade… Coisas tão banais poderiam ser facilmente resolvidas, como o assunto em questão, mas a idéia realmente parece ser a de estar à mercê do que é sujo, podre e ilegal.
Texto por: Gil
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