As informações contidas no blog são de propósito de aprendizado. Use o bom-senso, fique longe de substâncias nocivas a sua saúde. Não faça nada sem acompanhamento médico.

É conveniente salientar que os exemplos que iremos mencionar são baseados em estratégias utilizadas por alguns atletas e que não existe qualquer ciência relacionada a esses ciclos. O que segue são exemplos de estratégias puramente empíricas, não havendo nenhuma garantia de segurança quanto a manutenção da saúde. Em nenhum momento menciono que dada substância é completamente segura.

O objetivo é puramente informativo e busca auxiliar as pessoas mais expostas e vulneráveis ?s drogas.

Toda droga possui riscos conhecidos e desconhecidos em curto, médio ou longo prazo; algumas, inclusive podem provocar óbito. Existe uma crença que a combinação de esteróides funciona melhor do que a utilização de apenas um deles. Se por um lado essa crença parece ser indiscutível, por outro é bem certo que determinadas combinações, apesar de parecerem produzir melhores efeitos quanto ao aumento da força e massa muscular, também salientam os efeitos colaterais.

Podemos citar como exemplo a combinação de drogas muito androgênicas como oximetolona e cipionato de testosterona. Pessoas utilizando essas drogas combinadas parecem bolhas de água ambulantes, prontas para desenvolver uma bela ginecomastia e demais efeitos colaterais se medidas preventivas não forem adotadas.

Se a combinação conter algo como nandrolona e stanazolol, os efeitos colaterais não serão tão pronunciáveis. Mais uma história da vida real. Se parece com as anteriores, mas é ligeiramente diferente: conheci um fisiculturista, que administrava via oral ou injetável, todas as drogas nas quais conseguia colocar a mão. Não pensava em dar um intervalo, na meia vida dos produtos ou sequer na sua origem. Na verdade não ligava para a saúde sendo que a maior parte do dinheiro que ganhava era voltado para a aquisição de drogas e que se danem outras necessidades e as pessoas que viviam ao seu lado.

Durante algum período, o nosso herói ?s avessas conseguiu ganhar bastante peso e admiração de algumas pessoas, passando a sentir-se mais confiante e mais “macho”. Porém, depois de alguns meses, acabou o seu dinheiro e com isso o seu mega ciclo. Em poucas semanas o nosso “herói” perdeu todo o peso conquistado como um balão que se murcha. Deprimido pela rápida perda entrou em depressão, o que passou a catabolizá-lo mais ainda, ficando menor do que era antes do ciclo.

Passou a ser vítima de comentários pejorativos vindo das mesmas pessoas que o havia anteriormente elogiado. Para sair do paradoxo, guardou todo dinheiro que podia até conseguir comprar mais drogas. Ganhou peso novamente e resolveu continuar no ciclo indefinidamente, como uma espécie de deletéria “vingança pessoal”. Mas após alguns meses de constante administração, se salientaram os efeitos colaterais, tais como armazenamento óbvio de gordura sexual feminina e ginecomastia que podia ser observado por debaixo da roupa. Nos primeiros meses, o “fisiculturista” exibia orgulhoso o seu físico.

Mas com os efeitos colaterais, as camisetinhas sem manga usadas pelo “atleta” tornaram-se camisas com manga e os shorts se tornaram calças para esconder as anomalias. Para sua sorte, acreditem, o dinheiro se tornou escasso novamente. Então, o nosso “atleta” se deparou com uma armadilha e uma importante questão em sua mente altamente perturbada: Como parar agora com as drogas e “continuar a ser homem”? Obviamente, sem a devida resposta e dinheiro, teve o nosso atleta que parar com as drogas e com o seu fisiculturismo.

Alguns anos depois o cidadão reapareceu, já casado. Muito abatido me disse que sofria de oligospermia e não podia engravidar a mulher, queria que eu indicasse algum médico que pudesse tratá-lo. Mesmo atletas mais informados que permanecem por muito tempo em ciclo de esteróides e tomam o devido cuidado para retomar a produção natural de testosterona durante o próprio ciclo com aplicações de HCG ou drogas, como Clomid e demais medidas para evitar efeitos colaterais, se deparam com uma armadilha ao final de um ciclo prolongado, pois sabem que ao parar perderão boa parte da massa muscular conquistada.

Qualquer pessoa que decida entrar em um ciclo de drogas, deve no mínimo, assumir as possíveis conseq?ências e pelo menos planejar o ciclo do início ao fim. Para isso, é necessário saber a meia vida de cada droga para poder parar na hora certa. Se a pessoa resolve utilizar Durateston num ciclo de oito semanas, deveria administrar a última dose da droga ao final da quarta semana, isso porque Durateston tem meia vida de 4 semanas. Nas semanas finais, seria conveniente mudar para drogas com meia vida menor como o propionato de testosterona ou algumas drogas orais que perduram por horas apenas.

Existem pessoas que se entopem de drogas nas primeiras semanas. Algumas dessas drogas ocupam os receptores específicos e o restante das moléculas permanece no sistema pronunciando efeitos colaterais. Os que insistem em fazer o uso de esteróides deveriam ao menos manter doses relativamente baixas e estáveis. O segundo ponto importante é procurar utilizar ciclos curtos. É mais inteligente subir uma escada degrau por degrau, vagarosamente, do que tentar subir rapidamente, mas quando estiver quase no final, escorregar e cair de bunda no chão.

Observem que as drogas permanecem no sistema por algum período ocupando os receptores celulares , mas o nosso organismo irá eliminar as drogas dos receptores desde que cessada a administração. Essa eliminação ocorre de forma bastante ágil mas de acordo com seu próprio compasso. Algumas drogas. como vimos, permanecem no sistema por mais tempo que outras. Os receptores devem estar livres para receber novas moléculas ao final de um ciclo. Se o ciclo é de 8 semanas, ao final da oitava semana, os seus receptores devem estar liberados, quem sabe para um novo ciclo.

Ciclos Curtos

Existe uma tendência mais recente difundida entre alguns atletas experientes como os profissionais de fisiculturismo, em fazer ciclos mais curtos. Apenas os mais inconseq?entes insistem em ciclos muito longos, mas essa é uma prática cada vez menos comum. Um ciclo curto tem um período de 8 a 10 semanas. Com 5 a 6 semanas de administração de drogas e de 3 a 4 semanas, pelo menos, de intervalo sem absolutamente droga alguma. Esse tipo de ciclo permite menores intervalos de descanso entre os ciclos. Lembram-se do exemplo da escada? Esse tipo de proposta calca-se em escalar degrau por degrau pacientemente.

Antes que o seu processo homeostático tenha que corrigir qualquer desequilíbrio, você cai fora, como uma bateria de artilharia que atira suas granadas no terreno e se desloca o mais rápido possível antes que granadas do exército inimigo a atinja de volta.

Ciclos Médios

Neste tipo de ciclo, o usuário fica mais exposto aos efeitos colaterais das drogas, mas não diria o mesmo quanto a intensificação dos efeitos anabólicos se comparado empiricamente com um ciclo curto ao final do período de um ano. Um ciclo médio tem a duração de 12 a 15 semanas, ao final das quais, os receptores devem estar totalmente livres. São de 8 a 9 semanas no ciclo e 4 a 6 semanas de intervalo pelo menos antes de um novo ciclo.

Ciclos – Finalizando o assunto

De fato, os esteróides possuem uma grande capacidade em promover crescimento muscular e aumentar a força, por outro lado, podem provocar efeitos colaterais como calvície, erupções cutâneas, aumento da próstata e outros. Repassando alguns pontos:

  • Embora todos os esteróides possuam uma mesma origem, eles diferem em efetividade, variam quanto ao tempo que permanecerão no organismo, a salientação dos efeitos colaterais, habilidade de se ligarem a receptores celulares e outros.
  • Quanto mais efetiva é uma droga, maior o seu potencial em provocar efeitos indesejáveis. A droga perfeita seria 100% anabólica e 0% androgênica, mas ela não existe.
  • Cada pessoa tem uma distribuição peculiar de receptores celulares, o que afeta diferentemente tanto os efeitos desejáveis como os indesejáveis.
  • Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados com a utilização de outras medicações, mas estas podem causar outros efeitos colaterais.
  • Administrar vários esteróides anabólicos ao mesmo tempo fará como que um compita com os outros por receptores celulares. O excedente ficará no sistema pronunciando efeitos indesejáveis.

Treine sério e concentrado e procure ficar fora de drogas farmacológicas, explore o seu potencial genético!

Fonte:

Musculação – Além do Anabolismo

Musculação – Anabolismo Total

Google

Waldemar Marques Guimarães Neto



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